Lista de Poemas
quadras para quem gosta...
outro dia foge sem q'me apresse
outro virá quer queira ou não
é assim que a vida acontece...
e vai caindo na solidão...
de melancolia sou escrevente
poeta dizem...eu não sei não!
coisas trago no labirinto da mente
saudade que lhe chega do coração
se a poesia é meu alimento
segredos que só ao papel falo
o destino não seja mais cruento
que de dores e amores não calo
enfuno as velas do porvir
numa ilusão fugaz de calmaria
o mar encapelado olha-me a rir
eu sei...que amanhã é novo dia
sou mar no riso e na loucura
trago a boca gretada pelo vento
digo palavras d'amor e ternura
faço poemas ao firmamento...
trago a sangrar dentro do peito
numa insondável sede d'amar
um poema triste insatisfeito
de solidão que não sei calar
brotam poemas, dor e ansiedade
mas eu adoro, eu sei que adoro!
sou poeta d'amor e saudade
como voz do sino às vezes choro.
natalia nuno
outro virá quer queira ou não
é assim que a vida acontece...
e vai caindo na solidão...
de melancolia sou escrevente
poeta dizem...eu não sei não!
coisas trago no labirinto da mente
saudade que lhe chega do coração
se a poesia é meu alimento
segredos que só ao papel falo
o destino não seja mais cruento
que de dores e amores não calo
enfuno as velas do porvir
numa ilusão fugaz de calmaria
o mar encapelado olha-me a rir
eu sei...que amanhã é novo dia
sou mar no riso e na loucura
trago a boca gretada pelo vento
digo palavras d'amor e ternura
faço poemas ao firmamento...
trago a sangrar dentro do peito
numa insondável sede d'amar
um poema triste insatisfeito
de solidão que não sei calar
brotam poemas, dor e ansiedade
mas eu adoro, eu sei que adoro!
sou poeta d'amor e saudade
como voz do sino às vezes choro.
natalia nuno
👁️ 150
louca...louca queria ser!
Louca... louca queria ser!
Rio que desliza rumo
ao mar,
fluir indiferente, sem cessar
Esquecer,
o futuro inverno cinzento,
esquecer meu desalento.
Meus olhos são rios nascendo,
e nem sei porque choram!
Talvez porque se estão perdendo
dos teus, que tanto os namoram.
Tão triste porquê, não sei!
O que procuro também não
Tantas horas já passei
Sem saber porque razão.
O tempo me foge e se perde
A galope sobre meu rosto
Que já foi seara verde
E também luar de Agosto.
Solta-se a lua sobre as águas
Em meus olhos faz remoinho
A sombra das minhas mágoas
Se estende p'lo caminho.
E já o mundo amanhece
Nas fronteiras do meu sonho
Logo o corpo padece
Nem ouve o que lhe proponho.
Nas minhas mãos nostalgias
Trago no peito ameaças
Neste amor terna me querias!
Ternura há quando me abraças.
Ergo-me de fronte ao céu
Nas minhas mãos as esperanças
Minha alma trago ao léu
Na memória as lembranças.
Corre depressa meu sangue
no coração a arder,
numa rajada de chamas.
Louca... louca queria ser
AMOR quando me amas!
natalia nuno
Rio que desliza rumo
ao mar,
fluir indiferente, sem cessar
Esquecer,
o futuro inverno cinzento,
esquecer meu desalento.
Meus olhos são rios nascendo,
e nem sei porque choram!
Talvez porque se estão perdendo
dos teus, que tanto os namoram.
Tão triste porquê, não sei!
O que procuro também não
Tantas horas já passei
Sem saber porque razão.
O tempo me foge e se perde
A galope sobre meu rosto
Que já foi seara verde
E também luar de Agosto.
Solta-se a lua sobre as águas
Em meus olhos faz remoinho
A sombra das minhas mágoas
Se estende p'lo caminho.
E já o mundo amanhece
Nas fronteiras do meu sonho
Logo o corpo padece
Nem ouve o que lhe proponho.
Nas minhas mãos nostalgias
Trago no peito ameaças
Neste amor terna me querias!
Ternura há quando me abraças.
Ergo-me de fronte ao céu
Nas minhas mãos as esperanças
Minha alma trago ao léu
Na memória as lembranças.
Corre depressa meu sangue
no coração a arder,
numa rajada de chamas.
Louca... louca queria ser
AMOR quando me amas!
natalia nuno
👁️ 130
doce ilusão ...
o anoitecer trouxe um tom alaranjado,
faz-me imaginar o inimaginável,
alarga a imaginação e até mesmo o coração
nas jarras há flores que choram
num pranto sentido
olho-as com uma expressão vazia
chega a noite, vai-se o dia.
com a respiração suspensa, num inventário
de recordações, mantenho-me embrenhada
na teia duma vida passada.
agora já tudo é escuridão
as estrelas pontilham o firmamento
uma rosa vermelha cai ao chão
à vida um enaltecimento
por tudo que lhe dera, até a doce ilusão
de ser Poeta.
abrando os pensamentos de lembranças
penosas, e com o olhar fixo e sombrio
olho as rosas, nas jarras, neste silêncio
devastador, lembro noites prenhes de intimidades
e amor... despertam em mim saudades
aquietando tudo o mais!
lembro as cartas d'amor, atadas com fio de juta
cheirando por demais, a tristeza e alfazema
algumas escritas e não enviadas
comunhão de sentimentos, em noites consteladas.
hoje os dias têm pouco significado
mais parecem devastados p'lo vento
ninguém sabe quando a hora do crepúsculo
lhe corta o pensamento.
as minhas mãos já não colhem rosas, nem molhos
de alecrim, apaga-se o dia
começa a noite em mim...
natália nuno
faz-me imaginar o inimaginável,
alarga a imaginação e até mesmo o coração
nas jarras há flores que choram
num pranto sentido
olho-as com uma expressão vazia
chega a noite, vai-se o dia.
com a respiração suspensa, num inventário
de recordações, mantenho-me embrenhada
na teia duma vida passada.
agora já tudo é escuridão
as estrelas pontilham o firmamento
uma rosa vermelha cai ao chão
à vida um enaltecimento
por tudo que lhe dera, até a doce ilusão
de ser Poeta.
abrando os pensamentos de lembranças
penosas, e com o olhar fixo e sombrio
olho as rosas, nas jarras, neste silêncio
devastador, lembro noites prenhes de intimidades
e amor... despertam em mim saudades
aquietando tudo o mais!
lembro as cartas d'amor, atadas com fio de juta
cheirando por demais, a tristeza e alfazema
algumas escritas e não enviadas
comunhão de sentimentos, em noites consteladas.
hoje os dias têm pouco significado
mais parecem devastados p'lo vento
ninguém sabe quando a hora do crepúsculo
lhe corta o pensamento.
as minhas mãos já não colhem rosas, nem molhos
de alecrim, apaga-se o dia
começa a noite em mim...
natália nuno
👁️ 197
entardecer...
é doce ...chega contigo
até a brisa do salgueiro
entardecer q' és abrigo
hoje a lua veio primeiro
volto a sentir o pulsar
com ternura serei ave
doce andorinha a voar
serei do amor tua chave
esquivo poema a rimar
o céu é polpa de rubi
andam melros a trinar
nas palavras que eu urdi
tarde obscura de estio
olho agora a quietude
tu o mar ... e eu o rio
correndo pra ti amiúde
no riso do amanhecer
ou no mistério da tarde
em ti me volto a perder
êxtase q'é minha verdade
e logo a luz da aurora...
- as tuas carícias de mel
chegada do amor a hora
arrepia-se a nossa pele
natalia nuno
até a brisa do salgueiro
entardecer q' és abrigo
hoje a lua veio primeiro
volto a sentir o pulsar
com ternura serei ave
doce andorinha a voar
serei do amor tua chave
esquivo poema a rimar
o céu é polpa de rubi
andam melros a trinar
nas palavras que eu urdi
tarde obscura de estio
olho agora a quietude
tu o mar ... e eu o rio
correndo pra ti amiúde
no riso do amanhecer
ou no mistério da tarde
em ti me volto a perder
êxtase q'é minha verdade
e logo a luz da aurora...
- as tuas carícias de mel
chegada do amor a hora
arrepia-se a nossa pele
natalia nuno
👁️ 144
desce o silêncio...
é noite...
sómente a lembrança acordada
resistindo no meu peito
aqui se deixa até de madrugada
calma e suave, arrumada
só ela e a saudade cabe
flui uma tristeza cinzenta
coalhada nos meus olhos
o silêncio minha alma atormenta
já a noite dorme e me esquece
e de nada me inteira
já quase amanhece
e eu dela prisioneira
sómente a lembrança acordada
resistindo no meu peito
aqui se deixa até de madrugada
calma e suave, arrumada
só ela e a saudade cabe
flui uma tristeza cinzenta
coalhada nos meus olhos
o silêncio minha alma atormenta
já a noite dorme e me esquece
e de nada me inteira
já quase amanhece
e eu dela prisioneira
👁️ 168
coisas de poeta...
mãos que trago ainda atadas pela vida, que importa isso agora, vêm de longes ignoradas, só as palavras vivem o prazer de conhecer seus desejos incontidos, às vezes vazias, adormecidas no regaço alheadas de tudo...quando deste pelas minhas mãos?- sôfregas, desenhando carícias em teu corpo, na melancolia duma qualquer tarde doce...como o tempo voa, são agora mãos cheias de nada...
natalianuno
natalianuno
👁️ 96
este poema...
neste poema há o rosto
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel...
este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez...
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora...
e eu acalento o sonho...hora a hora...
natalia nuno
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel...
este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez...
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora...
e eu acalento o sonho...hora a hora...
natalia nuno
👁️ 116
falei-te..........
falei-te do silêncio das pedras
do rumor do vento
das aves que chilreiam porque é primavera
falei-te da solidão, do lamento,
e dos sonhos que ficaram à espera
falei-te da água que me esfria
a face, e me fere a pele
falei-te do meu amor doce mel
por ti, noite e dia.
falei-te das nuvens negras
que me toldam o pensamento
da escuridão e do vento,
como castigo que habita
meu coração,
falei-te dos anos de ausência, da dor
que ainda em mim se precipita
como um mal maior,
falei-te da minha oculta ferida
existente na memória viva
de caminhar sozinha na vida,
dor, que com o tempo mais se aviva.
falei-te da ilusão de viver
tamanha sorte
da minha afeição por ti,
falei-te do meu medo perante a morte
da melancolia que senti e sinto,
quando o sonho não vem
quando forças o corpo não tem,
e a morte finto!
Falei-te deste amor que é sol poente
deste amor da gente...
- tudo o que meu coração sente!
natalia nuno
do rumor do vento
das aves que chilreiam porque é primavera
falei-te da solidão, do lamento,
e dos sonhos que ficaram à espera
falei-te da água que me esfria
a face, e me fere a pele
falei-te do meu amor doce mel
por ti, noite e dia.
falei-te das nuvens negras
que me toldam o pensamento
da escuridão e do vento,
como castigo que habita
meu coração,
falei-te dos anos de ausência, da dor
que ainda em mim se precipita
como um mal maior,
falei-te da minha oculta ferida
existente na memória viva
de caminhar sozinha na vida,
dor, que com o tempo mais se aviva.
falei-te da ilusão de viver
tamanha sorte
da minha afeição por ti,
falei-te do meu medo perante a morte
da melancolia que senti e sinto,
quando o sonho não vem
quando forças o corpo não tem,
e a morte finto!
Falei-te deste amor que é sol poente
deste amor da gente...
- tudo o que meu coração sente!
natalia nuno
👁️ 129
apronto meus passos...
trago sempre presente o amor,que me embala o sonho noite e dia,
e me faz sentir um malmequer que ao vento dança
apesar do inverno que já me cansa,
amor, que me traz o mel ao peito,
sempre que me olhas
enquanto tuas mãos minhas folhas desfolhas.
neste inverno já amadurecido
há gotas de chuva no meu rosto
trama pelo tempo urdido.
pela tarde é hora da melancolia
até o melancólico sol-posto me faz companhia
as saudades entram em delírio
apronto meus passos mesmo não sabendo
se me negas teus abraços,
e neste caminhar louco,
a vida já vai a uma ponta
caminho, onde vamos morrendo um pouco
mas ainda o sol desponta.
natalia nuno
rosafogo
e me faz sentir um malmequer que ao vento dança
apesar do inverno que já me cansa,
amor, que me traz o mel ao peito,
sempre que me olhas
enquanto tuas mãos minhas folhas desfolhas.
neste inverno já amadurecido
há gotas de chuva no meu rosto
trama pelo tempo urdido.
pela tarde é hora da melancolia
até o melancólico sol-posto me faz companhia
as saudades entram em delírio
apronto meus passos mesmo não sabendo
se me negas teus abraços,
e neste caminhar louco,
a vida já vai a uma ponta
caminho, onde vamos morrendo um pouco
mas ainda o sol desponta.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 138
mar da minha vida...
era manhã ainda, quando os pássaros visitaram a lezíria das minhas memórias, trazendo uma luz remendada à minha já tão pouca claridade, caí num sono leve, baloicei entre o sonho e a realidade, deixei cair as horas uma a uma como quem nada teme, e o tempo lá me ia levando, quase mistério!... de que serve estar lutando, se não me leva a sério?!minhas mãos vão remendando o sonho, escrevendo versos a eito, que são como beijos roubados ao amor que trago no peito...do céu cai agora uma chuva densa, descem os rios ao mar, eu com uma saudade imensa...ah! valente mar traz-me saudade e o sonho da juventude perdida, mar da minha vida, solto meus ais, pois d'amor nem sinais, põe tino nas minhas mãos, e no meu destino a memória enamorada, pois se ela descaminha, por certo caminharei sozinha, nesta encruzilhada...sem lembrar de mim, e sem saber ao que vim!
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 175
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Português
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!