Lista de Poemas
a viagem...
uma lágrima furtiva
brilha no fundo do ohar
navego na imaginação
à lonjura vejo um lugar
e eu aqui na solidão
no desdém da noite
que me tenta afogar
tive sonhos cor de rosa
que ainda vivificam em mim
mas ironia
não os tenho mais assim
hoje em dia.
foi-se o tempo
dos lábios pintados de fresco
do sorriso de frescura
de tanto afecto para dar
sentimentos no peito
a apertar...
hoje sinto a alma vazia
o tempo não tem paragem
e vai longa a viagem.
natalia nuno
brilha no fundo do ohar
navego na imaginação
à lonjura vejo um lugar
e eu aqui na solidão
no desdém da noite
que me tenta afogar
tive sonhos cor de rosa
que ainda vivificam em mim
mas ironia
não os tenho mais assim
hoje em dia.
foi-se o tempo
dos lábios pintados de fresco
do sorriso de frescura
de tanto afecto para dar
sentimentos no peito
a apertar...
hoje sinto a alma vazia
o tempo não tem paragem
e vai longa a viagem.
natalia nuno
👁️ 252
meus poemas são pássaros...
Meus poemas são pássaros
ouço-os a bater as asas
partem tristes
deixam-me na saudade,
vê-los partir,
é um misto de tristeza e felicidade
um dia fugir-me-á o coração
quando a morte vier
e a vida se desprender
ficarão as palavras escritas
aflitas, o sonho e a recordação
sem eira nem beira.
Será possível morrer em paz?
é tarde, a vida me arrasta
os ponteiros do relógio não param
para quando a despedida?
Já tanto faz!
Estou gasta, igual ao tempo
deste meu viver,
quero em paz envelhecer
como o outono que se vai.
Meus poemas são pássaros
deles a saudade não sai,
são roseiras brancas
de caules outonais,
são rituais,
cataventos de saudade
na voracidade do vento,
pássaros do meu pensamento.
natalia nuno
ouço-os a bater as asas
partem tristes
deixam-me na saudade,
vê-los partir,
é um misto de tristeza e felicidade
um dia fugir-me-á o coração
quando a morte vier
e a vida se desprender
ficarão as palavras escritas
aflitas, o sonho e a recordação
sem eira nem beira.
Será possível morrer em paz?
é tarde, a vida me arrasta
os ponteiros do relógio não param
para quando a despedida?
Já tanto faz!
Estou gasta, igual ao tempo
deste meu viver,
quero em paz envelhecer
como o outono que se vai.
Meus poemas são pássaros
deles a saudade não sai,
são roseiras brancas
de caules outonais,
são rituais,
cataventos de saudade
na voracidade do vento,
pássaros do meu pensamento.
natalia nuno
👁️ 351
até de madrugada...
deixa que eu te diga
que és meu sonho, és
minha vida,
és o sol que me aquece
contigo as horas ardem como fogo
e logo,
esqueço tudo ao redor
tudo o que me entristece,
então amor...
tu és a foz do meu desejo
a cada abraço a cada beijo
abre-se a porta do coração
e em breves segundos
esquecemos a solidão
pernoitas em mim
acolho-te até madrugada
fazes do meu corpo tua morada,
e é sempre o tempo pouco
para este querer tão louco.
natalia nuno
que és meu sonho, és
minha vida,
és o sol que me aquece
contigo as horas ardem como fogo
e logo,
esqueço tudo ao redor
tudo o que me entristece,
então amor...
tu és a foz do meu desejo
a cada abraço a cada beijo
abre-se a porta do coração
e em breves segundos
esquecemos a solidão
pernoitas em mim
acolho-te até madrugada
fazes do meu corpo tua morada,
e é sempre o tempo pouco
para este querer tão louco.
natalia nuno
👁️ 231
pensamento....
apercebo-me que o meu tempo é de nostalgia, a vida é um salto enorme se os degraus estiverem ausentes...anda o tempo a recolher-se e saudade na linha tangente do meu olhar...
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 265
canto e cantarei...
Canto de noite e de dia
alegre é... meu cantar!
trago sonho e alegria
mais alguma nostalgia
de que me quero libertar
já o sol se recolheu
deixa a terra sombria
ficou de luto o céu
a lua me prometeu
decerto não dormiria
percorro oásis da mente
com uma estranha sedução
versos frescos água corrente
num desejo tão fremente
que desce ao meu coração
o mal que estou sentindo
quando te vejo partir...
se estás de mim fugindo
lágrimas d'amor carpindo
desilusão é meu sentir
ninguém venha-me dizer
que a culpa é minha, errei
esteja eu onde estiver
saudades de ti... terei!
no meu coração hei-de ter
sempre esta maldita dor
já nada tenho a perder
se perdi o teu amor....
natalia nuno
rosafogo
👁️ 243
liberto os versos...
posso queimar todas as folhas
há só um senão
nada restará, nem o sonho
que ainda ouço de noite às vezes,
que a seu tempo acabará
quando a respiração for sustida
ao final desta alameda que é a vida
aos poemas dou nova oportunidade
retiro a condenação,
mas há um senão
que faço da saudade?
poemas ilusões por mim geradas
fazem parte de mim mesma
são mais fortes que todas as razões
são minha carne, meu pão
meu prazer, minha paixão
ilusões? pois que sejam ilusões!
são bálsamo com que mitigo a dor
o azevinho com que enfeito o natal
a quietude e o vendaval
a corda que me prende ao cais
custa-me a acreditar
que os queimaria e não os sentiria vivos
jamais...
vou mantê-los em liberdade
como o perfume das flores pela campina
e dizer-lhes da minha saudade
desse tempo de menina.
as flores encherão a terra
os versos flutuarão alheados ao tempo
só o eco da adolescência passada
virá ao ouvido ainda
derradeiro eco
neste poema que finda.
natalia nuno
rosafogo
há só um senão
nada restará, nem o sonho
que ainda ouço de noite às vezes,
que a seu tempo acabará
quando a respiração for sustida
ao final desta alameda que é a vida
aos poemas dou nova oportunidade
retiro a condenação,
mas há um senão
que faço da saudade?
poemas ilusões por mim geradas
fazem parte de mim mesma
são mais fortes que todas as razões
são minha carne, meu pão
meu prazer, minha paixão
ilusões? pois que sejam ilusões!
são bálsamo com que mitigo a dor
o azevinho com que enfeito o natal
a quietude e o vendaval
a corda que me prende ao cais
custa-me a acreditar
que os queimaria e não os sentiria vivos
jamais...
vou mantê-los em liberdade
como o perfume das flores pela campina
e dizer-lhes da minha saudade
desse tempo de menina.
as flores encherão a terra
os versos flutuarão alheados ao tempo
só o eco da adolescência passada
virá ao ouvido ainda
derradeiro eco
neste poema que finda.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 239
pensamento....
abre o baú, fica perto dos sonhos ou dos momentos ébrios d'amor, sente o pulsar do tempo e sorri porque é grato recordar...
natalianuno
natalianuno
👁️ 244
pequena prosa poética...
hoje vim apanhar raminhos de alecrim, escolho caprichosamente, como se as minhas mãos fossem de delicado artista, que tanto escrevam e me façam sonhar afagando meu tempo de outono...as águas alegres do rio sorriem para mim, um freixo agita a ramagem com a aragem que vai para sul...um constante silêncio, apenas interrompido pelo chilrear duma ave na azul lonjura...no destino da tarde trazemos lembranças nostálgicas, no coração e no no pensamento, ecos desprendidos da infância, a nostalgia se aprofunda e recordamos os poentes dos dias inolvidáveis e inesquecíveis...mas hoje vim apanhar alecrim aos molhos, e por mim passam todos os dias da minha vida, e no meu coração há sempre uma cicatriz pronta a abrir, deixando-me numa saudade que às vezes é de lágrimas, outras de risos. mas sempre me protege do esquecimento...as minhas mãos recordam essa vida distante, de lavar no rio, de escolher os figos na eira, de segurar a cântara à cabeça, eram estes afazeres os livros que tanto ansiava e nunca tive... acordar o passado e deixá-lo no meio do silêncio da gente e da natureza, é acender uma chama onde existe força, emoção, e ainda caminho para prosseguir, quase alegre como se tivesse asas para perseguir as palavras que vou plantando neste doce cansaço que me reconcilia com o tempo e com a vida...hoje aproveito a dávida deste aroma do campo para matar a sede dos meus sonhos. E sempre faço a mesma pergunta: quem és? porque continuas aí? E a menina do baloiço me sorri, já começa a esfumar-se o seu rosto, apenas alcanço a sua ténue voz...já é apenas um sonho!
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 268
pequena prosa poética...
bem vindo o azul da noite sobre o rosto verde da folhagem, logo é a hora em que os corpos se enrolam, as bocas se juntam, famintamente se amam... a janela continua aberta, recebendo o vento amável, só ele testemunha o absoluto deleite do amor entre quatro paredes... vai implorando morrer entre os amantes...encostada a uma esquina a lua traja de prata, alheia à janela aberta, tocando com os lábios a terra a seus pés e, deslumbrada, olha cada palavra que o poeta frustrado, coloca sobre o papel branco da côr das flores da magnólia, e deixa num verso uma réstia de doçura...
natália nuno
natália nuno
👁️ 235
no ocaso da vida...
Ando nas coisas do tempo perdida
perdida como o jorro duma fonte
que canta...canta ferida!
No esquecimento do monte.
Numa noite qualquer
com ou sem luar
hei-de gritar
O que não pode morrer
abrir de par em par
a alma, erguendo-me com rebeldia
e meu grito há-de ressoar
melhor do que a palavra faria.
Quando a minha mão cessar
e não haja mais que esquecimento
e seja um longo calar?!
Meu tempo será apenas um momento
e na mão que palavras escrevia
não creio que haja mais nada
só resignação fria e sombria.
ou uma esperança desolada.
Ando nas coisas do tempo perdida
vão-se as horas os minutos vagueiam,
pela minha atenção distraida.
na mente lembranças se passeiam,
no ocaso da vida.
E o olhar permanece atento,
aberto de par em par
com a suspeita da morte
que um dia vai chegar.
A vida foge para um sítio
onde nos resta esperar.
rosafogo
natalia nuno
perdida como o jorro duma fonte
que canta...canta ferida!
No esquecimento do monte.
Numa noite qualquer
com ou sem luar
hei-de gritar
O que não pode morrer
abrir de par em par
a alma, erguendo-me com rebeldia
e meu grito há-de ressoar
melhor do que a palavra faria.
Quando a minha mão cessar
e não haja mais que esquecimento
e seja um longo calar?!
Meu tempo será apenas um momento
e na mão que palavras escrevia
não creio que haja mais nada
só resignação fria e sombria.
ou uma esperança desolada.
Ando nas coisas do tempo perdida
vão-se as horas os minutos vagueiam,
pela minha atenção distraida.
na mente lembranças se passeiam,
no ocaso da vida.
E o olhar permanece atento,
aberto de par em par
com a suspeita da morte
que um dia vai chegar.
A vida foge para um sítio
onde nos resta esperar.
rosafogo
natalia nuno
👁️ 242
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Português
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!