Lista de Poemas
e no tempo que sobra....
e no tempo que sobra....
este vagar a que me entrego de corpo e alma
este doer que abraço sorrindo
esta chama a chamar por mim, saudade!
toda esta emoção vindo de verdade,
é poesia, ou remoinho de luz
ou o florescer das flores logo que é dia.
a minha alma a morrer, ainda
é plantio de amores no chão destroçado,
deste meu coração...
até que tenha um sopro de vida
não abandonarei o sonho
e no tempo que sobra
viverei sem medos, caminharei afoita
mesmo sabendo que a morte me cobra.
minhas mãos foram de afagos
cansaram de bordar sentimentos em poesia
nas manhãs orvalhadas, onde meus olhos eram lagos
e íntimas as saudades que com magia versos concebia
infinitamente doces,
de suaves e nostálgicas lembranças.
perco a noção da hora e vou pelo tempo fora
a sonhar esperanças,
apesar de tempo adverso
eu caminho e me fortaleço
trago a felicidade na emoção dum verso
na serenidade do pensamento
no entusiasmo com que teço a vida a cada momento
um dia o tempo me há-de entender
caminhámos lado a lado,
quando meu corpo não estiver mais acordado
e a saudade de mim, à porta lhe bater...
natalia nuno
este vagar a que me entrego de corpo e alma
este doer que abraço sorrindo
esta chama a chamar por mim, saudade!
toda esta emoção vindo de verdade,
é poesia, ou remoinho de luz
ou o florescer das flores logo que é dia.
a minha alma a morrer, ainda
é plantio de amores no chão destroçado,
deste meu coração...
até que tenha um sopro de vida
não abandonarei o sonho
e no tempo que sobra
viverei sem medos, caminharei afoita
mesmo sabendo que a morte me cobra.
minhas mãos foram de afagos
cansaram de bordar sentimentos em poesia
nas manhãs orvalhadas, onde meus olhos eram lagos
e íntimas as saudades que com magia versos concebia
infinitamente doces,
de suaves e nostálgicas lembranças.
perco a noção da hora e vou pelo tempo fora
a sonhar esperanças,
apesar de tempo adverso
eu caminho e me fortaleço
trago a felicidade na emoção dum verso
na serenidade do pensamento
no entusiasmo com que teço a vida a cada momento
um dia o tempo me há-de entender
caminhámos lado a lado,
quando meu corpo não estiver mais acordado
e a saudade de mim, à porta lhe bater...
natalia nuno
👁️ 160
cheia de júbilo...
cheia de júbilo...
quero seguir sendo eu mesma
ainda que, por horas incertas e fugidias
quero sentir que me pertenço
não quero desabar
em esperanças vazias...
quero viver, deixar acontecer
já que o tempo não posso deter
não quero adormecer
no vazio das horas
quero caminhar com esperança
fazer com a vida uma aliança.
abrir-lhe o peito
deixar entrar a luz entretanto
perdida
não quero inútil a subida
meu sonho vem de longe e me segue
aqui fico, onde os instantes
me trazem pequenas sensações
onde esqueço o tempo e suas
prisões,
tempo que me prende os movimentos
e tudo degrada,
não quero mais o pranto
não estou condenada.
cheia de júbilo
olho a vida com contemplação
assim na tarde que cai
as horas me acompanharão
sem violência, sem ansiedade
numa eterna lentidão.
e num recanto do meu corpo
nascerá mais um poema
com o cantar dos pássaros
com o orvalho das madrugadas
os acordes dum violino
com a leveza de asas transparentes
e o mundo será de novo menino
a terra mansidão
e o tempo não será mais obsessão.
natalia nuno
rosafogo
quero seguir sendo eu mesma
ainda que, por horas incertas e fugidias
quero sentir que me pertenço
não quero desabar
em esperanças vazias...
quero viver, deixar acontecer
já que o tempo não posso deter
não quero adormecer
no vazio das horas
quero caminhar com esperança
fazer com a vida uma aliança.
abrir-lhe o peito
deixar entrar a luz entretanto
perdida
não quero inútil a subida
meu sonho vem de longe e me segue
aqui fico, onde os instantes
me trazem pequenas sensações
onde esqueço o tempo e suas
prisões,
tempo que me prende os movimentos
e tudo degrada,
não quero mais o pranto
não estou condenada.
cheia de júbilo
olho a vida com contemplação
assim na tarde que cai
as horas me acompanharão
sem violência, sem ansiedade
numa eterna lentidão.
e num recanto do meu corpo
nascerá mais um poema
com o cantar dos pássaros
com o orvalho das madrugadas
os acordes dum violino
com a leveza de asas transparentes
e o mundo será de novo menino
a terra mansidão
e o tempo não será mais obsessão.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 139
escutando meus passos...
no sonho há aroma a magnólias
vindo do tempo, onde o tempo não contava
e o sol se aproximava de mim doce
abrindo a manhã como se fosse
a minha própria pulsação,
tempo sem tempo, cantava
um pássaro no meu riso
e habitava amor no coração.
estendo a minha mão
a esta vertigem que é sonhar
e é como se fosse o instante dum beijo
em que me olhas com um só desejo
a sede de possuir-me,
como vai longe a quimera
e eu na solidão, à espera...
no oásis da minha memória
ainda há uma busca indecisa
que meu coração precisa
que a ternura lhe seja entregue.
mas o tempo corre, segue,
e deixa apenas recordações
nuvens escuras, visões, mas uma claridade
indistinta, e um só pensamento sobre ti
dos momentos que vivi, e
uma derradeira saudade...um mundo de interrogações.
no coração trago a herança dos anos
e na boca arco-íris de sílabas que soletro
que são teias e outras favos de mel,
teço e desteço ilusões, enganos e desenganos
o amor e a desdita
que eu grito até ao fim,
ao fim da vida, ao fim da escrita.
trago em mim amarelas florestas de outono
no calafrio do meu corpo adormecido
no meu Deus supremo me abandono,
caindo assim, a minha metade
mais trémula no esquecido.
e fica a censurar-me esta saudade.
natalia nuno
vindo do tempo, onde o tempo não contava
e o sol se aproximava de mim doce
abrindo a manhã como se fosse
a minha própria pulsação,
tempo sem tempo, cantava
um pássaro no meu riso
e habitava amor no coração.
estendo a minha mão
a esta vertigem que é sonhar
e é como se fosse o instante dum beijo
em que me olhas com um só desejo
a sede de possuir-me,
como vai longe a quimera
e eu na solidão, à espera...
no oásis da minha memória
ainda há uma busca indecisa
que meu coração precisa
que a ternura lhe seja entregue.
mas o tempo corre, segue,
e deixa apenas recordações
nuvens escuras, visões, mas uma claridade
indistinta, e um só pensamento sobre ti
dos momentos que vivi, e
uma derradeira saudade...um mundo de interrogações.
no coração trago a herança dos anos
e na boca arco-íris de sílabas que soletro
que são teias e outras favos de mel,
teço e desteço ilusões, enganos e desenganos
o amor e a desdita
que eu grito até ao fim,
ao fim da vida, ao fim da escrita.
trago em mim amarelas florestas de outono
no calafrio do meu corpo adormecido
no meu Deus supremo me abandono,
caindo assim, a minha metade
mais trémula no esquecido.
e fica a censurar-me esta saudade.
natalia nuno
👁️ 158
este poema...
neste poema há o rosto
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel…
este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez…
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora…
e eu acalento o sonho…hora a hora…
natalia nuno
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel…
este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez…
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora…
e eu acalento o sonho…hora a hora…
natalia nuno
👁️ 124
o silêncio das palavras...
que importa se mais não sei
só sei...
meu corpo é um barco que oscila
enquanto o vento desliza nos cabelos
e no pensamento uma secreta saudade
que sôfrega bebo,
a luz onde a caminhar me atrevo
espalha-se o silêncio sobre as palavras
a tarde faz-se longa e arrefece
e há memórias que a mente jamais esquece
que sei eu, dos pássaros nas ramadas escondidos
que sei eu dos meus sonhos perdidos?
que dirão as papoilas que em criança ouvia falar
ou os medronhos maduros que enfeitiçavam meu olhar
que importa se mais não sei
só sei...
que o rio cantava aos meus ouvidos
torneava a aldeia e fugia dos meus pés
correndo de lés a lés,
o salgueiro era altaneiro
teimava em mirar-se no espelho d'água
sacudia os cabelos ao vento
e olhava-me com mágoa
adivinhando por ele meu sentimento
tremulava o orvalho no canteiro
as flores guardavam ciosamente o segredo do mel
e eu embalava o sonho junto ao peito
enquanto me afagavam as madressilvas com seu cheiro
sei também, dos besoiros aguardando o verão
e sei do amor que trazia em meu coração
que importa se mais não sei
só sei...
das fitas de seda que a mãe punha no cabelo
com desvelo,
sei dos abraços e dos laços
do vestido atado atrás
sei das rosas bravas e da lua crescente
e sei do tempo, desse tempo em que me fazia gente
do resto não sei e tanto se me faz
que importa se mais não sei
só sei...
que tudo isto é lembrança, nada eu inventei
é meu norte é meu destino, ouço ao longe
o toque do sino, que não cessa de tocar
e dos alcatruzes ouço o constante soar
sei do trigo e do arado
e sei do meu chão amado.
natalia nuno
só sei...
meu corpo é um barco que oscila
enquanto o vento desliza nos cabelos
e no pensamento uma secreta saudade
que sôfrega bebo,
a luz onde a caminhar me atrevo
espalha-se o silêncio sobre as palavras
a tarde faz-se longa e arrefece
e há memórias que a mente jamais esquece
que sei eu, dos pássaros nas ramadas escondidos
que sei eu dos meus sonhos perdidos?
que dirão as papoilas que em criança ouvia falar
ou os medronhos maduros que enfeitiçavam meu olhar
que importa se mais não sei
só sei...
que o rio cantava aos meus ouvidos
torneava a aldeia e fugia dos meus pés
correndo de lés a lés,
o salgueiro era altaneiro
teimava em mirar-se no espelho d'água
sacudia os cabelos ao vento
e olhava-me com mágoa
adivinhando por ele meu sentimento
tremulava o orvalho no canteiro
as flores guardavam ciosamente o segredo do mel
e eu embalava o sonho junto ao peito
enquanto me afagavam as madressilvas com seu cheiro
sei também, dos besoiros aguardando o verão
e sei do amor que trazia em meu coração
que importa se mais não sei
só sei...
das fitas de seda que a mãe punha no cabelo
com desvelo,
sei dos abraços e dos laços
do vestido atado atrás
sei das rosas bravas e da lua crescente
e sei do tempo, desse tempo em que me fazia gente
do resto não sei e tanto se me faz
que importa se mais não sei
só sei...
que tudo isto é lembrança, nada eu inventei
é meu norte é meu destino, ouço ao longe
o toque do sino, que não cessa de tocar
e dos alcatruzes ouço o constante soar
sei do trigo e do arado
e sei do meu chão amado.
natalia nuno
👁️ 161
idade sem data....
com laço de seda cingi a cintura
fiquei menina da brincadeira
ouvi as vizinhas dizer com ternura
sai à mãe, quer queira ou não queira
debruço-me à janela, o mundo é meu
ouvindo as pombas num arrulho louco
já se põe o sol, escurece o céu
e os lírios vão crescendo, pouco a pouco
mil vezes se repete minha imagem
nas águas do rio que corre por perto
a mágoa vive o sorriso está de passagem
já nada regressa é o futuro incerto
surge a dama da noite, toda claridade
adormecem as margaridas no monte
preciso de afecto mas vem a saudade
que percorre hoje e amanhã m' horizonte
e as bonecas de trapo sorriem pra mim
choram os salgueiros a sua solidão
com as tílias em pranto vão chorando assim
mas a mágoa é minha, consome-me em vão
já não sou menina sou mulher feita
sou raiz funda agarrada a este chão
a palavra é minha garra que quero perfeita
só o tempo me traz profunda solidão
pode a saudade gritar-me na garganta
pode o vento voltar quedando-se no jardim
narcisos deixarei em poesia...tanta!
que também restará saudade de mim.
natália nuno
fiquei menina da brincadeira
ouvi as vizinhas dizer com ternura
sai à mãe, quer queira ou não queira
debruço-me à janela, o mundo é meu
ouvindo as pombas num arrulho louco
já se põe o sol, escurece o céu
e os lírios vão crescendo, pouco a pouco
mil vezes se repete minha imagem
nas águas do rio que corre por perto
a mágoa vive o sorriso está de passagem
já nada regressa é o futuro incerto
surge a dama da noite, toda claridade
adormecem as margaridas no monte
preciso de afecto mas vem a saudade
que percorre hoje e amanhã m' horizonte
e as bonecas de trapo sorriem pra mim
choram os salgueiros a sua solidão
com as tílias em pranto vão chorando assim
mas a mágoa é minha, consome-me em vão
já não sou menina sou mulher feita
sou raiz funda agarrada a este chão
a palavra é minha garra que quero perfeita
só o tempo me traz profunda solidão
pode a saudade gritar-me na garganta
pode o vento voltar quedando-se no jardim
narcisos deixarei em poesia...tanta!
que também restará saudade de mim.
natália nuno
👁️ 247
pensamento
foste o meu poema, o mais intenso,
hoje bailo para ti com a leveza do vôo dum pardal...
n. nuno
hoje bailo para ti com a leveza do vôo dum pardal...
n. nuno
👁️ 109
meu coração é um baú...
Cada palavra pode desplotar um feitiço
Ou o descontrolo de emoções
Anda o meu coração em derriço
Vivendo de ilusões.
Flutuam em mim acordes musicais
Meu coração é um baú
De onde a saudade não sai mais
Com a vida me apaziguo.
Dormito, alheia ao mundo
Já esmorece a luz do dia
Uma coruja algures piou
Negrume celeste profundo
A cor com que minha alma ficou.
Encostada na solidão...
À memória surgiu a infância
Saboreio em lentidão
Tudo o que para mim tem importância.
E é regalo aos meus sentidos
É então que as palavras me escorrem p'los dedos
E escrevo sobre tudo e sobre nada
Meus pensamentos são veleiros perdidos
por mares onde se escondem segredos
e sempre se solta uma lágrima
p'lo rosto derramada.
Mas volto sempre ao meu sonho de poeta
Com desejo da palavra continuada
Neste caminho a percorrer
É a minha meta,
nascer de novo se tiver que ser!
Para morrer nos teus olhos afogada.
natalia nuno
rosafogo
Ou o descontrolo de emoções
Anda o meu coração em derriço
Vivendo de ilusões.
Flutuam em mim acordes musicais
Meu coração é um baú
De onde a saudade não sai mais
Com a vida me apaziguo.
Dormito, alheia ao mundo
Já esmorece a luz do dia
Uma coruja algures piou
Negrume celeste profundo
A cor com que minha alma ficou.
Encostada na solidão...
À memória surgiu a infância
Saboreio em lentidão
Tudo o que para mim tem importância.
E é regalo aos meus sentidos
É então que as palavras me escorrem p'los dedos
E escrevo sobre tudo e sobre nada
Meus pensamentos são veleiros perdidos
por mares onde se escondem segredos
e sempre se solta uma lágrima
p'lo rosto derramada.
Mas volto sempre ao meu sonho de poeta
Com desejo da palavra continuada
Neste caminho a percorrer
É a minha meta,
nascer de novo se tiver que ser!
Para morrer nos teus olhos afogada.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 132
rondam dias incertos...
rondam os dias incertos,
dançam cortinas de névoa no caminho
morre o sol na minha face aos pedaços
meu pensamento em torvelinho.
são agora inúteis os passos.
já nenhum espinho me fere nem choro
que me dilacere,
meu riso em botão, é estrela apagada
meu olhar é fogo-fátuo
e há lírios místicos na minha garganta
calada...
agita-se a memória,
já o estio nela habita
rondam sombras de desalento
tapo os ouvidos, não quero saber
se a morte me grita,
trago as asas mutiladas, e esforço-me por entender
porquê, o tempo as consumiu na voragem
deixou meu vôo, sem me reconhecer.
não me falem de nada, deixem minha lágrima fria
e esta cortina cerrada, em mim, noite e dia,
e nesta imobilidade, apoderar-se de mim a
saudade!
natália nuno
rosafogo
dançam cortinas de névoa no caminho
morre o sol na minha face aos pedaços
meu pensamento em torvelinho.
são agora inúteis os passos.
já nenhum espinho me fere nem choro
que me dilacere,
meu riso em botão, é estrela apagada
meu olhar é fogo-fátuo
e há lírios místicos na minha garganta
calada...
agita-se a memória,
já o estio nela habita
rondam sombras de desalento
tapo os ouvidos, não quero saber
se a morte me grita,
trago as asas mutiladas, e esforço-me por entender
porquê, o tempo as consumiu na voragem
deixou meu vôo, sem me reconhecer.
não me falem de nada, deixem minha lágrima fria
e esta cortina cerrada, em mim, noite e dia,
e nesta imobilidade, apoderar-se de mim a
saudade!
natália nuno
rosafogo
👁️ 259
os pássaros me esperam...
os pássaros me esperam
cantam nos meus sonhos sombrios
como se entendessem que quero vencer
a tristeza e os frios que de mim se apoderam,
minha memória é a nascente
saciam a sede nas minhas mãos em concha,
cantam até se extinguir o dia
fazem dos meus sonhos semente,
do sol pôr até à aurora fria.
ao longe já a calhandra rasgou o céu
o tempo já pouco faz sentido, e eu...
meus olhos lançam-se ao esquecimento
e de momento a momento, sigo perdida
como água errante que não modela o rio
cotovia na noite escura...ferida!
choro por dentro, fica o coração vazio.
saudade de tudo que sumiu.
saudade volta sempre a mim, desencadeia a primavera
e os pássaros ficam de surpresa à espera,
à espera dos sonhos com luar
do viver com ventura intensa
com manhãs de verão, e as portas do coração
abertas de par em par, com alegria imensa
com esta emoção que me prende a garganta
e esta saudade tanta...
natalia nuno
rosafogo
cantam nos meus sonhos sombrios
como se entendessem que quero vencer
a tristeza e os frios que de mim se apoderam,
minha memória é a nascente
saciam a sede nas minhas mãos em concha,
cantam até se extinguir o dia
fazem dos meus sonhos semente,
do sol pôr até à aurora fria.
ao longe já a calhandra rasgou o céu
o tempo já pouco faz sentido, e eu...
meus olhos lançam-se ao esquecimento
e de momento a momento, sigo perdida
como água errante que não modela o rio
cotovia na noite escura...ferida!
choro por dentro, fica o coração vazio.
saudade de tudo que sumiu.
saudade volta sempre a mim, desencadeia a primavera
e os pássaros ficam de surpresa à espera,
à espera dos sonhos com luar
do viver com ventura intensa
com manhãs de verão, e as portas do coração
abertas de par em par, com alegria imensa
com esta emoção que me prende a garganta
e esta saudade tanta...
natalia nuno
rosafogo
👁️ 155
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Português
English
Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!