Lista de Poemas

ENCONTRE A SUA LUZ

É chegada a hora de um novo começo,
Concedendo para essa vida, um aspecto convicto de adaptação.
Mediante as frustrações que já foram ocorridas
Gerando experiências imensuráveis,
Através das lições aprendidas durante a adversidade.

Onde é provada com felicitações,
O advento das ações tenras.
Em âmbitos de sequidão e lamento,
Tornando-se uma dádiva
Nos períodos em que a amargura;
Toma conta dos tempos de desalento

E desse modo, o vigor traz à tona a fisionomia da sensatez
Despertando vorazmente, a coragem para lutar.
Contra as investidas desafiadoras, das vivências futuras
Que ainda não vigora
Encontrando-se num ponto de estagnação
Conforme a rara calma,

Se fazendo presente, ao ser que se alimenta dessa paz.

No qual é dificultoso idealizar essa virtude
Numa atitude, que internaliza o seu autocontrole.
Obtendo um conhecimento mútuo do seu próprio Eu
Limitando algumas ações acima dos impulsos falíveis.

Já que essas menções são passageiras
Em decorrência, dos conflitos enfrentados anteriormente.
Capacitando-te para seguir em frente,
Mesmo tendo que sofrer
Para obter essas metas tão cobiçadas

Sendo que num dia ocasional
O trajeito será atingível,
Sob as escolhas determinadas.

Neste andarilho de sonhos
Findando-se sobre o encontro das luzes.

São Paulo - SP
21/08/2020.

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AS COMUNICAÇÕES INCOMUNS


Lucidez amenizada pela calmaria,
Pelos dias lúdicos que já se passaram.
Sem ter uma lição a se aprender
Tornando-se um dia comum,
E normativo aos meus olhos.

Poderia ter passado algum fragmento desapercebido a minha visão?
Ou tudo isso,
Pode ser uma autosabotagem da minha mente...
Tentando buscar uma saída em meio a tantos problemas,
Que se formularam,
Através da minha personalidade complexa e enfadonha.

Todos esses paradigmas são dissolvidos,
Quando eu observo uma mutação gloriosa.
A lagarta que tornou-se borboleta,
Em meio as suas ramificações
Sendo desligada de dogmas e padrões,
E conservada em emoções e novas visões.

Percebo que os meus devaneios,
Não são nada perto desta grandiosidade
Mas aprendo, que somos uma mutação contínua.
Na qual quebramos hábitos e transpomos barreiras
Para atingir a nossa jornada final,
Que seria enfim,
A procura eterna das nossas interligações.

São Paulo - SP
01/10/2020.
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EXPOSIÇÕES À HADES - PARTE I

A peculiaridade de Azazel está por detrás dessas pretensões por vingança
E eu, adequo-me ao monstro que arderá nas chamas dos renegados do suplício.
O remorso nessa parte não é algo de extrema importância para mim,
Já que fui amaldiçoado até o dia do meu óbito
Levando uma marca infame
Tendo a ciência que a minha vida poderá acabar a qualquer instante.

Logicamente que o maligno alimenta-se da potestade frívola,
No qual as escolhas que obtemos um dia nesta terra
Irá se refletir na colheita dessa semeadura.
Unindo-se com um foco,
De ter a paz ao nosso lado em dias de clausura.

Sendo algo sem utilidade
Pois poderemos conseguir a concórdia
E nos esquivar da tormenta de diversas maneiras,
Mas infelizmente, não haverá escapatória.

Em breve, os portões se fecharão
E o ressurgimento do tormento se despertará.
O propósito das preces eventualmente irão se cessar,
Com a face deslocada ao fel
Por vergonha das desilusões.

Enquanto isso não acontece,
As guerras raivosas, as crises em ecossistemas e a depressão
Se tornarão o foco no mundo.
Não me desculpo por escrever isso,
Uma vez que é necessário
Pois essas são as regras do jogo.

Este mundo por si só encontra-se num âmbito cômico,
Num coliseu moderno, onde o lema é: ''Ninguém pode nos salvar''
Acompanhado do cunho que permanece na melodia que soa aos ouvidos
Tangendo a sonoridade do caos.

Rotulada na calmaria farsante
A fim de esconder essa mensagem oculta
Sendo nojento,
E odiar isso é a plena sensação do fascínio.
Enfatizando do mesmo modo esta falsificação da tristeza
Que me gera vergonha,
O testemunho da culminação desta tragédia.

Porém há brevidade no desparecimento da nossa gênese
Haja vista que as nações que rodeiam a terra
Estão falidas em essência,
Controlada justamente por essa revolta enraizada.

E as notícias correm o mundo,
Contando mais uma falácia.
E no final disso
Apenas veremos os rostos concordando com essa visão distorcida
E o fascismo que tanto expressam,
Estará a espreita devido a falta de consciência.

RELATOS PSICOGRÁFICOS

São Paulo - SP
08/08/2020.
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ELOS DESALINHADOS

Observo o céu e a sua infinidade,
E este se torna o meu único ponto pacífico
Quando estou num momento ardil.
Anseio a simplicidade,
Pois os aspectos materiais não me cabem mais
E a cada dia percebo
Que estou morrendo para essa terra,
E nascendo ao âmbito metafísico.

O ar da incompetência que tanto dizem se difere neste plano,
Onde o julgamento, o sofrimento e a dor não persistem
E a solenidade é o principal fator unitário
Com o intuito de que a trégua reine.

O ostracismo é o contexto pregado na mundanidade hodierna,
E contemplo isto num céu tão puro
Em que esse substantivo nem possui subsistência.
Ao qual tem a amplitude essencial para discernir a sua luz,
Diante de toda criatura
Sendo o fator ausente em palavras jogadas ao vento entre os indivíduos.

Complementando-se na atitude paupérrima e destrutiva,
Em meio a movimentos ativos
Contra os costumes habituais
Que mata uns aos outros.
A fim de elevar a assistência ao próximo,
E consagrando posteriormente a hipocrisia
Tornando-se triste ter o entendimento disso,
Mas é o que temos para estes dias.

Somente cuido dos muros que estão caídos nessa guerra,
Da qual nem foice, armas ou quaisquer ferramentas bélicas foram usadas.
E assim, tento reconstruí-las
Com o apoio de outros feridos pelos mesmos estilhaços.

A fim de que as próximas criações possam ver,
Que alguns escombros foram recuperados
Com a intenção de manter a viva,
A esperança em momentos semelhantes a esse.
No qual a tragédia vigora,
Porém sempre é esperada a volta da paz interna
Em períodos de subversão.

São Paulo - SP
03/09/2020.
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RESSALVAS AO EXÍCIO

Prefiro obter o meu fenecimento, semelhante a este dia displicente:
ao qual apresentou-me um clima irresoluto, infeliz e pungente,
na representação de um adormecer sutil, com este repouso brevemente neutro,
tomando o meu ser sem optar por vida neste período fúnebre.

Quero ter o conhecimento de vozes que temem esta partida,
rezando uma prece de salvação, para uma alma tão confusa
elevando o espírito em meio ao choro que enaltece a recáida súbita,
e o físico devoto a infelicidade, que possa expressar com delírios, a execução do óbito.

Anseio o luto, assim como o sossego das pétalas que caem de uma rosa negra,
ou na tranquilidade dos pássaros que decoram lindamente o céu,
mas tenho o ensejo de compreender, o que este dia tem me reservado em meio a outros planos,
— possivelmente o descanso eterno numa bonança infinda.

E mesmo tendo estes pensamentos ainda preciso sentir a áurea da vida,
já que ela se torna doce e amarga assemelhando-se ao fim:
onde há de trazer a perseverança perdida, numa vivência que deverá ser emergida,
sendo o segredo disto designado a nossa existência, enquanto a morte não se aproxima.

São Paulo - SP
17/04/2020.

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A VAIDADE DA VIDA

Corre a notícia, de que há uma tendência mundana ocorrendo,
num disparo inerte de um rebanho sem rumo a seguir.
Idealizando uma corrida ausente em premiações,
Sendo a sua completude a supremacia do narcisismo.

Fazem as suas trilhas com pedras quebradiças, tendendo a fraquejar
Deixando para trás, a primícia essencial por um hábito banal,
liderada em atos inflamados, que logo após caem no esquecimento;
Pelo simples fato, do cultivo da efemeridade em vida.

Pode ser, que isto não faça sentido,
tomando-se o medo, o espaço desse temor atribuído
Mesmo que o egoísmo fale mais alto nesse campeonato displicente.

E no final, tudo isto se resulta em prantos e gemidos coléricos
Levado ao firmamento numa intercessão falível,
pois o tempo esgotou-se e sobraram somente, as lembranças terrenas.

Sâo Paulo - SP
15/04/2020.

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CORDIALIDADE FIDEDIGNA

Um traçado convém que seja descrito
Pois transmite, a sensitividade que precisa ressurgir nesta aglomeração de deveres
Para que não se repita as mesmas balelas de arrependimento,
Que se opõe a posição hodierna da qual as emoções adquirem.

À partir de uma organização faltante de desejos,
No qual se delimita numa característica sem vida.
Exposta as aleatoriedades que o exterior lhe oferece,
Sem ter infelizmente uma convicção direta.

Já que esta motivação louvável na qual era admirada,
Transformou-se numa visão esnobe de orgulhos imprudentes.
Transcrita para engradecer o antro humanístico,
Que aprensenta a inocência da qual fora incumbida de permanecer falecida.

Com a ausência duma ordem de liberdade
Presa nas garras da dubiedade instigante.
Haja vista que se tornaram ineficazes;
Ante a uma composição imediatista, 
Que se regulamenta nas hodiernas fisionomias.

Pelo qual se depara, sobre o ódio contido
Pronto a envenenar os conceitos perenes nesta supremacia gananciosa.
Situando-se entre o equívoco,
De se estar vivendo nas interações destruídas num tempo passageiro.

Onde a objetividade deste contexto encontra-se obsoleto, 
Enquanto há o flerte com a loucura.
A fim de intitular novas considerações de essencialidade,
Apoiadas na ternura concebidas pela efemeridade.

São Paulo - SP
12/03/2020.
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SINAS DO RECOMEÇO

Observando incessantemente essas nuvens cintilantes
Percebo que elas incorporam este vazio;
Num encontro do anuviamento incompreensível de se entender
Assemelhando-se aos motivos tênues dessa dor,

A qual, se intitula como um parecer da estultícia constante
Internalizando-se na tu'alma certos contrastes minuciosos.

Possivelmente, a paciência é o principal fator ausente nesse período contínuo e vertiginoso
Durante a existência, sem consciência da tristeza ininterrupta
No qual, foi instaurada numa alma necessitada de afeição com traços álgidos.
Tornando-se a solitude, somente a consequência da exclusão arbitrária da felicidade
Que não pôde obter, mesmo tendo tantas tentativas frustradas
Acarretando a desistência premeditada, sem uma perspectiva a prosseguir.

Mas atente-se aos pássaros, que permeiam esse firmamento omisso a empatias
Veja que elas voam intensamente sem conter a característica ansiosa,
Ao qual essa sensação matiriza à muitos;
Propondo somente a vivência com sagacidade.
Prosseguindo mediante ao passado ou o futuro que as convém,
Transformando-se num ensinamento talvez simplista
Porém reconfortante, aos entusiastas que avistam à paz do porvir.

São Paulo - SP
05/01/2020
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MANANCIAL

Durante esses dias insípidos, suscito uma reflexão
no qual atento-me ao ressoar das águas que deságuam na minha tristeza;
e, sigo adiante a essa sonoridade, delineando cautela a sua intenção
E assim deduzo, que essa corrente também sofre, sentindo-a intuitivamente.

Fito o seu trajeto atravessando com bravura as adversidades,
mesmo sendo um fardo lamentoso apresentando resquícios de dor;
Mas segue-se o seu destino, na corredeira que desliza suavemente em níveis distintos
formando uma queda d'agua que emana de sua elegância.

Ali é concedido um corpo o qual enobrece a sua leveza,
E o seu deslizar traz conforto e anelo em períodos de rebeldia;
te considero como um renovo, que sem temor, retorna as primícias.

De fato, tu és o rio que molda o ânimo que decaiu-se
Vivendo em mim e dissolvendo em sua nascente as alegrias que almejo,
e direcionando os meus sonhos ao encontro das suas águas límpidas.

São Paulo - SP
25/06/2020.
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A GENUINIDADE DO AMOR REAL

Existe a probabilidade de avistarmos um amor verdadeiro em nossas vidas?
Ao meu ver, acredito que sim.
Mas pensando bem, não é possível termos o direito de dizer eu te amo a alguém demasiadamente
Sem perdoá-la inúmeras vezes pelos seus erros,
Como uma forma de entrega.

Já que amar com veracidade é consentir a remissão,
Numa forma recorrente, com o intuito de perpetuar esse zelo
Tendo em vista que somos falhos.
E a perfeição, é um atributo que não está em nosso alcance
Ora, sempre iremos cair e deixar o pecado nos consumir diversas vezes.

Portanto, quando liberamos o desígnio amável que nos completa ao ser que amamos
Do mesmo modo, devemos ceder a absolvição em momentos de desacerto
Então perceberemos que amar é distinto de obter uma admiração,
Pois nesse caso, somente é enfatizado o bem-estar de ter a presença daquela pessoa ao seu lado.

No entanto, o afeto verídico parte do instante
de quando não é viável oferecer algo em troca desse sentimento.
Motivando uma forma de reconstruir um fragmento que encontra-se descuidado,
Caído ao chão, sem ter a chance de se levantar tendo a sua própria sustentação
E deixada desapercebida diante dos olhos carnais levando insultos e menosprezo.

Mas mesmo assim, há alguém que poderá estender-lhe a mão
E com cuidado, expressar que a perdoa e a ama
Fortalecendo a união através da benevolência,
Conduzindo assim, o encaminhamento duma sinergia singular ao qual não será abalada.

Digo isto, para deixar-vos a ressalva desse poder que foi concedido a nós
Sendo o formato mais sublime de conceber o amor;
Considerando que esse fruto de benquerença,
Ultrapassa todas as fúrias e índoles supérfluas do ser humano.

Formando-se um elo infindável,
Na qual torna-se a sensitividade mais poderosa do universo.
Valendo a pena exercitá-la a fim de transcender,
Rumo a este estímulo fidedigno;
Coexistindo em noss'alma e nos transformando infinitos.

São Paulo - SP
03/06/2020.
👁️ 9 914

Comentários (11)

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MiCeu Freitas
2022-03-25

Com tanta normalidade anormal ser-se divergente é uma virtude.

Dantas
2021-11-08

Agradecido que tenha gostado!

Karina Manchur
2021-07-09

Belas poesias, muito originais e descrevem sua essência, parabéns!

matheusdantas
2020-08-11

Caramba assim fico sem reação! Agradeço muito pelo teu comentário, e não só por isso! Mas também pelo seu carinho e afago, que do seu modo tão singular são aconchegantes ao modo mais extremo que eu posso imaginar. Muito obrigado, mesmo!

matheusdantas
2020-08-05

Fico agradecido que tenha gostado, muito obrigado!