Lista de Poemas
Desastre
Morreu ontem
quando o relógio caiu ao chão
por culpa duma asa que se libertou do tempo
foi triste de ver
a maquinaria desfeita, peças desorientadas, estateladas
implorando por um minuto certo
naquele espaço sem consequência e sem acerto
quando o tempo se faz desastre
para onde vão os fragmentos da vida?
pedaços de gerações alinhados no guarda-roupas?
anos de tristezas e alegrias aprisionados numa caixinha de jóias?
dias memoráveis encaixotados num baú
e despachados no próximo trem de mercadorias?
ou todas as riquezas da alma vendidas numa qualquer Feira da Ladra?
ontem parou de vez, consequência duma peça defeituosa
soltou-se do pulso no qual marcava a cadência que o orientava ...
todo o tempo carece duma âncora ...
Luíz Sommerville Junior, 030820132343
quando o relógio caiu ao chão
por culpa duma asa que se libertou do tempo
foi triste de ver
a maquinaria desfeita, peças desorientadas, estateladas
implorando por um minuto certo
naquele espaço sem consequência e sem acerto
quando o tempo se faz desastre
para onde vão os fragmentos da vida?
pedaços de gerações alinhados no guarda-roupas?
anos de tristezas e alegrias aprisionados numa caixinha de jóias?
dias memoráveis encaixotados num baú
e despachados no próximo trem de mercadorias?
ou todas as riquezas da alma vendidas numa qualquer Feira da Ladra?
ontem parou de vez, consequência duma peça defeituosa
soltou-se do pulso no qual marcava a cadência que o orientava ...
todo o tempo carece duma âncora ...
Luíz Sommerville Junior, 030820132343
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Tempestade
Jamais poderei ser
O vento que movimenta a barca
Jamais poderei ser o mar
Em estradas d´água
Que foram a invenção de novos mundos
Jamais poderei ser o timoneiro
Que governa a canção dos marinheiros
até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Jamais poderei ser como Magalhães
- seguir em linha recta!
Para regressar
A este (mesmo) lugar
Com uma nau desfeita
E suas velas e bandeira
irreconhecíveis , de dilaceradas
À deriva
Luíz Sommerville Junior, 270220142301
O vento que movimenta a barca
Jamais poderei ser o mar
Em estradas d´água
Que foram a invenção de novos mundos
Jamais poderei ser o timoneiro
Que governa a canção dos marinheiros
até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Jamais poderei ser como Magalhães
- seguir em linha recta!
Para regressar
A este (mesmo) lugar
Com uma nau desfeita
E suas velas e bandeira
irreconhecíveis , de dilaceradas
À deriva
Luíz Sommerville Junior, 270220142301
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Protegido
Guardado o poema
na água, em dia de chuva morna
no ar , em tarde de crepúsculo húmido
guardado na luz intermitente dos pirilampos
e ficar a ver , em deleite,
as palavras alinhando-se
letra a letra , sentadas delicadamente
na beleza invisível dos anjos ...
Luíz Sommerville Junior in Luso-Poemas, 10/03/2014 01:05
na água, em dia de chuva morna
no ar , em tarde de crepúsculo húmido
guardado na luz intermitente dos pirilampos
e ficar a ver , em deleite,
as palavras alinhando-se
letra a letra , sentadas delicadamente
na beleza invisível dos anjos ...
Luíz Sommerville Junior in Luso-Poemas, 10/03/2014 01:05
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A Luz Da Minha Vida
apenas sei
escrever(te)
com dez estrelas
nas minhas mãos ...
mas há uma constelação
encravada na galáxia
destes meus dedos
sem luz ...
Luiz Sommerville Junior, 19 Outubro,2014, 22:12
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L' Esperanza
Me dices
rara concertina de notas ciegas
que tu cuerpo es tiempo herido
abrazando sonrisas tristes
en las árboles tumbadas
yo , yo no lo se
mis ojos los cerré a las rutas
del tiempo sin mañana o destino
me quedaran las manos en los cuervos sedientos
el bosque
el ultimo bosque del mundo
me mira moribundo
pero,
en agonía mortal
el vientre de la reina de las flores
hay de parir
el sangre de los niños universales
Luiz Sommerville Junior
👁️ 446
Liberdade
Ó sonho ,
ó doce instante da minha vida ,
amar-te é :
- esta incontrolável vontade
de correr contra a parede !
Luíz Sommerville Junior
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