Lista de Poemas
já perdeu
JÁ SE PERDEU
Acontecem coisas que eu não sei,
Não pergunte coisas que eu não fiz.
Quantas vezes eu tive o teu olhar,
Esqueci as tantas que não tive.
Só paixão me traz aqui sem ti,
Mesmo que a vejo amiúde.
Nos meus sonhos sei que já perdi,
Muito embora nada disso mude!
Tantos e quantos beijos lhe roubei,
Tantos e quantos versos lhe escrevi.
Das lembranças tudo eu guardei,
Mas seu nome eu já esqueci!
Apaguei momentos da memória,
Fiz de conta que não era eu.
Se já fiz parte da sua historia,
Você para mim já se perdeu.
CHEGADAS
pinga boa
Pinga boa
Sempre vou pro bar
De manhazinha antes do sol nascer
Ja tomo uma que é para rebater outras de ontem ai ai
Tomo tudo ali
Pinga no cocô conhaque com limão
E se misturo alcatrão desce macio ai ai.
Tomo na calçada e também bebo no balcao
Esquenta peito, engasga gato táa tubo bem, tá tudo bem
Refrão
Que pinga boa ô ô ô
Que pinga boa
Quase cai na lagoa me segurei num cordão
De vez enqando vou
Lá na capela pra tomar
Uma que o padre guarda lá marva branquinha ai ai
Pego a charrete
E faço curva da estrada intortar
Qualquer desvio que eu tomar me quebra a cara ai ai
Volto a galopar
E faço a curva devagar
De tanto o corpo balançar eu chamo o Juca a vomitatr a vomitat
TEMPO DE AMAR
TEMPO DE AMAR
No tempo em que o amor impera,
Na vida que havia era,
Esqueça essa primavera,
Espera o tempo que tivera.
Afora os dias corridos,
Contudo ainda acredito,
Foi o que restou de bonito,
Em seu sorriso de fera.
Demora nos olhos a chama,
Mim faz a cama macia,
Quem sonha sonhos dispersos,
Sempre esperas outro dia.
Navega em rios de seixos,
Deixa-me o corpo arredio,
Com os nervos a flor da pele,
Mesmo os passos desvio.
Pois para chegar onde estou,
Cortei mais de mil caminhos.
Quem tem a boca fechada,
A alma lavada havia.
No veio dessa certeza,
Alguma razão carecia.
Não sabe o preço da fama,
Esquece até quem te ama,
E volta no fim do dia.
P´ra que o destino converte,
E trava forte batalha,
No calor de uma contenda,
Se salva mais que trabalha.
ANJO
ANJO
Anjo meu!
Deu para ver,
Sua face enfeitando a paisagem,
Os seus lábios me chamam para o beijo,
O seu corpo me convida ao pecado.
Apesar de perdido em sonhos,
Vou levar os meus olhos tristonhos,
Para em seus olhos ser então devasso!
Anjo bom!
Que de louco me fez seu brinquedo,
Que investe e me traz os segredos,
Como luz me ascende os caminhos,
E me mostra que mesmo sozinho,
Eu não vou mais sofrer por ai.
Vou sorrir invadir a cidade,
E quem sabe amar de verdade,
Ser o dono da felicidade,
Espalhar meus versos por ai.
livia
Lívia
Eu nunca estive tão apaixonado,
Não gosto nem de pensar
Não quero nem perceber:
E quando o sol brilhar no seu olhar,
Talvez ai da para dizer.
É isto o amor que tenho por você!
Eu nunca quis estar apaixonado,
por um segundo me ver dividido,
E mais a mais amar assim.
Fiz de tudo para passar despercebido,
Mas fui laçado então por Cupido.
E ao seu lado tudo parece mais bonito.
em Guarujá ou saquarema,
Eu e você mais um poema,
Que se escreve na areia.
Seus olhos com ternura
descrevem versos que loucura!
Sonhos demais para um sonhador.
E vem a noite no cinema
Balas de drops seu batom.
nem a chuva que cai mansa,
Desarruma seus cabelos,
Nem o beijo que lhe dou.
Oh minha linda !
Fim de semana ao seu lado,
Cores um chopp bem gelado,
E muitas luzes de néon.
O amor espreita os sentidos,
Rodando seu belo vestido,
Ao shon da orquestra Tropical,
Até o maestro percebeu,
Com seu gingado estremeceu
Rodopiando nos meus braços
MADRUGADA
MADRUGADA
Porta aberta para solidão,
Uma certeza que aqui me traz,
Você levou para sempre a ilusão,
E aqui deixou esta dor tão voraz.
Nada restou que eu possa caminhar,
Ficou em mim apenas esse mal viver,
Como um barquinho que se perde no mar,
São a lembranças minhas e de você.
Pode seguir o seu caminho vai,
Não vou chora momentos de nos dois.
Mesmo a saudade que de mim não sai,
Será menos forte que o que vem depois.
Desarma meu sentido e segue em frente,
E deixa aqui comigo esse desalento.
Foi mesmo pouco o que sobrou da gente,
Aumenta cada vez mais o meu tormento.
Nas rugas tão profundas que me resta,
Acerta bem um começo para o fim.
Embora o que restou pouco me presta,
Transgredi tudo que restou em mim.
No lume da certeza vejo ainda,
Que nada mais irá sobreviver,
A madrugada fria vem tão linda,
Agora me atormenta para valer.
SEM ALIVIO
SEM ALÍVIO
A rosa nua é flor sem zelo,
A noite sem lua é negra em pêlo.
Conta-se história de outras vidas,
Como quem sabe da despedida.
Diz-me adeus e foi-se embora,
Sempre distante mesmo das horas.
A luz do tempo à cor da aurora,
Como que parte já sem demora!
Deixou só rastros espéctros gastos,
No candelabro sabor e gosto,
Onde desvia o próprio medo,
Dentro do peito nenhum segredo.
Entardeceu sombra e lua fria,
Banhando as margens da estrada.
Deixando apenas um vazio,
No frio prado, por todo estio.
Rasga-se o vento rompe castigo,
Deixe de tudo fique aqui comigo.
Não deve ainda não pode agora,
Esquece o tempo tudo lá fora.
Mas me abriga ante o delírio,
Roube meus versos faz poesia,
Deixe meu corpo assim sem alívio,
Mata meu ego no fim do dia.
VITORIA
VITÓRIA
Não cresças tão depressa,
Não tenha pressa de ser gente grande.
Crescer e sair de casa,
Gente grande é tão indefesa!
Peça para o tempo esperar,
Não despreze o colo da mamãe,
Espere pelo menos o sol raiar.
Que a aurora da vida é tão linda!
Ponha a roupa mais bonita,
Que hoje é dia de festa,
Amanhã tudo isto termina,
Aproveitas enquanto tu podes!
Sem relógio da responsabilidade,
Aproveite esse doce de leite,
Calce sua sandália de palha,
Corra descalça pelo quintal.
Suba na cancela sem medo,
Escorregue pelo corrimão.
Não precisa ter medo de nada,
Não existe fantasma no porão.
TIO - LUIZ GONZAGA DE PAULA 116
SEXTO SENTIDO
SEXTO SENTIDO
De mim não sei mais da espera,
O que pondera o meu inconsciente.
Deixei o sol banhando a paisagem,
Segui apenas o meu sexto sentido.
Em cada ponta de centelha,
Ficou cravado o meu semblante,
O medo de voar sem deixar pista,
Completa a nossa fuga inconseqüente.
Sementes dos desejos sentimentos!
Momentos de nós dois a solidão.
Por mais que eu procure as estrelas,
Vou ter fincados os pés no chão.
Levanto de manhã ainda aflito,
E desafio o lume da decência.
Assim inconteste a sua fúria,
Resta-me ainda o afago do farol.
No colo raso dos deleites,
Inflama a sua terna cobiça.
Atiça a minha voz despudorada,
E deixa em meus beiços seu sabor.
Quando desperta vespertino na ribalda,
E nenhum outro ousa acreditas.
Esquece toda magoa e se ascende,
Estende pára quem tende o seu olhar.
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