SEXTO SENTIDO
SEXTO SENTIDO
De mim não sei mais da espera,
O que pondera o meu inconsciente.
Deixei o sol banhando a paisagem,
Segui apenas o meu sexto sentido.
Em cada ponta de centelha,
Ficou cravado o meu semblante,
O medo de voar sem deixar pista,
Completa a nossa fuga inconseqüente.
Sementes dos desejos sentimentos!
Momentos de nós dois a solidão.
Por mais que eu procure as estrelas,
Vou ter fincados os pés no chão.
Levanto de manhã ainda aflito,
E desafio o lume da decência.
Assim inconteste a sua fúria,
Resta-me ainda o afago do farol.
No colo raso dos deleites,
Inflama a sua terna cobiça.
Atiça a minha voz despudorada,
E deixa em meus beiços seu sabor.
Quando desperta vespertino na ribalda,
E nenhum outro ousa acreditas.
Esquece toda magoa e se ascende,
Estende pára quem tende o seu olhar.
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