Lista de Poemas
Olhos de Pedra
Olhos tortos, míopes, vesgos
Por que não veem o que eu vejo
Vidas manchadas, como elas
Podem ser nada? Pode uma
Esculturada cegueira
Sangrar? Que tanta frieza!
Ah olhos cegos que não
Veem nada, sua visão sim
Fora lapidada com
Uma venda que não pode
Ser tirada, de tão dura
Nada sente já que seu
Coaração se enrijeceu
Sua inércia é o que se vê
Sentada, rígida, armada
Pode ser o que tu temes
Mas seu peso é nada
Quando comparado a Deus.
Despertar
Dia amanhecendo
A luz ainda azulada
E o sol tímido atrás das montanhas
E no vento leve o cheiro
Da manhã que está por vir
De tudo o que pode acontecer
Dos amigos que irão partir
Dos amores para me despir
Para que rancores, senão
Para manchar nossas almas puras
Ainda que falemos da menor parte delas
Sinto o cheiro das velas se apagando
Do mar se revoltando
Do resquício do suor noturno
Da grama ainda molhada
E do café que nossas almas desperta
E nos faz acordar para a vida
Alimento
Para servir alguém especial,
Doce ou salgado,
Quente ou gelado,
Não importa, afinal,
Se há carinho e afeto,
É só dar de bandeja,
Fazer feliz a quem se preza
Com toda a certeza.
Se amar é doce,
Amar docemente é
A melhor sobremesa,
Substância além da mesa.
É o que é do homem,
É sua essência,
É aquilo que o eleva
A sua própria grandeza.
Medo da Morte
Que tormento
Meu lamento é só porque
Os dias se demoram
E à noite, sozinha
Mesmo ao teu lado
Sofro quieta, calada
Pelo tempo que nos escapa
E assim adentrando a madrugada
Tal tormento me faz acordada
Até que exausta me entrego
Àquele que nos dá alento
No escuro em breves momentos
Onde tudo se torna possível
Sonho por toda a madrugada
Para não me ver morrer acordada
Beijo
Molhado, temperado
E nada mais vejo
Fecho os olhos
E me entrego totalmente
A esse anseio
Línguas invasivas
Nada fere, só excita
E me rendo ao deleite
Morno para quente
Um suar frio, um agrado
O calor que agora sente
É de um beijo molhado
Amigo de Infância
As Cores da Dor
Talvez possa eu um dia
Mudar de cor
Saberia o que é ser colorida
E ainda assim
Não teria amor
E nos cantos escuros da vida
Clareados pela luz do dia
Eu seria sabida da crueldade
De todas as cores da dor
Quantos Passos
Posso ir?
Quantos passos?
Que sejam tantos
Pra de ti me aproximar
Que sejam poucos
Pra não deixar-nos loucos
Que sejam largos
Como os teus sorrisos
Que sejam firmes
Confiante em te encontrar
E que não demore
A hora de chegar
Bagunça
A criatura está à solta!
O que fazer a essa altura?
Corram! Corram todos!
Escondam-se! Acovardem-se!
Só não reajam, pois a dita é dura
Apenas sofram os horrores
De tamanha loucura
Eis o recado dos tiranos
Aos desgraçados em fúria
Mutação
Páginas inteiras de solidão
Páginas vazias de multidão
Apenas eu e o eco
Dos meus pensamentos
Sou só, sou frágil
Intangível é o que quero me tornar
E assim me desfaço
De todo o querer
Para enfim me libertar
E poder apenas ser
O que quer que eu venha me tornar
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OFERENDA POÉTICA
Para você que como eu
Gosta de rimas e versos poéticos
Se encanta com a pessoa exposta
Na borra do papel
Desfruta da intimidade
Que é desvendar o outro
Na brevidade de poucas linhas
E num momento se reconhecer
Em cada coisa que sente
Tal qual o medo, o desejo e a dor
Eu lhe peço que sem nenhum pudor
Aceite minha oferenda poética
Uma coletânea de poesias e crônicas
"Lu Artístico", minha primeira façanha
E para esse humilde destinatário
luartistico@gmail.com
Envie um pequeno bilhete dizendo assim
Quero "Lu Artístico" para mim
E de bom grado lhe enviarei
Por e-mail o meu primeiro feito
E só o que espero é que goste
E que diga para toda gente que
"Lu Artístico" está disponível na Amazon
E assim findo contente
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