Biografia
Kissyan Castro (Barra do Corda/MA). Poeta e pesquisador maranhense. Formado em Teologia com extensão em línguas clássicas, é professor de grego, servidor público, membro efetivo da Academia Barra-Cordense de Letras e membro correspondente da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes
Lista de Poemas
Total de poemas: 3
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faca
cuspo o escrúpulo da manhã
com meu coice de água
a esvair-se dos poros.
(manhã em manhã tropeça
em minha pedra do existir)
do sangue sobe uma ave
batida de ambição. vocábulo
: caibro de minha arcada
e rastro do meu pão.
a pupila perde o gume
: o sol prossegue sol
no poleiro dos pósteros.
eu – com mãos mínimas –
pleiteio o azul.
eu – opúsculo de ventos –,
ofídico à Manhã.
com meu coice de água
a esvair-se dos poros.
(manhã em manhã tropeça
em minha pedra do existir)
do sangue sobe uma ave
batida de ambição. vocábulo
: caibro de minha arcada
e rastro do meu pão.
a pupila perde o gume
: o sol prossegue sol
no poleiro dos pósteros.
eu – com mãos mínimas –
pleiteio o azul.
eu – opúsculo de ventos –,
ofídico à Manhã.
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centauro
a noite do sangue ascende um deus
à palma da mão, e o silêncio ganha peso.
a sombra veste a glândula
e o sexo é um desenho a parafina:
multiplica livros e espoletas.
no molde que acende o barro
vaga um soneto de barro,
espaço onde cresce o homem de novembro
com seus animais revolucionários.
à palma da mão, e o silêncio ganha peso.
a sombra veste a glândula
e o sexo é um desenho a parafina:
multiplica livros e espoletas.
no molde que acende o barro
vaga um soneto de barro,
espaço onde cresce o homem de novembro
com seus animais revolucionários.
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cabeçalho
há dias em que é difícil carregar o sangue
tanta mobília e nenhum alarido.
a vida mais parece uma debulha
a inibir o cômputo de pássaros.
(o chão nos acompanha
como uma matilha aturdida
na garganta
o cadáver e os passos
sobre a grama depois.)
o olhar mudo das cifras
arranha a eternidade cotidiana
com sua hierarquia líquida.
há dias e dias e nenhum deles dura
uma braça, um fluxo, um cigarro.
os búfalos da pele esbarram na noite mínima.
tanta mobília e nenhum alarido.
a vida mais parece uma debulha
a inibir o cômputo de pássaros.
(o chão nos acompanha
como uma matilha aturdida
na garganta
o cadáver e os passos
sobre a grama depois.)
o olhar mudo das cifras
arranha a eternidade cotidiana
com sua hierarquia líquida.
há dias e dias e nenhum deles dura
uma braça, um fluxo, um cigarro.
os búfalos da pele esbarram na noite mínima.
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