Escritas

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Kissyan Castro
há dias em que é difícil carregar o sangue
tanta mobília e nenhum alarido.

 a vida mais parece uma debulha
a inibir o cômputo de pássaros.

 (o chão nos acompanha
como uma matilha aturdida
na garganta

 o cadáver e os passos
sobre a grama depois.)

 o olhar mudo das cifras
arranha a eternidade cotidiana
com sua hierarquia líquida.

 há dias e dias e nenhum deles dura
uma braça, um fluxo, um cigarro.
os búfalos da pele esbarram na noite mínima.