Lista de Poemas
A natureza faz o homem
Viajar mediante a luz
Pelejar por altos verdes
Imaginar saberes nus
O quão molhada é a sede?
Os labirintos de um pântano
A fragilidade de um graveto
Olho a vida sinto pânico
Do simples, subam as chamas do sossêgo
Da extensão de um monótono azul
Abaixo, um mundo de cores
Da vida de um homem simples que parece sem luz
Dentro, a escuridão reluz ouro
Do macro ao micro
De fora ao dentro
A natureza faz o homem
Mas o homem, ah, eu só lamento
Pelejar por altos verdes
Imaginar saberes nus
O quão molhada é a sede?
Os labirintos de um pântano
A fragilidade de um graveto
Olho a vida sinto pânico
Do simples, subam as chamas do sossêgo
Da extensão de um monótono azul
Abaixo, um mundo de cores
Da vida de um homem simples que parece sem luz
Dentro, a escuridão reluz ouro
Do macro ao micro
De fora ao dentro
A natureza faz o homem
Mas o homem, ah, eu só lamento
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As respostas subjetivas das estrelas.
Da calmaria da noite
Observo a janela
Cada estrela nesse céu
contam-me, cada uma,
uma história bela
Pergunto-lhes o que há por vir
Fico sabendo que será o que resultou de ontem
Ou a incerteza do amanhã.
Observo a janela
Cada estrela nesse céu
contam-me, cada uma,
uma história bela
Pergunto-lhes o que há por vir
Fico sabendo que será o que resultou de ontem
Ou a incerteza do amanhã.
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Tempos sombrios
As luzes se apagarão
Eu que não quero ser o último a sair
Perdido caminhamos sobre a escuridão
São tempos sombrios, não dá pra fugir
Na Cidade de Deus não há mais fé
Não temos mais forças para resistir
O moleque já não têm mais a bola no pé
Coração aqui não dá mais pra sentir
A humanidade se esvairou
E o ódio, doutor, aproveitou
No barco da negação tem até religião
Em nome de deus, eles proliferam ódio, irmão...
Mas o samba aqui ainda não acabou
Em terra de gente bamba
Que sabe dar a volta por cima
Eu acho que ainda conseguirei cantar
O quanto a vida é bonita
Kawã Oliveira
Eu que não quero ser o último a sair
Perdido caminhamos sobre a escuridão
São tempos sombrios, não dá pra fugir
Na Cidade de Deus não há mais fé
Não temos mais forças para resistir
O moleque já não têm mais a bola no pé
Coração aqui não dá mais pra sentir
A humanidade se esvairou
E o ódio, doutor, aproveitou
No barco da negação tem até religião
Em nome de deus, eles proliferam ódio, irmão...
Mas o samba aqui ainda não acabou
Em terra de gente bamba
Que sabe dar a volta por cima
Eu acho que ainda conseguirei cantar
O quanto a vida é bonita
Kawã Oliveira
👁️ 214
E por isso ainda estou vivo
Caminho por lugar nenhum
Enxergo através de um óculos sem lente
Alço voo sem sair do chão
Escuto, mas no volume zero
Canto alto, mas sem fazer barulho
Sorrio, mas sem mostrar os dentes
Durmo, mas sem fechar os olhos
Caio, mas continuo em pé
Ainda não parei de sonhar
Ainda não parei de imaginar
Ainda não parei de pensar
E por isso ainda estou vivo
Kawã Oliveira
Enxergo através de um óculos sem lente
Alço voo sem sair do chão
Escuto, mas no volume zero
Canto alto, mas sem fazer barulho
Sorrio, mas sem mostrar os dentes
Durmo, mas sem fechar os olhos
Caio, mas continuo em pé
Ainda não parei de sonhar
Ainda não parei de imaginar
Ainda não parei de pensar
E por isso ainda estou vivo
Kawã Oliveira
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Amar é sofrer
Desde que aprendi a amar
A vida me pareceu mais difícil
Tirou de mim a ingenuidade
E me afogou num mar escuro
Passei a tentar entender o coração
Mas me perdi em caminhos inseguros
Não sei mais o que é viver em paz
Não sei mais o que é ser livre
Na escola do amor
Fui ensinado a amar
Por gente que nunca amou
Kawã Oliveira
A vida me pareceu mais difícil
Tirou de mim a ingenuidade
E me afogou num mar escuro
Passei a tentar entender o coração
Mas me perdi em caminhos inseguros
Não sei mais o que é viver em paz
Não sei mais o que é ser livre
Na escola do amor
Fui ensinado a amar
Por gente que nunca amou
Kawã Oliveira
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Comportamento odioso.
O ódio que tu exprime
Eu me protejo com meu sorriso
Tua vida tu apequena
A minha eu acrescento
Da raiz do mau
Eu não me alimento
Do vento que trás as boas
Agarro
Fujo da escuridão
E olho em direção ao sol
Vejo vários caminhos
Seguirei por qualquer um
Só não apequenarei
A vida de ninguém
Nem a sua
Eu me protejo com meu sorriso
Tua vida tu apequena
A minha eu acrescento
Da raiz do mau
Eu não me alimento
Do vento que trás as boas
Agarro
Fujo da escuridão
E olho em direção ao sol
Vejo vários caminhos
Seguirei por qualquer um
Só não apequenarei
A vida de ninguém
Nem a sua
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O futuro a partir da história que nos é contada.
Para que possamos
Escrever as estrelinhas do futuro
Precisamos conhecer as brechas
Da História que nos contam
Escrever as estrelinhas do futuro
Precisamos conhecer as brechas
Da História que nos contam
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Buscarei respostas no alto voo da águia altaneira.
As nuvens abstratas
Parecem com o horizonte de minha alma
O escuro do céu
Se assemelha com a imagem de minha estrada
O canto precoce e fraco do Galo
É sinônimo do grito incerto da minha caminhada
-----------------------------------------------------------
Mas é com a incerteza da trilha
E com uma péssima mira
Buscarei respostas
No alto voo da águia altaneira.
Parecem com o horizonte de minha alma
O escuro do céu
Se assemelha com a imagem de minha estrada
O canto precoce e fraco do Galo
É sinônimo do grito incerto da minha caminhada
-----------------------------------------------------------
Mas é com a incerteza da trilha
E com uma péssima mira
Buscarei respostas
No alto voo da águia altaneira.
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Pra valer o teto - MTST E MLB
Pra valer o teto
São lágrimas que rolam
Em meio ao deserto urbano
De um povo que só existe
Aos olhos de quem tem humanidade
São corpos transeuntes
Acostumados com as avarias da vida
Que derrubam as muralhas de concretos
Em busca da porta de entrada
Êta! Povo tão disposto
Que desconhece amenidades
E vai à luta com gosto
E busca por dignidade
Não possuem teto
Mas suas almas são lares
Disposto a abrigar quem precisa
E travar a luta
Êta! Povo sofredor
Que conhece a dor
Mas a aguenta com amor
E colorem o cinza urbano com cor
São lágrimas que rolam
Em meio ao deserto urbano
De um povo que só existe
Aos olhos de quem tem humanidade
São corpos transeuntes
Acostumados com as avarias da vida
Que derrubam as muralhas de concretos
Em busca da porta de entrada
Êta! Povo tão disposto
Que desconhece amenidades
E vai à luta com gosto
E busca por dignidade
Não possuem teto
Mas suas almas são lares
Disposto a abrigar quem precisa
E travar a luta
Êta! Povo sofredor
Que conhece a dor
Mas a aguenta com amor
E colorem o cinza urbano com cor
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Ode
Do vento que sopra esperança
A vida trôpega que não se aperta
Vive num mar de bonança
Enfeitiçado pelo som da seresta
Jaz o papel da cultura
Pórtico a força da fé
Avesso a estranha censura
Alumiando a maré
Bamba da própria elegância
Que não se deixa levar
Salve a todos do samba
E a força dos orixás
A vida trôpega que não se aperta
Vive num mar de bonança
Enfeitiçado pelo som da seresta
Jaz o papel da cultura
Pórtico a força da fé
Avesso a estranha censura
Alumiando a maré
Bamba da própria elegância
Que não se deixa levar
Salve a todos do samba
E a força dos orixás
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