Pátria-Varzea

Pátria-Varzea que me abrigou
Nem me permitiu ser sonhador
A única coisa que ela me ensinou
Foi ser vanguarda da dor

Aqui, o bem tem cor
Os de cor, privados são de amor
Como posso sentir os cheiros das rosas
Se meu olfato só me permite sentir o cheiro do sete-meiota

Mãos à mostra temos que andar
Um pinho-sol 4 anos a contar

Olhei para o sol,
Ele se escondeu atrás das nuvens
Passou-se 23 minutos não tinha mais sol
A escuridão tomou conta do céu
Mais um negu inho morreu, sem identidade, ao léu.

Eles usam os olhos para apreciar um artista
Esses mesmos olhos, nas esquinas, nos atravessam como ninjas

Cuidado, menor. 
Se bobear é o novo açoite
Caizão fechado sem direito à justiça
Só mais um! Esse também não era gente fina
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