Lista de Poemas
o poema hesita na descoberta
o poema hesita ainda na descoberta
assalta-lhe a ideia que se deve mudar
o interior da palavra
construir novas casas
e acariciar o silêncio da noite
procuro a utopia e o poema
enquanto as casas forem o refúgio
e a solidão do eu
não conheço o delírio da palavra
nem o castigo do corpo
a mulher sempre virgem ao parir outros ventos
e outras águas
a mulher fatídica no coração de deus
o poema adormece num beijo
assalta-lhe a ideia que se deve mudar
o interior da palavra
construir novas casas
e acariciar o silêncio da noite
procuro a utopia e o poema
enquanto as casas forem o refúgio
e a solidão do eu
não conheço o delírio da palavra
nem o castigo do corpo
a mulher sempre virgem ao parir outros ventos
e outras águas
a mulher fatídica no coração de deus
o poema adormece num beijo
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se a morte fosse assim
se a morte fosse assim
seria implacável no amor da carne
escrevo da loucura da pedra nos gritos mais ténues
na explosão do sémen
por isso escrevo da morte
e da invenção da culpa
e da saliva dos beijos quentes
que despertam os sentidos mais puros
seria implacável no amor da carne
escrevo da loucura da pedra nos gritos mais ténues
na explosão do sémen
por isso escrevo da morte
e da invenção da culpa
e da saliva dos beijos quentes
que despertam os sentidos mais puros
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anseio amar-te entre o delírio
anseio amar-te entre o delírio
e a penumbra
do corpo
há uma metáfora de carne
que um dia desvendarei
uma voz e uma sombra de calor
que se abre a todos
os beijos
na liberdade do corpo
a fulgurante lentidão do orgasmo
por isso nos contraímos
pela chama
que a pulsar nos contempla
e a penumbra
do corpo
há uma metáfora de carne
que um dia desvendarei
uma voz e uma sombra de calor
que se abre a todos
os beijos
na liberdade do corpo
a fulgurante lentidão do orgasmo
por isso nos contraímos
pela chama
que a pulsar nos contempla
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como falar das margens do teu corpo
como falar das imagens do teu corpo
do silêncio
e de como me olha
e me espera
como falar das margens do teu corpo
dos seus planaltos
e de como me olha
e me espera
como falar dos segredos do teu corpo
quando são
os nossos segredos
e da sua fonte que se fecha
e se abre
quando me espera
e eu chego
ofereces-me o teu corpo
aos olhos e aos beijos
mais vagarosos
da tua boca ouvem-se poemas
ébrios de paixão
e toda a vida será tão pequena
tocas-me e o meu corpo liberta-se
até que sejamos um no outro
até ao fim
do silêncio
e de como me olha
e me espera
como falar das margens do teu corpo
dos seus planaltos
e de como me olha
e me espera
como falar dos segredos do teu corpo
quando são
os nossos segredos
e da sua fonte que se fecha
e se abre
quando me espera
e eu chego
ofereces-me o teu corpo
aos olhos e aos beijos
mais vagarosos
da tua boca ouvem-se poemas
ébrios de paixão
e toda a vida será tão pequena
tocas-me e o meu corpo liberta-se
até que sejamos um no outro
até ao fim
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serei terra e a tua voz inteira
serei terra e a tua voz inteira
enquanto a vida nos arda no seu olhar
mais puro
aprenderei o tempo de tremor e alegria
onde seremos o pressentimento
da vindima
a boca e a língua em qualquer noite
como se fosse a primeira
e a última
dá-me a tua boca
nos segredos da tua nascente
do teu recanto de paz debaixo da tua cheia
enquanto a vida nos arda no seu olhar
mais puro
aprenderei o tempo de tremor e alegria
onde seremos o pressentimento
da vindima
a boca e a língua em qualquer noite
como se fosse a primeira
e a última
dá-me a tua boca
nos segredos da tua nascente
do teu recanto de paz debaixo da tua cheia
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