José Freire Pontes

José Freire Pontes

n. 1961 BR BR

n. 1961-07-25, Santana

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Coração de matuto

No universo do meu sertão,
Campeando o gado cansado
Ou voltando do meu roçado
Eu cavalgo de olhos no chão.

Meu cavalo parece entender,
Meu cachorros não ficam atrás.
A saudade que o vento me  traz,
São lembranças do meu bem-querer

E essa chuva malvada não vem,
Foi-se embora com meu bem-querer.
Desse jeito, não vale um vintém

Essa vida , esse amor ausente.
Mas aquilo que olho não vê
Meu matuto coração não sente.
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Poemas

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Coração de matuto

No universo do meu sertão,
Campeando o gado cansado
Ou voltando do meu roçado
Eu cavalgo de olhos no chão.

Meu cavalo parece entender,
Meu cachorros não ficam atrás.
A saudade que o vento me  traz,
São lembranças do meu bem-querer

E essa chuva malvada não vem,
Foi-se embora com meu bem-querer.
Desse jeito, não vale um vintém

Essa vida , esse amor ausente.
Mas aquilo que olho não vê
Meu matuto coração não sente.
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O homem do campo

Os arranha-céus da cidade,
Os grandes pássaros de prata,
Não pagam a felicidade
Do homem que vive na mata.

Nem o túnel turtuoso,
Nem praça, nem viadito,
Nada disso é mais vistoso
Que o bem viver do matuto.

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