Coração de matuto
José Freire Pontes
No universo do meu sertão,
Campeando o gado cansado
Ou voltando do meu roçado
Eu cavalgo de olhos no chão.
Meu cavalo parece entender,
Meu cachorros não ficam atrás.
A saudade que o vento me traz,
São lembranças do meu bem-querer
E essa chuva malvada não vem,
Foi-se embora com meu bem-querer.
Desse jeito, não vale um vintém
Essa vida , esse amor ausente.
Mas aquilo que olho não vê
Meu matuto coração não sente.
Campeando o gado cansado
Ou voltando do meu roçado
Eu cavalgo de olhos no chão.
Meu cavalo parece entender,
Meu cachorros não ficam atrás.
A saudade que o vento me traz,
São lembranças do meu bem-querer
E essa chuva malvada não vem,
Foi-se embora com meu bem-querer.
Desse jeito, não vale um vintém
Essa vida , esse amor ausente.
Mas aquilo que olho não vê
Meu matuto coração não sente.
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