Lista de Poemas

Morte

Sobre a morte é difícil escrever
Tem muito a se pensar
E pouco a dizer

Ela que traz consigo uma beleza sombria
Jamais poderia ser descrita
Ela foi a segunda a surgir
Traz mistérios em si
E nunca esquecera de ti

Dizem que uma vez por ano ela se torna viva
Para entender a experiencia que passa aqueles que leva
Em dois momentos da vida sei que a vi
Um enquanto vivo e outro quando parti
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Suicidio social

Na multidão os vivos são dificieis de se achar
Mas a todo momento vejo cadáveres por aí andando
Pessoas que a tanto tempo se foram
Mas ninguém notou

Um suicídio social
É algo triste de se pensar
E muito fácil de se achar
Nesta peça de teatro
Onde todos os atores
Máscaras costumam utilizar

Deixamos as massas nos controlar
E uma desumana cultura comandar
As marcas nos definem
E o dinheiro nos compra

Dizem que em terra de cego
Quem tem olho é rei
Mas todos os olhos estão vendados
E os corpos amontoados
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ego

Durante a noite
um estranho sonho veio a me procurar
preso dentro de um labirinto
e de guia apenas o instinto

Neste sonho, quatro objetos precisava encontrar
o coração batia acelerado e o medo era constante
cada gota do meu sangue corria com o desespero
e a ausência de folêgo era delirante

A fuga era preciso para sobreviver
que irônia para quem um dia quis tanto morrer
o monstro que me seguia
constantemente afligia minha mente

Medo
Desespero
Angústia
E covardia

Foram todos os sentimentos que sentia
enquanto corria na luz ele apareceu
e qual não foi o meu espanto
ao descobrir que o monstro sou eu
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Noite dourada

nesta noite de verão, algo estranho me aconteceu
um céu com um tom dourado parece que me escolheu
o seu degrade de lilás a azul dos dois lados se via
mas ao norte, a lua o céu inteiro preenche

não em seu tom prateado de sempre
muito menos na ausência completa, tendo apenas sua silhueta
mas como um sol, sua luz está dourada

nesta noite onde a tristeza me encontrou
e todos meus atos me encontro a questionar
esse simples sinal que um sentido apenas eu venho a dar
abre meu peito com certa esperança

um conselho sábio que jamais esquecerei e a ti venho dar
quando estiver triste não olhe para o chão onde está os seus pés
mas para o espaço onde estão as estrelas
afinal, mesmo sem motivo, elas te farão sonha
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Destino

O destino em seu jardim está caminhando
Carregando sempre o livro que preso a ele está
O destino está sempre a história observando
Mas nunca sabe como ela irá terminar

O primeiro dos perpétuos
Utiliza uma túnica
E cheira a livro velho
Tendo este como o objeto que o representa

Nasceu cego
E seu próprio destino não se pode enxergar
Nada é determinado
A vida em constante mudança está

Em seus jardins, você pode anda pelo caminho que mais gostar
Mas não importa o que escolha quando para trás olhar
Apenas uma trilha haverá
E mesmo depois da morte sua estrada continuará
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Delirio

Delírio está sempre mudando
Toda colorida
E por diferentes meios ela se expressa
Mas a instabilidade não consegue a ajudar

Uma vez no parque foi passear
Um sorvete tomava
E um grande urso de pelúcia ganhou
Yaaay!
Felicidade em seu rosto se esboçava

Numa noite chuvosa trovões se via
Os cantos sombrios o espelho refletia
E apenas sons altos se ouvia
Delírio com medo se encontrava

Delírio gostava de desejo e desespero
Por isso ela os ajuda a corações normais, loucos tornar
Será que é certo brincar?
Oh não, delírio está novamente a mudar
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Destruição

Destruição é um perpetuo interessante
Desistiu de trabalhar
Sua função como perpetuo quis abandonar
E contra sua natureza lutar

Em uma ilha ele quis se isolar
Onde tentava pintar e cozinhar
Ele notou que não era necessário incentivar
O caos e a mudança sozinhos iriam se sustentar

Toda criação precisa da destruição
Todo objeto destruído já foi uma construção moderna
Contra sua natureza decidiu lutar
E a contrario do proposto, ele tentou criar
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Sonho

O sonho aqui está
Vivendo no seu paraíso chamado sonhar
Utiliza um manto preto
E não possui muitas expressões para esboçar

Seus olhos são negros e profundos
Da para estrelas no fundo enxergar
Que não param de cintilar
A profundidade de seu ser em sua voz também se pode notar
Sempre que ele fala
Parece que tem um sussurro em sua alma

Por muitos nomes é chamado
Morpheus, grande moldador e Sandman
Mas independente do que o chamar
Antes de dormir ele estará lá
Para as areias magicas em seus olhos jogar

Ao inferno foi e voltou
No mundo mundano caminhou
Mas foi no sonhar que ficou

Ele possui um saco de areia magica
Um elmo feito de ossos de um deus morto
E um rubi onde colocou parte de seu poder
Itens importantes para se proteger

Após sangue da família derramar
Uma perspectiva se perdeu
Mas uma nova em seu lugar passou a ficar
Porém para nós meros mortais o sonho jamais morreu

Quando for dormir
Boa noite ele dará
E por meio da areia magica
Um bom sonho você poderá ganhar
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luar de vidro

Numa noite de outono
Abaixo de um céu frio
E cheio de um sentimento vazio
Uma tímida e gélida luz branca iluminava meu ser

Sua frágil existência era refletida por pequenas poças d’agua
Olhei para cima tentando entender
O porquê daquela luz branca o ambiente amarelo preencher
Foi que vi uma simples lâmpada

Dentro do frio e do vazio
Envolta por um monocromático amarelo
Uma única lâmpada se destaca
Como uma lua de vidro que sozinha brilhava
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fada verde

Oh fada verde que se esconde nas garrafas de absinto
Seu doce sabor encanta pintores e poetas
Tua magia está nas artes a eras
Você é realmente uma admirável donzela

Seu sabor puro jamais poderá ser degustado
Nós meros mortais adoçamos e diluímos tua magia
Mas você como és bondosa
Permite o acesso a incríveis devaneios

Os bebedores do outro lado da rua
Os amantes com corações palpitantes
Os sonhadores que vislumbram suas fantasias sob a luz da lua
Os perdidos que tentam criar seus caminhos

Todos unidos por você fada verde
Por tua magia
Por tua hora verde
Por você, oh vislumbrante fada
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