João António Palma Ramos

João António Palma Ramos

n. 1957 -- --

n. 1957-09-23, Palmela

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Silêncio da Paixão




Silêncio da Paixão



O silêncio é a eternidade da paixão

... que funde os nossos olhares numa expressão única

e que transforma os nossos sentidos em exaltação



O silêncio da paixão é intenso e arrebatador,

o caminho breve para o amor



Este silêncio é a coisa mais bela

...aquilo que nos transforma e nos enlouquece...

até se alcançar a entrega total.





O silêncio da paixão é aquele momento ...

quando tudo deixa de existir e

se transforma no nosso amor



João Palma Ramos

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Poemas

17

O Princípio da Paixão




O Princípio da Paixão



Olho-te... e murmuro:

És linda" ... "És tão linda

Podia ficar aqui, para sempre, a dizer:

"És tão linda"

... Pois então seria feliz





O teu olhar é tão calmo

Há a paz eterna

Há o silêncio e a dor

Há a angústia do querer mais

O teu olhar é a minha felicidade



Quero ser feliz para sempre....

Contemplando o teu simples olhar





João Palma Ramos













506

Nas Tuas Mãos




Nas Tuas Mãos





Nas tuas mãos brota a fonte da Vida

Nas tuas mãos de mulher ... levas os sonhos

transformas o Mundo e alcanças a Paz

Nas tuas mãos tudo é perfeito e seguro

Nas tuas mãos de mulher ... inventa-se a beleza da Terra,

contemplando do Além o calor das tuas mãos

Nas tuas mãos há o Mundo,

Mas no teu peito, a paz eterna da paixão.



João Palma Ramos

615

Hino a uma Flor




Hino a uma Flor





é possível criar uma nova flor

comodores nunca antes sentidos

com cores indiscritíveis e mais belas

com pétalas de veludo mágico

com seiva eterna...



é possível tomá-la sem ser nossa

criar a sua imagem

criar a sua beleza

criar aquilo que nos faz apaixonar...



é possível cantar este hino quando pensamos nela...

é possível inventar essa flor e amá-la para sempre...



João Palma Ramos

519

O Rio nos Teus Olhos




O Rio nos teus Olhos



1.

As águas calmas do nosso Rio dão-nos a paz

Suavemente, vejo a ternura do teu olhar

e noto o brilho dos teus olhos em todo o Rio

Ao mesmo tempo, as mil cores das águas

abraçam as cores dos teus olhos

O Sol está ofuscado com tanta harmonia

Atinge-se a paz eterna com esta beleza.



2.

As águas do Rio permanecem calma

E as cores dos teus olhos transmitem alegria

Agora, o jardim torna tudo mais belo

Todas as cores batem em sintonia nos nossos corações

Vivem-se momentos mágicos em todos verdes

Do jardim à beira-mar plantado.



3.

Olhamos e curvo-me perante tudo

As cores do Rio não existem sem os tons dos teus olhos.



João Palma Ramos





627

Naufrágio no mar interior




Naufrágio no mar interior



Todas as noites náufrago no meu peito

Umas vezes navego contra a tempestade

Outras conquisto a bonança

Conquisto as águas interiores, que se tornam em oceano

Levanto barreiras e invento monstros

Invento os novos caminhos da descoberta

E barcos que já não sabem navegar

Tomo de assalto castelos

Caio derrotado pela insónia

Mas só renasço no teu peito....

Sei sempre inventar novas águas

E sonhos que nunca se tornam realidade

Renascendo, em cada dia, os pesadelos do naufrágio



João Palma Ramos



532

Morri em Ti




Morri em Ti





Não sei de mim



Não me encontro



Parti, sem regresso



Deixei de existir



Todo o meu ser finou-se...







Morri, morri em Ti...



Mudei-me para Ti



Mas continuou a viver



Apesar de estar fatalmente doente



E de querer que esta doença persista,



Para sempre, sem cura







Morri, morri em Ti......







João Palma Ramos





570

Lentamente Amanhece




Lentamente amanhece





Lentamente amanhece ...

Ao longe é possível ouvir o canto dos pássaros

O silêncio calmo vai cedendo

O teu rosto sereno está longe e tão perto



A noite vai morrendo

Não quero esquecer esta noite

Várias vezes inventei o teu corpo

Viajei até ao além e voltei



Lentamente amanhece ...

Tudo parece um sonho

Uma história escrita e por publicar

Pode-se ainda inventar e

escrever esta história

O mistério de dar e receber no mesmo acto

Da simples troca de olhares profundos

Da invenção e da criação



Lentamente amanhece ...

E o teu rosto continua tão perto e tão longe



João Palma Ramos















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