Lista de Poemas
Sobre se fundir | Poema Gráfico
ALGUMAS FUSÕES,
PODEM SER COM:
COM...FUSÕES
COM...PULSÕES
COM...PAIXÕES
COM...PLOSÕES.
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O Canto do Rouxinol | Poesia Visual
esticar as retinas dos olhos
como se fossem peles mortas da memória
feridas se dobrando nos joelhos
cicatrizes no canto do rouxinol
secando cortinas finas
e fitas de orvalho
nas marquises, nos galhos
e nos caminhos do sol



como se fossem peles mortas da memória
feridas se dobrando nos joelhos
cicatrizes no canto do rouxinol
secando cortinas finas
e fitas de orvalho
nas marquises, nos galhos
e nos caminhos do sol
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CLEITÃO | POESIA CONTEMPORÂNEA
CLEITÃO
conheço mulheres
e homens
que menstruam
todo mês
sim, sangue, calcinha
útero cueca fio dental
homens e mulheres
com cu e buceta
cleitinha
clitóris
cleitão.
____
Contato @Euiancoski
https://www.jessicaiancoski.com/contato
conheço mulheres
e homens
que menstruam
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cleitinha
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MAMA NA TETA DA MATA | POESIA CONTEMPORÂNEA
MAMA NA TETA DA MATA
quem desmata
mata não só a mata
mata e ninguém fala
mata e o Estado cala
matam a mata
matam à bala
a boca brasileira cala
a cara brasis nata
a boca branca bebe e
mama na teta da mata
a boca branca mata
e mama na teta da mata
mata e mama
na mama da mata
mama e mata
— é mamata.
____
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quem desmata
mata não só a mata
mata e ninguém fala
mata e o Estado cala
matam a mata
matam à bala
a boca brasileira cala
a cara brasis nata
a boca branca bebe e
mama na teta da mata
a boca branca mata
e mama na teta da mata
mata e mama
na mama da mata
mama e mata
— é mamata.
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Sem a Palavra, o Amor Não Acontece | POETISAS BRASILEIRAS
(Para Christian Dunker)
"o sexo representa o infantil
preenche-se a falta com
o gozo da infância indolente
onde não há uma palavra gentil
há o gosto do beijo
que sedento toma a frente
a vagina oca molhada
consumindo o falo sustenido
num vagido puro da libido
quanto mais se aprende a fala
quanto menos a laringe entala
menor é o vazio, maior é o brio
sem a palavra não conjuga-se
o verbo da fala,
o desejo é a regência
da falta."
___
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"o sexo representa o infantil
preenche-se a falta com
o gozo da infância indolente
onde não há uma palavra gentil
há o gosto do beijo
que sedento toma a frente
a vagina oca molhada
consumindo o falo sustenido
num vagido puro da libido
quanto mais se aprende a fala
quanto menos a laringe entala
menor é o vazio, maior é o brio
sem a palavra não conjuga-se
o verbo da fala,
o desejo é a regência
da falta."
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Pódio | Poesia Brasileira Contemporânea | Poema Sobre Vencer na Vida
Foi fugindo tão r á p i d o
Que cruzei a linha de chegada da minha vida.
Corrida de mim
contra
E u - m e s m a.
Mas o pódio não é um lugar tão bom.
No final da linha
Só tem a l t u r a suficiente
para ver que n u n c a estive tão
O
-|-
__ .._
e
s
c
o
n
d
i
d
a......
Disponível em https://www.jessicaiancoski.com
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A ARTE DE ESTENDER O INSTANTE
o maior desafio é sempre este:
dominar a arte de estender o instante
comece primeiro estendendo
a melancolia noturna de domingo
enquanto uma nova lua irrompe o dia
depois — um pouco antes —
estenda o instante que precede o fim:
o fim daquele livro que você nunca irá terminar;
o fim daquele filme que o ator não ganhará o oscar;
o fim daquela história mais ou menos de amor;
então aprenda a estender o instante
não unicamente para você
mas para aqueles que lhe são importantes
estenda o instante da partida de um ente querido
com palavras generosas;
depois estenda o instante do ápice da alegria
com o poder de uma rosa;
só então estenda aquele último instante de vazio
no mais singelo sentimento de paixão;
porque a vida é esta tentativa finita
de fazer ficar qualquer instante que finda;
dominar a arte de estender o instante
comece primeiro estendendo
a melancolia noturna de domingo
enquanto uma nova lua irrompe o dia
depois — um pouco antes —
estenda o instante que precede o fim:
o fim daquele livro que você nunca irá terminar;
o fim daquele filme que o ator não ganhará o oscar;
o fim daquela história mais ou menos de amor;
então aprenda a estender o instante
não unicamente para você
mas para aqueles que lhe são importantes
estenda o instante da partida de um ente querido
com palavras generosas;
depois estenda o instante do ápice da alegria
com o poder de uma rosa;
só então estenda aquele último instante de vazio
no mais singelo sentimento de paixão;
porque a vida é esta tentativa finita
de fazer ficar qualquer instante que finda;
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Curitiba em três Haikaiss de Saudades | POESIA CURITIBANA
Curitiba em três Haikaiss de Saudades
a boca maldita
bêbada da sede do
cavalo babão.
descer a XV
sola em paralelepípedos
o sol no céu e frio
saudades das ruínas
da cerveja da são fran
minha Curitiba.
a boca maldita
bêbada da sede do
cavalo babão.
descer a XV
sola em paralelepípedos
o sol no céu e frio
saudades das ruínas
da cerveja da são fran
minha Curitiba.
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IBIAPINA | POESIA CONTEMPORÂNEA
IBIAPINA
No ibi há Macaba
Emburi Indaiá
Guirá que pia
Não é só sabiá
: tem Jacu Macuco
Maritaca Tangará
vida com mais potira
se não fosse Ibiapina
é uma pena é uma pena
a Ibiapina a Ibiapina
a Ibiapina
____
Contato @Euiancoski
https://www.jessicaiancoski.com/contato
No ibi há Macaba
Emburi Indaiá
Guirá que pia
Não é só sabiá
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é uma pena é uma pena
a Ibiapina a Ibiapina
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Últimas notícias do Brasil e dos Brasis | POESIA BRASILEIRA ATUAL
"a terra vai se rebelar
as florestas precisam ficar em pé”
diz cacique Raoni
carnaval de pandemia
tem praias cheias,
vejam fotografias
: tambaba guarita tabatinga
imbé moreré tupé
curuípe xangri-lá camburí
maracajaú taipu embaú
a doença não existe
afirma turista no litoral sul
é só soja e boi soja e boi
é só soja e boi
funai é ruralista
Aruka, último do povo Juma
morre vítima da pandemia
em Xingu ação de imunização
na base Diauarum
campanha antivacina nas aldeias
preocupa liderança indígena
turismo cai
banhistas batem recorde
trocam blocos por praias lotadas
evitam máscaras e
não massacres
“quando a árvore fica em pé,
faz sombra e fica frio
faz sombra e fica frio”
fica frio
nadar nadar nadar
e morrer na praia na praia
e nada e nada
aglomeração piara
futuro incerto paira sobre vidas
e idas à praia à praia
pegar jacaré genocídio
presidente de biquíni
topless
e morre o índio.
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as florestas precisam ficar em pé”
diz cacique Raoni
carnaval de pandemia
tem praias cheias,
vejam fotografias
: tambaba guarita tabatinga
imbé moreré tupé
curuípe xangri-lá camburí
maracajaú taipu embaú
a doença não existe
afirma turista no litoral sul
é só soja e boi soja e boi
é só soja e boi
funai é ruralista
Aruka, último do povo Juma
morre vítima da pandemia
em Xingu ação de imunização
na base Diauarum
campanha antivacina nas aldeias
preocupa liderança indígena
turismo cai
banhistas batem recorde
trocam blocos por praias lotadas
evitam máscaras e
não massacres
“quando a árvore fica em pé,
faz sombra e fica frio
faz sombra e fica frio”
fica frio
nadar nadar nadar
e morrer na praia na praia
e nada e nada
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Comentários (3)
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joaoeuzebio
2020-07-27
PARABÉNS JESSICA UM LINDO POEMA
jerico
2020-07-07
Gostei, aguardando mais.
petrillipoesia
2020-06-19
parabéns pelas poesias e pelo empenho em prol do seu sonho! você tem muito potencial! :)
Jéssica Iancoski é escritora, poeta e artista plástica. Publicou em várias antologias e revistas, nacionais e internacionais. Teve o poema “Rotina Decadente” reconhecido pela Academia Paranaense de Letras, aos 16 anos de idade. É idealizadora do Toma Aí Um Poema - o maior podcast lusófono de declamação de poesias, segundo o Spotify - com mais de 40 mil ouvintes diferentes, ao longo do tempo. Nasceu em Curitiba em 10 de Fevereiro de 1996. É formada em Letras pela Universidade Federal do Paraná e em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
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