Lista de Poemas
INEVITÁVEL FIM
Vai ser assim:
Entre um compromisso e outro,
Seremos omissos.
Por motivo justo,
Seremos injustos
E, rebeldia extrema,
Sairemos de cena,
Deixando em pedaços
Os grilhões da vida
E o coração de minha querida.
(Espero que sim)
Entre um compromisso e outro,
Seremos omissos.
Por motivo justo,
Seremos injustos
E, rebeldia extrema,
Sairemos de cena,
Deixando em pedaços
Os grilhões da vida
E o coração de minha querida.
(Espero que sim)
👁️ 74
SOLIDÃO COLETIVA
Somos:
Pétalas da mesma flor,
Gotas do mesmo oceano,
Areias do mesmo deserto,
Lágrimas do mesmo pranto.
Às vezes nos sentimos sós.
Somos.
👁️ 101
DISFUNÇÃO EMOCIONAL
Fale com boca e mãos
E todo seu corpo,
Que escuto seus olhos,
Com o coração atento.
Só não peça que eu diga
O que você disse, ao tentar não dizer.
👁️ 106
MAGIAS
Há uma magia:
no voo do pássaro;
no desabrochar da flor;
no azul sem nuvens do céu;
no brilhar da primeira estrela;
no canto do galo, chamando a manhã;
no ziguezaguear das borboletas;
no cair desorientado das folhas;
no esplendor do arco–íris;
no brilho suave da Lua;
no instante presente...
no voo do pássaro;
no desabrochar da flor;
no azul sem nuvens do céu;
no brilhar da primeira estrela;
no canto do galo, chamando a manhã;
no ziguezaguear das borboletas;
no cair desorientado das folhas;
no esplendor do arco–íris;
no brilho suave da Lua;
no instante presente...
👁️ 97
UM DIA DE SOL
Sol que me abduz.
Preso em teus raios d’ouro,
Sou marionete do teu lidar.
Minha pele, tua luz
Teu calor, meu cobertor.
Sol que me despertas
Mágico e me conduz
A voarmos juntos,
Nos azuis do teu Céu
E nas incertezas das nuvens,
Cair feito chuva de Verão.
Sol que me abandonas,
Com um sorriso de sangue
E mergulhas na escuridão,
Deixando um rastro de estrelas
E a Lua a te imitar.
Preso em teus raios d’ouro,
Sou marionete do teu lidar.
Minha pele, tua luz
Teu calor, meu cobertor.
Sol que me despertas
Mágico e me conduz
A voarmos juntos,
Nos azuis do teu Céu
E nas incertezas das nuvens,
Cair feito chuva de Verão.
Sol que me abandonas,
Com um sorriso de sangue
E mergulhas na escuridão,
Deixando um rastro de estrelas
E a Lua a te imitar.
👁️ 164
MEU CAMINHO
Buscando o eterno, estrangulo o agora.
Inconsistente.
Nos ventos errantes flutuo
Em busca,
Das bocas que não beijei.
Muitas.
(Gomos de laranja não mordidos).
No desespero percebo
A vida que já perdi.
Inerte.
Cada pôr do sol me anoitece.
Sem estrelas, sem Lua
Sem mim.
Inconsistente.
Nos ventos errantes flutuo
Em busca,
Das bocas que não beijei.
Muitas.
(Gomos de laranja não mordidos).
No desespero percebo
A vida que já perdi.
Inerte.
Cada pôr do sol me anoitece.
Sem estrelas, sem Lua
Sem mim.
👁️ 88
FRIO
INVERNO
INFERNO
AUSTRAL
👁️ 103
SORRISO DE CRIANÇA
Criança que sorri de corpo inteiro,
Num Mundo só de fantasias, sorri.
Seu Sol inunda de luz seu arredor.
Tudo fica um pouco menos triste
E assim, de sorriso em sorriso,
Vive sua melhor fase da vida.
Mas até quando conseguirá sorrir?
Que vento apagará sua chama?
Caem pétalas, só ficam espinhos
E doce perfume do que se foi.
Efêmeras crianças sorridentes,
Um dia perguntarão por que sorriram.
Irão duvidar que foram felizes.
Precisarão de muita felicidade
Para esboçarem um só sorriso.
Pobres crianças, então inocentes,
Em seus olhares miúdos, um farol
Que a ninguém consegue orientar.
Já adultas sepultam a infância,
Num caixão dourado, com seus sonhos.
Num Mundo só de fantasias, sorri.
Seu Sol inunda de luz seu arredor.
Tudo fica um pouco menos triste
E assim, de sorriso em sorriso,
Vive sua melhor fase da vida.
Mas até quando conseguirá sorrir?
Que vento apagará sua chama?
Caem pétalas, só ficam espinhos
E doce perfume do que se foi.
Efêmeras crianças sorridentes,
Um dia perguntarão por que sorriram.
Irão duvidar que foram felizes.
Precisarão de muita felicidade
Para esboçarem um só sorriso.
Pobres crianças, então inocentes,
Em seus olhares miúdos, um farol
Que a ninguém consegue orientar.
Já adultas sepultam a infância,
Num caixão dourado, com seus sonhos.
👁️ 183
RENASCER
Rua escura, sem Lua,
Tropecei buscando a luz,
Que a treva dominou.
O chão me disse - não!
E o buraco me sepultou.
Gritei e não adiantou.
Chorei então meu pesar.
Sentindo o tempo passar,
Busquei Deus para ajudar.
Como não tinha onde,
Só em mim pude achar.
Foi assim que vi a luz,
Que o buraco abriu
E voltei a caminhar.
Tropecei buscando a luz,
Que a treva dominou.
O chão me disse - não!
E o buraco me sepultou.
Gritei e não adiantou.
Chorei então meu pesar.
Sentindo o tempo passar,
Busquei Deus para ajudar.
Como não tinha onde,
Só em mim pude achar.
Foi assim que vi a luz,
Que o buraco abriu
E voltei a caminhar.
👁️ 142
FLOR ESSÊNCIA
Aroma sublime,
Bússola que conduz,
Às cores d’uma flor.
No seu leito de folhas,
Suas cores vestem sua forma,
Que o vento balança no céu azul.
Pasmo por sua beleza,
Arranco a flor.
Solitária num vaso,
Cores enfraquecidas,
Perfume evanescente,
Murcha, sem encantos,
O que foi uma flor.
Bússola que conduz,
Às cores d’uma flor.
No seu leito de folhas,
Suas cores vestem sua forma,
Que o vento balança no céu azul.
Pasmo por sua beleza,
Arranco a flor.
Solitária num vaso,
Cores enfraquecidas,
Perfume evanescente,
Murcha, sem encantos,
O que foi uma flor.
👁️ 117
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
jcdinardo
2019-12-24
Muito grato. Não escolhemos o que somos, mas ser poeta me deixa feliz.
Em Maio de 2019, publiquei meu primeiro livro: "Caos Estrelado" (Viseu). Na edição 85, Outubro 2019, da revista literária eletrônica "InComunidade" de Portugal, foram publicados seis poemas do livro. Participei das antologias poéticas: "Palavra é arte -poesias, 49ª edição" (Palavra é arte), "40 graus de versos" , "Fruto do teu ventre" e "Irmãos das letras" (EHS) , "Tempo para o amor" , "O Mundo parou - Relatos do período da pandemia" e "Amor em poesia" (Perse -Projeto Apparere), "Poesias para a nova década" (Casa Literária) e "Soturnos - Volume 5 - A Beleza das Trevas" (Círculo Soturnos). Em Setembro publiquei meu livro: "Gaivotas na Selva de Neon" (Viseu).
Português
English
Español