Lista de Poemas
Momento de postar
Pode apostar que posto a qualquer hora,
pode ser agora ou com imensa demora.
O tempo pode ser o antigo contratempo
do verdadeiro mensageiro que o faz por
amor sem cair na vil armadilha do louvor.
A mensagem poética ao levar o exemplo
de boa intenção nunca está na contramão
da gloriosa e boa ação, salve essa emoção
na configuração do seu amado coração.
Se a mensagem ajudar somente um ser
já serei abençoado por ter sido achado
num universo ainda pouco explorado.
O meu padecer é não poder escrever,
sem desejar saber, o que foi acurado.
Leitor amado, desejo com desvelo
esticar esse amorável novelo
com zelo cumpridor
de dissipar sua dor.
Escrevo ao relento do tempo, espargido
ao vento, pouco importa o alvo atingido,
apenas quero cumprir o maior mandamento,
escrever com sentimento de amor cumprido.
Esse é o verdadeiro sentido do escritor atrevido.
Quanto ao tempo de postar um texto
detesto ter de falar com pretexto
de justificar que não escrevo
para agradar, somente para
alegrar coração contrito.
É nisso que insisto:
A mensagem tem
destino além
do entender
do escritor
também.
Escrever é como amar,
é apenas se doar.
jbcampos

Holografando
Holografando sobre nuvem
Sem saber donde surjo, sinto-me esvoaçante sobre as asas da Gaia, voo etéreo, e alguém me avisa:
- Diz ai meu companheiro, trouxe aquela trouxa de dinheiro, ou vai dar uma de trouxa?
Sem saber do meu real paradeiro, replico:
- Que dinheiro?
Se quer ter bom abrigo vai precisar de muito dinheiro, meu amigo.
Bem, me parece que estou no paraíso, porém, vem alguém a treler comigo, a me propor enorme valor, até parece que estou no meu país donde, com certeza vim, sem saber se estou vivo, ou já morri, parecendo brincadeira, então começo a rir de mim, ao recordar-me do Éden, onde existia uma serpente que insistia em deturpar a minha mente e a me dar repelente tédio, qual não cri. Já vi esse filme, onde o paraíso mudava de ISO em linguagem de qualidade qual se prima em matéria prima. Paraíso com diabólica serpente, de repente a gente fica indeciso.
Só pode ser um simples devaneio o qual me põe alheio e de joelhos!
Abre-se um portal na minha frente, quiçá, fruto de minha demente mente, e alguém ressurge sorridente, com sorriso maledicente.
-Se estiver interessado em sair desse relento, veja bem aquilo que mais lhe convém, essa calmaria flutuante logo transformar-se-á numa ventania delirante. Ao firmar o meu olhar vejo o tal a falar sorrateiramente mal, seu português é ruim pra dedéu, enfim desconfio estar muito além do céu. É um daqueles políticos que continua a exercer sua "nobre" profissão de meter a mão na gente de montão.
Penso na vida da qual nada entendo. Dói-me a barriga e vou procurar uma privada; privada até de mim mesmo, porém, quando chego ali, me surpreendo, tem muito imposto a mim me imposto. Parece que chega o momento de enorme contratempo: Já existe imposto para pensar, até para rezar em pé.
Apercebi-me estar holografando pela tela do meu computador.
Seria algum vírus desconhecido tido a minha mente tecnológica atingida?
Esvaziar a mente, é o melhor negócio, esvazie-a se for capaz, somente tome cuidado com aqueles vírus irados, meu velho rapaz...
O planeta Terra está mudando radicalmente ultimamente.
Vou tentar noutro lugar, até porque, a nuvem está muito perto daqui.
jbcampos
Que esbórnia é essa?
que mundo é esse onde existem muitos ainda a perecer?
quantas crianças famintas ou famélicas por comidas distintas.
embora, na minha potência já há muito extinta, fica o meu parecer
de que o homem realmente nasceu para destruir o que fez crescer!
sinto-me acovardado por nada poder fazer, embora, de homem fardado
neste exército de hipócritas não passo de mais um idiota aqui pra escrever.
mortes e assassinatos todos os dias desde que o mundo é mundo enfadado.
nem sei se posso aqui reclamar a situação humana num plano de efervescer.
a morte parece vingar a todos os seres colocando-os no mesmo pedestal
pó e poeira pútrida para onde todos vão se encontrar com suas empáfias.
é o pódio da morte desses pobres mortais embrulhados em velhos jornais.
políticos paralíticos roubam demais e já nos estertores de seus carnavais.
enchafurdados nos seus próprios pecados voltam-se aos seus vômitos
a devorá-los como porcos na pocilga de engorda de algum satanás.
ou você acha mesmo que, tudo vai ficar por isso mesmo,
pois, o fruto da árvore que for plantada será colhido!
Gálatas: 6
7: Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer;
Pois, tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
com gálatas ou com malas cheias de grana
esses hipócritas chafurdarão na lama.
em suas bravatas serão sufocados
com suas gravatas de pecados.
oh... monetários otários!
que o Divino se apiede de vocês?
nunca viram dinheiro, não?
jbcampos
Artista da prosa
Poeta, você é o filósofo-pensador, que musicaliza as palavras, como o escultor que lavra a madeira com a goiva e seu macete, marchetando a obra, e vai dando vida ao mogno bruto, enfim, burilando a pedra, ou cinzelando a tela com seu pincel.
Poeta, você é músico por excelência, como o pintor que toca com seus matizes, dando vida à natureza morta.
Seu pincel tange na plangência sonora e cromática e na etérea simetria matemática, com maestria de mestre arquitetando o habitat, semelhante ao bisturi do cientista, vislumbrando a beleza da vida, qual a batuta do maestro.
Parabéns, você é o profeta a proferir palavras eivadas de "amor", com certeza a maior de todas as artes! Pois, com ela Deus criou os universos,
jbcampos
Acalanto
Chamo-me Acalanto, venho a este mundo ferrenho a exemplo de tão falado engenho, maquinado sobre o lenho pelo qual foi lanhado O mais sagrado. Triturado pelos dentes do maligno engenhado, apesar de seu desígnio ser de suportar o sistema de outrora. Venho agora enxugar o seu pranto. Ao prantear ouça a voz do meu suave canto, porém, vou além, jamais o ouça errado, creia, estarei sempre ao seu lado, amém.
Sou antigo, sou amado, eterno, presente etéreo, futuro carregado de mistério alado.
Ah... Sei que o seu caso é sério.
Porém, minha veleidade por ser eterna, não tem idade. Desculpe-me ser tão sincero com redundante arrazoado, a mim não me falta capacidade. Quem me enviou é o dono da verdade.
Venho a mando do Criador, sinônimo de Amor. Entenda, modestamente sou maior que a sua tenda, você, sua família, seu carro raro, sua fazenda, seu casebre, sua febre, sua desavença, sua doença, seu mundo, seu vizinho, pois, jamais estarão sozinhos. O dono da criação me faz morar no profundo do seu coração. Fui o primeiro que aprendeu a amá-lo antes que eu.
Atendo os de boa vontade, sou onipresente, e por você ser devotado, dou-lhe um conselho: Não ande com qualquer companheiro a peso de dinheiro, não ande com derrotado, pois, será errante bastante o tempo inteiro.
Sou o velho verbo, poetando sua lida em sua vida, arribando acima de toda rima. Alegrando no gerúndio no afiar da própria língua. Deixe a vingança, peça ajuda à minha amiga Esperança, pois, ao fazer sincera aliança com a Fé, começará a entender quem você é; linda flor florescida no jardim do amor, e eu, Acalanto, o destruidor da sua dor.
Quando veio a esta vida oriundo de outra vida, foi grande competidor, quantos semelhantes correndo a corrida da vida venceu, já se esqueceu? Agora no corredor desta vida é sabedor do seu forte valor.
E agora José? Como diria Carlos, já é sabedor de quem você é...
jbcampos
Rascunho amigo
Desculpe-me pelo rascunho. Amigo você é o cunho cinzelado com forte punho. No improviso o aviso: Os dias são todos iguais. Uns alegres, outros tristes, mas você sempre resiste, ora com pouco, ora com mais. Amigo a hora é amarga e braba; braba por ser de luta, e brava por ser de herói! Como poderia ser agora: Belo crepúsculo ou linda aurora, ratifico sem escrúpulo: Os dias são todos iguais. Nossos dias, nossas histórias, calejam nossas memórias de contumazes mortais. Passa a noite, vem o dia, ora quente, ora frio, viver é para fortes, pois, não acreditam na morte, realmente são imortais. Como antes lhe dizia: Os dias são todos iguais. Fome, viaduto, corpos frios, fartas iguarias, belos jardins, e lindos quintais. Antiga é essa história, sem luta não há vitória. Dia de labuta, feliz, ou de força bruta, dia de dialética, semana de semântica, quinzena de redundância, ano de cacofonia, como antes lhe dizia: Os dias são todos iguais. Porém, nada me trava, nem a força dessa clava! Aqueço o meu motor, arrefeço minha mente, seguindo sempre em frente, ando por onde for. Não tomo nenhum atalho, e procuro não ser falho. Estou indo muito fundo, talvez ao fim do mundo, na alegria ou na dor. Caminho sozinho sobre flores ou espinhos. Desculpe-me meu amigo, falei pelo umbigo, não sei andar solteiro, preciso de um companheiro, conhecido por amor. No dia a dia me baralho, pois, meu irmão de trabalho tornou-se escorregadio, jamais me admite, vadio! Fico triste, mas adio, pois, na ira sou tardio. Estas linhas vão descendo ladeira da memória, vou-me apercebendo, descem aleatórias, porém, inverto o seu rumo, sem usar esquadro nem prumo, direcioná-las-ei agora. Voltando ao meu colega, ando dias, ando léguas, acompanhando-o até às trevas, nem ao menos peço trégua. Já que falei de prumo, não perderei meu rumo, tampouco minha régua. Nada mais me importa, do meu peito abro a porta com emoção infantil, tento ser gentil. Sinto amá-lo com ardor! É o perdão da tolerância, que recebi por herança de Jesus o bom pastor. Pois, não tomo nenhum atalho, faço de alegria os meus dias, e também, meu malho! Embora, ratifique: Os dias são todos iguais. Alegria é o meu trabalho, e jamais a minha dor. Sendo ultrajado pelo ócio, matarei o pensamento ocioso, mesmo que caia eu prostrado, serei um vitorioso! Assim me espelho à mercê em amigo como você, sincero e generoso! Se não fora assim, ai de mim, pois, amigo assim quase não se vê! Sucesso, amigo cavalheiro, apesar de muitos janeiros, sempre ao seu dispor. De que vale o mundo inteiro, se não relembrarmos do favor? Pois é, meu companheiro, da alegria, ou da dor. Nossas míseras feridas, só se curam com o amor! Amigo, aguente o tédio, paz é o grande remédio. Que esta modesta fala não seja apenas um poema, e sim um diadema, irradiando o seu calor! Apesar desse improviso, com palavras informais, Eis o aviso: Os dias são todos iguais.
jbcampos
https://www.amazon.com/j-b-jbcampos-campos/e/B00MCZ442Q
O teu canto
O Teu Canto
Ao chorares o teu pranto
Sintas o sol da alegria
Velando o teu dia.
Eis o acalanto.
Cantes alegre
O teu canto,
Pois, vida
É encanto,
É poesia.
jbcampos
Livre-se da Solidão
Olhares da consciência
Ao enxergardes vossos olhares alheios, e não mais julgardes os vossos bens, e sem maiores detalhes perdoardes a tudo e a todos, inclusive a vós mesmo, ou, se não o fizerdes por não mais haver necessidade... Parabéns, teríeis alcançado a felicidade sem causa, portanto, sem efeito. Venceríeis o maior de todos os inimigos: "Vosso Ego". Chegaríeis à iluminação da bem-aventurança.
Congratulações
Você jamais esteve só, posto que dentro de você existam muitos seres povoando a sua mente e todo o seu ser. Você integral é um universo desmesurado do ponto de vista físico-mental. É tão somente botar essa poderosa mente a pensar e visualizar esses pensamentos, e travar seus melhores diálogos com esses seres mentais, que na realidade são entidades espirituais. É assim que agiram e agem as mentes luminares da humanidade. "Sonhar é viver", quem já não ouviu essa frase verdadeira de um provérbio popular? Então, ratificamos: basta pensar e pensar até visualizar esse pensamento transformando-o em sonho verdadeiro a ocupar o vazio mental, saindo da solidão. A solidão geralmente aparece com a perda de bens pessoais, o sentimento de perda dá azo aos vampiros espirituais, os quais se alimentam das dores dos seres humanos acossados por esse sentimento de estar só, ao léu, abandonado, esquecido, desvalorizado, enfim, é realmente uma dor estranha e muito intensa que às vezes leva à loucura, e até à morte. Porem, isto jamais acontecerá se você se dispuser a entrar em estado de graça, fato que somente depende de você. É como se você fosse ajudar seu filho e ele aceitasse a sua ajuda, assim, deverá estar aberto à ajuda de seu pai espiritual, ou de seus irmãos mentores.
Obs. Entidades podem ser entendidas como energias.
Criar é a arte de sair da solidão.
Nada é mais vivo do que a arte, ela é divina, posto que fuja dos pragmatismos acadêmicos, a verdadeira arte é impar, é a marca registrada do verdadeiro artista, pois, a arte é a ação de criar, e criar aquilo que na sua essência é ímpar, por isto o artista é admirado na arte que cria. Vejamos um músico que fez uso do aprendizado convencional, estudando profundamente o solfejo, e a leitura das notas musicais, porém, ao executar o seu instrumento, se não criar a arte de seu sentimento, é mais um apenas na sua mediocridade musical. Isto acontece com escritores, músicos, cantores, pintores, escultores, atores, etc. Então, a arte tira você da solidão, e aqui pode se enquadrar o artesanato, enfim, qualquer ocupação que lhe faça feliz. A mais nobre de todas as artes é indubitavelmente a filantropia do amor convencional. Esta com certeza suplanta todas as demais.
A solidão é você, portanto, aprenda conviver consigo mesmo.
A solidão dá-nos a impressão de ser um grande vazio, porém, a sutileza mental vai, além disto, pois, na solidão existem os maus pensamentos camuflados de "vazio", pode crer amigo leitor! A solidão faz parte da sua mente pensante, ora, qualquer ação depende de sua mente e, muitas vezes você pratica atos inconscientemente, haja vista, quando está dirigindo o seu auto, quantas e quantas vezes você muda de marcha e jamais se dá conta deste ato corriqueiro. Então compreenda que essa suposta solidão está acompanhada de sentimentos melancólicos, fazendo-o entrar em depressão. São resquícios de sofrimentos e condicionamentos passados. É mais ou menos como aquele que envelheceu e não se deu conta deste fato, então vem a aposentadoria forçada pela idade e, ele se acha um imbecil inútil, posto que antes arcasse com as despesas do lar, coisa que foi ceifada pela minguada aposentadoria. Muitos desses honrados senhores morrem literalmente de solidão, achando ser solidão. Na realidade a pseudossolidão tem muitos sentimentos nela embutidos.
Vamos falar da solidão vista como estando você a sós, e mais ninguém, insulado no mais profundo degredo o que pode acontecer em qualquer parte do planeta. Quando a "Coisa" vem lhe assolar a alma, tirando-lhe a paz sem motivo "lógico", através da chamada depressão, que no fundo trata-se de estado de espírito depauperado. Uma tristeza enorme invade o seu ser, e você não sabe como agir e sem saber a sua causa. Devemos entender que o condicionamento é algo que realmente fabrica o estado mórbido de solidão. Quando alguém se torna condicionado, hipnotizado pelo ato contínuo de agir sob a repetição mental, e, quando perde esse condicionamento, chega-se à solidão. É como a nave que perdeu seu norte. É o grande saudosismo daquilo que se foi e, que ficou nos dias felizes do passado. Notamos então uma infeliz atitude humana, a de distrair a mente com o mesmismo, e por isso mesmo a grande maioria humana chamada de povo, e pejorativamente de "povão" é subjugada por uma ínfima quantidade de déspotas que a governam. Pelo simples fato de se distrair a mente repetindo a mesma e velha história do dia-a-dia. Isto é a mais pura preguiça mental, porém, livram-se da solidão pela maneira mais simples, obedecendo ao sistema. Na velhice é comum sentir-se assim, já que a sociedade de certa maneira joga seus velhos formados neste condicionamento a escanteio. E isto é fato recorrente, e seria hipocrisia negá-lo. Mas, sabendo-se de que a existência humana é assim o jovem deve se preparar para enfrentar esses dias, para não sucumbir na solidão. E essa preparação depende muito do seu estado de espírito, já que todos um dia se não morrerem, ficarão velhos e consequentemente morrerão. Porém, esse estado de solidão não é privilégio de velhos, e sim dos mais jovens também. São seres humanos criando seus mundos e apegando-se a eles, e quando os perdem sentem-se frustrados e vêm à solidão. Então se cria a misantropia, a xenofobia, não querendo mais saber de pessoas, culpando-as de serem as causadoras ingratas desses momentos doloridos. Quando se chega à senilidade há de se dar lugar aos jovens profissionais, e há de se entender que é assim a vida. No entanto, deve-se adaptar ao momento de cada existência, pois, sempre há o que fazer para se obter os dias felizes da terceira idade. A filantropia tem sido a saída para muitos idosos. Pois, sentem-se úteis ao praticá-la despistando a solidão.
A sua mente é um universo desmesurado, onde existem pensamentos incríveis a afetar suas ações. Então você vê fantasmas onde eles não existem. Da mesma maneira vê paraísos. E assim vê a solidão. Aqui vale dizer que, apesar deles não existirem, sua mente pode criá-los. Aliás, qualquer sentimento humano ocupa um espaço no universo, onde se aceita todas as formas de energias criadas pela sua mente desde a nostalgia à alegria. Muitos suicídios acontecem com a desculpa da solidão. Então não se entende o que é solidão, posto que muitos citadinos e até cosmopolitas cometam essa atrocidade, esse sacrilégio. Aliás, suicídios existem de muitas maneiras, o lento, que se pratica fazendo uso de barbitúricos, ou de drogas literalmente, ou com overdoses usadas pelos homens de grandes centros urbanos à forca dos solitos periféricos. Então a solidão é intrínseca, advinda do nosso mundo interior, que é o maior universo criador do bem e do mal. Ela se apresentará somente à cabeça baralhada, estouvada, tisnada, perdida nos fatos da vida, aquela com problemas existenciais. Eis o ditado popular: "Cabeça vazia é oficina do Diabo". Obviamente este verbete "vazio" não é realmente o valor do significado deste ato, aqui neste caso haveria de ser: "cabeça ocupada com o mal", ou "cabeça desequilibrada". Nossa mente é tendenciosa, está sempre a procurar algum sonho do lado prazeroso ao masoquista da vida (o que não deixa de ser prazer àquele que o detém como fetiche). Dor e prazer são as causas naturais da vida humana e seus encantos e desencantos. Portanto, o vazio aqui descrito é o fator indutor da mente, direcionando-a rapidamente aos maus pensamentos, até porque é mais fácil destruir do que construir, haja vista implodir um prédio e reconstruí-lo, nota-se uma distância enorme entre estes dois atos. Então há de se lutar contra os pensamentos distorcidos, aqueles que podem nos trazer grandes dissabores. Somos pegos pelas nostálgicas lembranças de nossas perdas, como dos entes queridos os quais nos deixaram, e com essas lembranças ficaram os sentimentos mais nobres de perdas como do amor, da consideração, da amizade, companheirismo, apoio, ombro-amigo, podemos citar os bens da saúde e beleza física, daquele carrão, daquela mansão, daquele monte de dinheiro, posição social, enfim, tudo aquilo que um dia fenece.
Vamos esclarecer, cabeça vazia é aquela privilegiada com o dom da meditação profunda, cheia da essência divina que é o seu eu maior, sua essência, seu substrato, sua alma... Jesus Cristo disse aos seus discípulos: "Apresentai-vos a mim vazios para que eu vos encha". Deixar a mente vazia não é tão simples àquele que está preocupado com os bens desta vida, posto que direcione todas suas energias a esses bens. Porém, é possível ser despojado, sem desprezar esses bens, sempre dependendo de cada cabeça. Afirmamos categoricamente: é o equilíbrio que nos tira da solidão. Todos esses sentimentos são dirigidos ao mundo virtual àquele que tem a grande força, embora, não se preste tanta atenção nesta preponderante verdade. Vamos tecer uma simples comparação com o nosso mundo paralelo e etéreo à luz da nossa visão. Uma bomba nuclear é ínfima ao compará-la com a sua força destruidora, posto que suas partículas sejam invisíveis, porém, sua força destruidora é bem visível aos que sobrarem de sua devastadora catástrofe. O sentimento de solidão é semelhante a uma dessas bombas nucleares, pois, traz em seu bojo o desânimo, a apatia pela existência, portanto, para se livrar desse malfadado sentimento, se faz necessário ocupar a mente com um sonho, ou apenas um afazer diário como este de escrever, este ato obriga o escritor a pensar, ou entrar em estado de graça usando a intuição, a mãe de toda a criação humana, prerrogativa que serve para todas as artes, ofícios e ciências. Rivalizamos a potência de uma bomba nuclear e seu efeito óbvio, destruidor. É como a solidão, força invisível, porém, devastadora. Naturalmente estamos tecendo comparações com as forças da matéria invisível às da mente também invisível. Porém, podemos fazer o mesmo, comparando com o poder construtor do raio laser, que muito tem ajudado a ciência médica nas curas e muito mais, com o amor incondicional.
O amor incondicional elimina o medo e a solidão.
Quem pensa que o amor incondicional é andar por aí fazendo "caridade hipocritamente", está redondamente enganado. O amor implica em grande sabedoria, aliás, não há sabedoria alguma capaz de explicá-lo. Ora, ora, se há muito tempo Jesus, o Cristo, disse: "Deus é amor", então aqui tudo se resume, e não há quem explique Deus. Porém, resta-nos o consolo de senti-lo, cada um a sua maneira. Quem ama de coração sincero, é generoso, não tem malícia, não se preocupa com as atitudes alheias, porém, se precata, é sábio, como disse novamente o mestre Jesus: "Sede simples como a pomba e prudente como a serpente". Anteriormente quisemos dizer exatamente isto com relação à solidão, sendo que nossos pensamentos são sutis, e se não nos ativermos aos seus engodos, apenas ficaremos a sofrer por conta das entidades maléficas a sugarem nossas energias. Então a luta começa dentro da gente. Autoengodo é o nome, autochantagem emocional, a luta interna é a maior inimiga do homem, ou seja, você lutando contra seus pensamentos insanos. Querendo entender aquilo que não tem a menor necessidade de ser. A perturbação mental é terrível ao seu portador, que age aleatoriamente trazendo graves consequências à família e amigos, ou estranhos. Quando a solidão se aprofunda na mente desavisada, tudo se espera do paciente sofredor chegando às raias da loucura, e como verdadeira obsessão pode causar grandes males aos outros. Temos vistos crimes hediondos de filhos contra pais, pais contra filhos, irmãos contra irmãos, sem causa que justifique crimes tão bárbaros. Com certeza essas mentes estiveram vazias por lapso de tempo e logo foram empurradas para tais atos criminosos. Pois, na nossa sociedade moderna, nada justifica crime nenhum, imaginemos então quando cometido entre filhos e pais. Aqui se encontra a solidão, revestida com outros nomes, pois, quando ela chega avassala a mente incauta, há de se vigiá-la constantemente. Naturalmente quando uma mente se encontra ociosa, na realidade fica maquinando o mal, até de forma inconsciente, dá aquela impressão de vazio estonteante, porém, o subconsciente jamais pára de trabalhar e, perdendo a razão vai fazer o que não se deve fazer. Ficando mais ou menos assim, você chega para uma pessoa desequilibrada, perturbada e pergunta a ela se tal atitude errada deve ser evitada com a mais absoluta certeza era dirá que sim. Porém, ao transcorrer das horas passa a cometer aquele ato errôneo, ou seja, o mesmo ato que condenou horas atrás sem a menor cerimônia, e sem peso na consciência. São pessoas de mentes cauterizadas. Como aquele político sem escrúpulo, que prega na sua tribuna a honestidade, mas, pratica a desonestidade. Conhecemos muitos deles, e o povo também com a sua mente queimada continua reelegendo-os. Para não sentir a solidão a mente incita a pessoa a fazer qualquer banalidade.
Saudade e culpa
Estes dois sentimentos que fazem da solidão, um misto de "solitude culposa, ou de peso na consciência" quando praticada contra àqueles que já se foram, e nada se pode fazer do ponto vista físico. Restando somente o amor próprio transformado em autoperdão. Trata-se de "não chorar o leite derramado" sem perder a consciência do erro cometido, e do autoperdão adquirido. Errar é humano, e autoperdoar-se também. Quem se foi também foi humano e cometeu também seus deslizes com outros irmãos. Portanto, o perdão é divino, e o autoperdão implica em amar o próximo como a "si mesmo", quem não aprendeu a se perdoar não sabe amar nem a si e nem ao seu próximo. Da solidão podem surgir bons pensamentos de louvores à solitude, trazendo alento, o verdadeiro alimento de nossas vidas como o poema que se segue.
Magia da vida
Oh... Magia que a mim me deu vida um dia. Olhando ao céu de anil, procuro analisar o meu perfil, perfilado aos seres viventes neste plano varonil e inocente. Varão aperfeiçoado para a luta neste planeta azul, às vezes de força bruta, com muito verde ainda, antes da morte finda. Reluzente luz da vida universal. Apenas um ponto vivo, este sou eu, juntamente com outros tantos desejosos em saber o que acontece no misterioso plano astral. Vidas vêm, vidas vão pelos vãos dos dedos.Vida enrolada ou normal, aguardando o maior segredo, neste velho e vão degredo à procura do nada absoluto, vida e luto. Porém, a mim me convém saber do agora, apesar do momento, haja aurora, pois, sei que nada sei. Descortina-se o verbo o qual devo conjugar ao giro desta vida a girar, e cumprir o meu dever eterno, mais uma vez. Vida terrena, vida animal, ora açúcar, ora sal. Aprendizado do bem, e também do mal. Porém, não deve me assustar, esta é a escola de bilhares e bilhares de seres sentados em bancos escolares, a descolarem ensinamentos eternos, e a serem usados nos tempos etéreos, quais somente a eternidade pode conceber a essa escola na qual vim para aprender.
Duro na queda
Seja duro com a solidão, pois, fazer que não a vê; seja ignorar a vida, traduzindo-a em jardim florido, isso só se vê mesmo na tevê, àquele que se acovardou e para si guardou o seu avaro prazer. A vida é luta renhida, sim senhor, para se crescer com paciência, tolerância e clemência na prática do amor deixando a ânsia de sobrevivência e na labuta da malquerença apenas se defender. Seja duro na queda, posto que sofra menos, saindo de lugar grande sem se tornar pequeno. Lutar em desânimo aumentará o veneno. Faça-se duro para tornar sua vida amena. Faça-se mais do que inteiro, porém, mantenha-se sereno. Que diferença faz, ser menina, moça, jovem, menino ou rapaz.
Estamos todos na eternidade!
Jbcampos
Conversando com Estrelas
Educadamente:
- Meu velho, não me leve a mal, pegue esse seu escaninho e se aninhe no seu ninho, pois, trata-se de conversa de gente grande que a nós se expande.
- Seja claro poeta, que a mim não me afeta.
- Então me entenda, fique na sua tenda e apenas aprenda, quiçá, será também um poeta do além.
Eis que de repente, surge na frente da gente um arquiteto carioca de Brasília a querer construir um enorme teto ondulado para agasalhar os imortais da poesia. E por profilaxia surgem mais dois por ali com seus bisturis, eram anjos de branco: Zerbini e Pitanguy.
Ah... Aparece também do mundo do além, mais um estrangeiro, capitão Nemo que de sua nave bisbilhota um Navio Negreiros, conquanto, um cabeludo de bigode, alinhado, com a mão no queixo, admirado, olhando de lado, sorri desvairado a recordar o presente passado.
Ai pensei, vamos parar por aqui, porque, não vai caber mais ninguém, apesar do céu não ter fim, foi quando ouvi o despertar do conhecido Bem-te-vi.
Estrela e mais estrelo a estrear o meu espaço, além do cantarolar de belo pássaro, pode?
O papo parou ali, levantei-me pensativo, e fui procurar o que fazer.
jbcampos

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