Lista de Poemas
Total de poemas: 25
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Da Ilha e do Farol
Eu não sou escrava de ninguém e não me ponho a escravizar a vida em mim,
Um século de vida no batimento, o fazer meu não é um esforço.
Uma orquestra em cada passo, o caminhar meu não é uma marcha.
Escrava de ninguém, de ninguém espero a escravidão,
Da ilha e do farol, o batimento é do coração meu
E a luz se irradia do compasso dos pés meus.
Sem acorrentar uma mão à outra, são as cores minhas
Que retoco sobre tudo o que há.
Não sou escrava de nada e a escravidão de nada venho em minha liberdade
projetar,
Meus pés não arrastam as correntes que de minhas mãos tirei,
E no retoque colorido de cada compasso, nasce a luz da minha ilha
E o farol se vê estender o chamado das ilhas outras.
Onde não há escravidão, o ritmo da luz, a música do caminhar.
Onde não há escravos, há as cores, a ilha, o farol
O passo e o batimento fazem da união o chamado.
Eu não sou escrava de mim e à minha sombra não me acorrento,
De mim só quero nos batimentos ver a luz retocar,
De mim só quero na ilha morar, e das cores compassadas do farol
O chamado e chamar me fazer ver.
O ritmo, a música, as mãos e os pés, a ilha que eu venho a iluminar
O meu não escravizar, o batimento, o compasso, as cores e a visão,
O farol que me traz e me devolve a liberdade junto a todos, chamar
Um século de vida no batimento, o fazer meu não é um esforço.
Uma orquestra em cada passo, o caminhar meu não é uma marcha.
Escrava de ninguém, de ninguém espero a escravidão,
Da ilha e do farol, o batimento é do coração meu
E a luz se irradia do compasso dos pés meus.
Sem acorrentar uma mão à outra, são as cores minhas
Que retoco sobre tudo o que há.
Não sou escrava de nada e a escravidão de nada venho em minha liberdade
projetar,
Meus pés não arrastam as correntes que de minhas mãos tirei,
E no retoque colorido de cada compasso, nasce a luz da minha ilha
E o farol se vê estender o chamado das ilhas outras.
Onde não há escravidão, o ritmo da luz, a música do caminhar.
Onde não há escravos, há as cores, a ilha, o farol
O passo e o batimento fazem da união o chamado.
Eu não sou escrava de mim e à minha sombra não me acorrento,
De mim só quero nos batimentos ver a luz retocar,
De mim só quero na ilha morar, e das cores compassadas do farol
O chamado e chamar me fazer ver.
O ritmo, a música, as mãos e os pés, a ilha que eu venho a iluminar
O meu não escravizar, o batimento, o compasso, as cores e a visão,
O farol que me traz e me devolve a liberdade junto a todos, chamar
👁️ 13
Eu Fico Feliz se o Teto Cai
Eu fico feliz se cai o teto, e me corto.
E as tarefas em suas horas não se cumprem, e as coisas, elas não mais funcionam.
Eu fico feliz se cai o teto e não há nada das coisas que não o pó.
Um organismo não mais é a casa, e respiro.
Abro-me em uma fenda se o teto cai, e as coisas eu tenho de jogar fora.
E se esvai-se também a luz, as coisas vejo com as mãos,
existem elas então além do claro e escuro até as texturas e dimensões,
e elas não funcionam. Gosto quando cai o teto e eu me levanto.
E as tarefas em suas horas não se cumprem, e as coisas, elas não mais funcionam.
Eu fico feliz se cai o teto e não há nada das coisas que não o pó.
Um organismo não mais é a casa, e respiro.
Abro-me em uma fenda se o teto cai, e as coisas eu tenho de jogar fora.
E se esvai-se também a luz, as coisas vejo com as mãos,
existem elas então além do claro e escuro até as texturas e dimensões,
e elas não funcionam. Gosto quando cai o teto e eu me levanto.
👁️ 16
Pintura de Família, em Perspectiva
Eles não cresceram e se esconderam entre cercas de si, acerca dum sonho que
não sonharam, em formas de não completude. E pelas casas que um dia minhas
foram eu os vi, não havia mais as casas nossas, e nem vinha a mim as coisas que
nos eram partilhadas, partidos são agora, sãos em seus chãos, salvos de suas
enchentes, recorrentes de suas paredes, correndo não mais além de pra longe de
rirem-se, rindo-me do meu tornar-me criança de amar a vida e rir-me deles.
Eles não cresceram e eu fiquei jovem, e eu não os conheço senão do que passado
nos foi, os anos e lições passaram-se e eles passaram a guiar com mãos de ferro
seus destinos em dias de gravatas e tanto outros nós, casaram-se com dias que
nunca conheci nas minhas demasiado frouxas mãos que não seguram o concreto.
De casa em casa as noites suas são obrigações que peso em não carregar, cargas
distantes de energia que antes compartilhamos, acarretam a si dos seus brilhos o
oscilar, preservam sua constantes de salas daqui e dacolá.
Eles não cresceram e são quadros, e eu não configuro mais deles, reuni-me em
sala de celebração alguma, longe de seus portões e entradas, fecharam-se os
nossos acessos, e eles caminham bem sucedidos, e eu sucedo a eles nas coisas
todas que eles não continuaram. Eu tenho assombro e êxtase, sem amor não
amo, e minha mão não consigo mais fazer a eles chegar, nem por culpa ou
apreço, falta-me a vontade de lhes ser, os acompanhar, falta-me elos que
ultrapassem o das nossas veias.
Eles não cresceram e se esqueceram de si, lembram-se de mim como quem se
esqueceu deles, verdade eu quis que fôssemos, mas borrou-se a maquiagem, não
sonharam comigo o que sonhei que não houvesse a nos faltar. Eles caem tão
certo ao chão, e não sangram senão em silêncio, nem confundem suas tão
estabelecidas sílabas, eu grito de tudo o que me chega, e tudo me arrebata, e
eles estão depositados em todos os seus bancos, os de render e os de adorar,
com igual cegueira, pregando dum e doutro o mesmo teor.
Eles não cresceram, e fiquei livre do nosso acordo, todos dormem e eu acordo
comigo em meus próprios termos, sem laços de obrigação, em seus casulos eles
se privam de me amar, privo-me eu de afeição na amplidão do meu céu
escancarado, eles diminuem em seus não-espaços e congelam-se em seus nãocalores, eu me estico em minhas aberturas e me deles distingo na intensidade de
meus fulgores.
não sonharam, em formas de não completude. E pelas casas que um dia minhas
foram eu os vi, não havia mais as casas nossas, e nem vinha a mim as coisas que
nos eram partilhadas, partidos são agora, sãos em seus chãos, salvos de suas
enchentes, recorrentes de suas paredes, correndo não mais além de pra longe de
rirem-se, rindo-me do meu tornar-me criança de amar a vida e rir-me deles.
Eles não cresceram e eu fiquei jovem, e eu não os conheço senão do que passado
nos foi, os anos e lições passaram-se e eles passaram a guiar com mãos de ferro
seus destinos em dias de gravatas e tanto outros nós, casaram-se com dias que
nunca conheci nas minhas demasiado frouxas mãos que não seguram o concreto.
De casa em casa as noites suas são obrigações que peso em não carregar, cargas
distantes de energia que antes compartilhamos, acarretam a si dos seus brilhos o
oscilar, preservam sua constantes de salas daqui e dacolá.
Eles não cresceram e são quadros, e eu não configuro mais deles, reuni-me em
sala de celebração alguma, longe de seus portões e entradas, fecharam-se os
nossos acessos, e eles caminham bem sucedidos, e eu sucedo a eles nas coisas
todas que eles não continuaram. Eu tenho assombro e êxtase, sem amor não
amo, e minha mão não consigo mais fazer a eles chegar, nem por culpa ou
apreço, falta-me a vontade de lhes ser, os acompanhar, falta-me elos que
ultrapassem o das nossas veias.
Eles não cresceram e se esqueceram de si, lembram-se de mim como quem se
esqueceu deles, verdade eu quis que fôssemos, mas borrou-se a maquiagem, não
sonharam comigo o que sonhei que não houvesse a nos faltar. Eles caem tão
certo ao chão, e não sangram senão em silêncio, nem confundem suas tão
estabelecidas sílabas, eu grito de tudo o que me chega, e tudo me arrebata, e
eles estão depositados em todos os seus bancos, os de render e os de adorar,
com igual cegueira, pregando dum e doutro o mesmo teor.
Eles não cresceram, e fiquei livre do nosso acordo, todos dormem e eu acordo
comigo em meus próprios termos, sem laços de obrigação, em seus casulos eles
se privam de me amar, privo-me eu de afeição na amplidão do meu céu
escancarado, eles diminuem em seus não-espaços e congelam-se em seus nãocalores, eu me estico em minhas aberturas e me deles distingo na intensidade de
meus fulgores.
👁️ 17
A Ação
Não, não há pressa nessa minha velocidade.
Quando eu me ponho a correr aqui dentro do coração,
Mesmo que em vida a explodir,
É só uma brisa o que se estende ao meu passar.
Sem pressa, que é pra chegar mais rápido
Que eu vou assim, no andar que sou devagar,
Que o meu divagar está no que dos meus sonhos é ação,
E que vigorosa eu sou na corrida que ninguém vê,
Mas vagarosos são os meus passos de fora,
No ritmo que o mundo se encontra com o meu correr.
E ainda que eu vague entre mim e o mundo,
É com vigor que eu paro e me ponho a observar.
É sem pressa que me ponho a andar.
Mas não há pressa, eu paro sim nas fronteiras,
Mas não daqui, de dentro do meu coração.
Eu paro sim, mas meu parar é para movimento insinuar,
É numa brisa que eu chego mais rápido.
Devagar passando pelo mundo,
Divagando em ritmo a ação dos sonhos meus,
Ainda que nos passos pro lado de fora,
A falta de vigor, aqui de dentro em nada sou vagarosa,
E que no que o mundo se põe a me observar,
Parada, vigorosa em mim no meu andar,
Sem pressa, uma brisa eu, de explodir e de andar.
Quando eu me ponho a correr aqui dentro do coração,
Mesmo que em vida a explodir,
É só uma brisa o que se estende ao meu passar.
Sem pressa, que é pra chegar mais rápido
Que eu vou assim, no andar que sou devagar,
Que o meu divagar está no que dos meus sonhos é ação,
E que vigorosa eu sou na corrida que ninguém vê,
Mas vagarosos são os meus passos de fora,
No ritmo que o mundo se encontra com o meu correr.
E ainda que eu vague entre mim e o mundo,
É com vigor que eu paro e me ponho a observar.
É sem pressa que me ponho a andar.
Mas não há pressa, eu paro sim nas fronteiras,
Mas não daqui, de dentro do meu coração.
Eu paro sim, mas meu parar é para movimento insinuar,
É numa brisa que eu chego mais rápido.
Devagar passando pelo mundo,
Divagando em ritmo a ação dos sonhos meus,
Ainda que nos passos pro lado de fora,
A falta de vigor, aqui de dentro em nada sou vagarosa,
E que no que o mundo se põe a me observar,
Parada, vigorosa em mim no meu andar,
Sem pressa, uma brisa eu, de explodir e de andar.
👁️ 19
Partícula Sóbria dos Perigos Constantes
Ao perigo de ficar
Conto de como é partir
Para os perigos de buscar,
A casa é um perigo
De paredes concretas
E travesseiros sufocados.
Dos perigos eu quis
Os das asas quebradas
A partir de mim
A minha partida
Por parte vezes inteira
Por parte vezes sonhada,
Partiram-se os perigos
De lá e cá,
Minhas fronteiras
Tomando partido
Da minha obra inteira.
Nem distante
Nem errante,
Partícula sóbria
Dos perigos constantes.
É perigoso ficar e partir-se.
É perigoso partir e encontrar-se.
Conto de como é partir
Para os perigos de buscar,
A casa é um perigo
De paredes concretas
E travesseiros sufocados.
Dos perigos eu quis
Os das asas quebradas
A partir de mim
A minha partida
Por parte vezes inteira
Por parte vezes sonhada,
Partiram-se os perigos
De lá e cá,
Minhas fronteiras
Tomando partido
Da minha obra inteira.
Nem distante
Nem errante,
Partícula sóbria
Dos perigos constantes.
É perigoso ficar e partir-se.
É perigoso partir e encontrar-se.
👁️ 13
A Visão
Eu fechei os meus olhos, e com os meus olhos fechados
Eu vou fechada para qualquer visão.
Fechei os meus olhos e para os olhos abertos a me observar
Eu sou um mundo em distração, um silêncio tropeçado,
Um nó displicente de desejo no nada da cegueira sempre atado.
Eu fechei os meus olhos pra poder fazer de mim
O que há por dentro visão,
Fechada para a cegueira do mundo em distração,
Fecho os meus olhos para os desejos displicentes dos olhos abertos
No que veem tropeçados, fechei os meus olhos
Para os olhares em nó de cegueira não ver atados.
Guarda-me silêncio de nada ver,
Revela-me visão de ninguém escutar,
Canta-me no escuro a luz de coisa alguma ter,
Dança-me no desconhecer o alívio de por nada me guiar.
Porque eu fechei os meus olhos
E pra tudo o que os olhos abertos podem ver
O coração não abre guarda,
Porque de olhos fechados o escuro do possível
É a possibilidade para que o improvável arda,
E de olhos fechados, no alto da incerteza,
Não há espaço para duvidar,
De olhos fechados nada atrapalha minha visão,
E no que não se vê está sempre a certeza a chamar.
Porque no fechar dos olhos vem o coração de toda a visão ser a guarda,
E a luz da possibilidade que não se vê
É o escuro se fazendo para que o impossível arda,
E no espaço da incerteza não fala alto a visão a duvidar,
De olhos fechados nada atrapalha a certeza de não ver,
E a visão está sempre a chamar.
Guarda-me, revela-me, no alto da incerteza,
De olhos fechados,
Renda-me em coração o andar no escuro para que eu veja.
Eu vou fechada para qualquer visão.
Fechei os meus olhos e para os olhos abertos a me observar
Eu sou um mundo em distração, um silêncio tropeçado,
Um nó displicente de desejo no nada da cegueira sempre atado.
Eu fechei os meus olhos pra poder fazer de mim
O que há por dentro visão,
Fechada para a cegueira do mundo em distração,
Fecho os meus olhos para os desejos displicentes dos olhos abertos
No que veem tropeçados, fechei os meus olhos
Para os olhares em nó de cegueira não ver atados.
Guarda-me silêncio de nada ver,
Revela-me visão de ninguém escutar,
Canta-me no escuro a luz de coisa alguma ter,
Dança-me no desconhecer o alívio de por nada me guiar.
Porque eu fechei os meus olhos
E pra tudo o que os olhos abertos podem ver
O coração não abre guarda,
Porque de olhos fechados o escuro do possível
É a possibilidade para que o improvável arda,
E de olhos fechados, no alto da incerteza,
Não há espaço para duvidar,
De olhos fechados nada atrapalha minha visão,
E no que não se vê está sempre a certeza a chamar.
Porque no fechar dos olhos vem o coração de toda a visão ser a guarda,
E a luz da possibilidade que não se vê
É o escuro se fazendo para que o impossível arda,
E no espaço da incerteza não fala alto a visão a duvidar,
De olhos fechados nada atrapalha a certeza de não ver,
E a visão está sempre a chamar.
Guarda-me, revela-me, no alto da incerteza,
De olhos fechados,
Renda-me em coração o andar no escuro para que eu veja.
👁️ 18
A Casa
A minha casa eu construí com o brilho de querer brilhar...não é longe nem distinto
de si o brilho quando em si já se faz toda intenção de brilhar...mas que na espécie
rara da minha voz ao minha casa fitar, o tom absorto dos olhos a todas as portas
abrir e em cada chave a vida num novo patamar.
A minha casa veio de longe nos meus caminhos primeiros a me soprar o brilho
da noite de sonhar em brilhar, minha casa se fez apresentar em mim a estrela da
manhã de em brilho ver meu coração se contornar.
A minha casa respira no Amor que construí no brilho de querer amar, e em cada
respirar da minha casa em mim se constrói o brilho de com Amor tudo nela
cercar...
A minha casa não é lugar de descanso, mas eis que certo dia hei eu de chegar ao
cansaço, e no fôlego último pedir pro fogo me fazer nele respirar...
Seja como for, na minha casa tem a própria essência de amar em todos os
opostos de si e do mundo que se fazem conhecer pra que o Amor possa se
sustentar.
E eu respiro no fogo de ver brilhar o sonho da minha casa os alicerces de
construir o sempre querer, e eis que me retomo em mim minha morada de
levantar acerca do Amor o sempre perto brilho de ver o sonho da minha casa
brilhar. E eis que construo minha casa e minha casa me constrói e porque, no voo
incessante de querer o brilho fazer em fogo o construir e o respirar da minha
casa em Amor, estou eu pra além da minha casa ver o meu sonho de a partir
dela fazer o brilho voar.
de si o brilho quando em si já se faz toda intenção de brilhar...mas que na espécie
rara da minha voz ao minha casa fitar, o tom absorto dos olhos a todas as portas
abrir e em cada chave a vida num novo patamar.
A minha casa veio de longe nos meus caminhos primeiros a me soprar o brilho
da noite de sonhar em brilhar, minha casa se fez apresentar em mim a estrela da
manhã de em brilho ver meu coração se contornar.
A minha casa respira no Amor que construí no brilho de querer amar, e em cada
respirar da minha casa em mim se constrói o brilho de com Amor tudo nela
cercar...
A minha casa não é lugar de descanso, mas eis que certo dia hei eu de chegar ao
cansaço, e no fôlego último pedir pro fogo me fazer nele respirar...
Seja como for, na minha casa tem a própria essência de amar em todos os
opostos de si e do mundo que se fazem conhecer pra que o Amor possa se
sustentar.
E eu respiro no fogo de ver brilhar o sonho da minha casa os alicerces de
construir o sempre querer, e eis que me retomo em mim minha morada de
levantar acerca do Amor o sempre perto brilho de ver o sonho da minha casa
brilhar. E eis que construo minha casa e minha casa me constrói e porque, no voo
incessante de querer o brilho fazer em fogo o construir e o respirar da minha
casa em Amor, estou eu pra além da minha casa ver o meu sonho de a partir
dela fazer o brilho voar.
👁️ 15
Entre Nós
Mas eu fico, disse ela, não em conformidade, mas firme de aceitação. Fico entre
nós, e sou entre nós, mas entre nós não me quebrem nos espaços, não façam
seus pés entre os meus colocar, para que eu caia tão somente antes de dançar. Eu
fico, mas não reinem sobre mim, sobre mim não me façam saber em ausência de
si, ausência de nós. Eu fico, mas deixem que eu me ensine das coisas que sei e
respire não os sonhos seus de mim, deixem-me do ar sentir uma falta que de
angústia seja minha. Eu fico entre nós, mas caibam-me entre vós, saibam que
somos nós, atados, apoio de laços, movimentos inteiros de ser um, de agregarnos. Eu fico, mas não me dissolvam como a um nó, que por entre nós fiquem os
laços que nos cabem.
Mas eu fico, disse ela em conformidade com o que aceitara. Fico entre os nós que
somos e os espaços que nos quebramos, faço dos nossos pés os meus a colocar
para que dancemos antes de cairmos. Eu fico, mas não quero reinar sobre nós,
sobre mim não haverá ausência do que somos nós. Eu fico e deixo que me
ensinem das coisas que sabemos, e respiro o que de nós são os sonhos, deixo
que na falta do ar respiremos em conjunto. Eu fico entre nós, e faço que caibam
em mim, sei de mim como nós, atada ao apoio de nossos laços, um ser que se
movimenta inteiro a agregar-nos. Voltando-me aos nossos laços, eu fico e não me
dissolvo entre nós.
nós, e sou entre nós, mas entre nós não me quebrem nos espaços, não façam
seus pés entre os meus colocar, para que eu caia tão somente antes de dançar. Eu
fico, mas não reinem sobre mim, sobre mim não me façam saber em ausência de
si, ausência de nós. Eu fico, mas deixem que eu me ensine das coisas que sei e
respire não os sonhos seus de mim, deixem-me do ar sentir uma falta que de
angústia seja minha. Eu fico entre nós, mas caibam-me entre vós, saibam que
somos nós, atados, apoio de laços, movimentos inteiros de ser um, de agregarnos. Eu fico, mas não me dissolvam como a um nó, que por entre nós fiquem os
laços que nos cabem.
Mas eu fico, disse ela em conformidade com o que aceitara. Fico entre os nós que
somos e os espaços que nos quebramos, faço dos nossos pés os meus a colocar
para que dancemos antes de cairmos. Eu fico, mas não quero reinar sobre nós,
sobre mim não haverá ausência do que somos nós. Eu fico e deixo que me
ensinem das coisas que sabemos, e respiro o que de nós são os sonhos, deixo
que na falta do ar respiremos em conjunto. Eu fico entre nós, e faço que caibam
em mim, sei de mim como nós, atada ao apoio de nossos laços, um ser que se
movimenta inteiro a agregar-nos. Voltando-me aos nossos laços, eu fico e não me
dissolvo entre nós.
👁️ 15
Dizer ao Mundo Que Nada é Tão Divertido Quanto a Vida a Que te Dispões
Por que não te fazer cantar?
Sobrepor em asas o tom maçante do marchar...
Por que não te fazer perder?
Nos trilhos que te põe a cuidar, um descuido a te guiar...
Por que não te fazer tropeçar?
Dançar um outro passo no teu caminho reto a te esmagar...
Por que não te fazer desenhar?
Mudar os traços e os quadros que compõem o teu olhar...
Por que não te fazer escutar?
Converter a beleza do teu silêncio em palavras que querem voar...
Por que não te fazer sonhar?
Rasgar a realidade em fios mais nobres a tecer o teu andar...
Por que não te fazer sentir?
Mover os tons que são teus ao coração do mundo...
Por que não te fazer inventar?
Ver nascer em tua face uma face filha de si mesma, criando um pouco de ti na
face de todas as coisas...
Por que não te fazer espalhar?
Conhecer a tua casa em todos os lugares que teu coração abriga...
Por que não te fazer cair?
Deixar que um abismo próximo te seja interrompido...
Por que não te fazer chorar?
Enxugar da tua mágoa toda a beleza do teu coração, vê-la cair em outras
alegrias...
Por que não te fazer ridículo?
Dizer ao mundo que nada é tão divertido quanto a vida a que te dispões...
Por que não te fazer brincadeira?
Subir, descer, cair, machucar, rir do choro e engolir a lágrima com um sorriso...
Por que não te fazer ausência?
Sem propósito além do próprio crescer, sem ponto final além do que é caminhar...
Por que não te fazer presença?
Qual silêncio ver tua luz brilhar, sem que digas teu nome todos a te chamar...
Por que não te fazer desaparecer?
Pro mundo ser ausente de valores, pra ti ser a totalidade de todas as crenças...
Por que não te fazer fracassar?
Livrar-te das correntes do sucesso escrito em papéis, e ver teu nome timbrado em
espaços de nenhuma formalidade e toda vida...
Sobrepor em asas o tom maçante do marchar...
Por que não te fazer perder?
Nos trilhos que te põe a cuidar, um descuido a te guiar...
Por que não te fazer tropeçar?
Dançar um outro passo no teu caminho reto a te esmagar...
Por que não te fazer desenhar?
Mudar os traços e os quadros que compõem o teu olhar...
Por que não te fazer escutar?
Converter a beleza do teu silêncio em palavras que querem voar...
Por que não te fazer sonhar?
Rasgar a realidade em fios mais nobres a tecer o teu andar...
Por que não te fazer sentir?
Mover os tons que são teus ao coração do mundo...
Por que não te fazer inventar?
Ver nascer em tua face uma face filha de si mesma, criando um pouco de ti na
face de todas as coisas...
Por que não te fazer espalhar?
Conhecer a tua casa em todos os lugares que teu coração abriga...
Por que não te fazer cair?
Deixar que um abismo próximo te seja interrompido...
Por que não te fazer chorar?
Enxugar da tua mágoa toda a beleza do teu coração, vê-la cair em outras
alegrias...
Por que não te fazer ridículo?
Dizer ao mundo que nada é tão divertido quanto a vida a que te dispões...
Por que não te fazer brincadeira?
Subir, descer, cair, machucar, rir do choro e engolir a lágrima com um sorriso...
Por que não te fazer ausência?
Sem propósito além do próprio crescer, sem ponto final além do que é caminhar...
Por que não te fazer presença?
Qual silêncio ver tua luz brilhar, sem que digas teu nome todos a te chamar...
Por que não te fazer desaparecer?
Pro mundo ser ausente de valores, pra ti ser a totalidade de todas as crenças...
Por que não te fazer fracassar?
Livrar-te das correntes do sucesso escrito em papéis, e ver teu nome timbrado em
espaços de nenhuma formalidade e toda vida...
👁️ 14
O Sangue
Eu gosto que meu coração sangre, eu gosto que ele se estenda em dor e gosto
que ele se reconheça em sofrimento, eu gosto que meu coração tenha que
procurar a cura dum sentimento em outro sentir de si ou no puro causar de sua
ferida a cura em seu próprio movimento.
Eu gosto que meu coração sangre e se faça o princípio da dor que principia a
vida, que ele sangre e derrame sobre a ferida de sangue o reatar de sua alegria
dividida.
Eu gosto que meu coração sangre e conheça que o sangue estendido no dividir
de sua alegria é a seiva que o retoma em seu tempo na promessa de que no seu
reflorescer tudo se alivia.
Eu gosto que meu coração sangre e na sua alegria retomada não mais em tempo
se veja, no que em seu sangue refloresce a vida não mais em promessa, e que
em seu sangue há de si a própria cura, que na sua própria alegria a seiva da dor
em condição seja.
Eu gosto que meu coração sangre, pois que, no sangue, dividida, está e sempre
é...a própria vida.
que ele se reconheça em sofrimento, eu gosto que meu coração tenha que
procurar a cura dum sentimento em outro sentir de si ou no puro causar de sua
ferida a cura em seu próprio movimento.
Eu gosto que meu coração sangre e se faça o princípio da dor que principia a
vida, que ele sangre e derrame sobre a ferida de sangue o reatar de sua alegria
dividida.
Eu gosto que meu coração sangre e conheça que o sangue estendido no dividir
de sua alegria é a seiva que o retoma em seu tempo na promessa de que no seu
reflorescer tudo se alivia.
Eu gosto que meu coração sangre e na sua alegria retomada não mais em tempo
se veja, no que em seu sangue refloresce a vida não mais em promessa, e que
em seu sangue há de si a própria cura, que na sua própria alegria a seiva da dor
em condição seja.
Eu gosto que meu coração sangre, pois que, no sangue, dividida, está e sempre
é...a própria vida.
👁️ 14
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