Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

21 926 Visualizações

ANJO

Tirada tão abruptamente
Sonolenta
Voo sem asas
Inquietante dor
Dos que se jogam nos braços do PAI
Do olhar humano, nada se entende!
Do olhar divino?!!
Recebe a criança, moça, indefesa, sem regras e nenhum temor.
Recebe para cuidar o que criou.
Com amor e doçura de quem é o verdadeiro PAI, que fica atento as mazelas humanas....
Fica a distância incalculável de quem amou e se dedicou.
Amor imensurável de mãe!!!!
Mas que na finitude do Céu encontrará seu abraço, no anjo que criou!
(para uma mãe, dolorida com a perda de uma filha)
Ler poema completo

Poemas

121

INTEIRO

Jogue fora as incertezas
A cara amarrada
Se livre do que não integra
D e s o p i l e
Se não deu certo, siga!
Acredite
Acreditar é ter fé e fé é amor.
Não siga a moda dos outros
Use o seu instinto
Nele você se configura
Inteiro
E dono de si.
131

PÁSCOA

Sobre a Páscoa
Sobre o Amor
Sobre tudo em volta
E ao redor
O ano inteiro
Generosidade
A serviço do outro
E não de si mesmo
Deixando rastros de um caminho
Que já foi vivido
E ensinado a todos nós
Por um homem
Senhor
Mestre
Morto
VIVO ENTRE NÓS!
120

SUSTENTABILIDADE

Da sustentabilidade a razão
Da vida observada
Em questão
Olhando com determinação
Ao que precisamos mudar
Na natureza
Ou dentro de nós
Preparando futuro/resposta
Ao nosso
Ou dos nossos
Lá na frente
Perspectiva
Abrangência
Global
117

ESSÊNCIA

Sou assim
Sem grandes intenções
Me faço ver pelo que realmente sou
Minha docilidade vem de Deus
E a alegria do momento
Sei ver por entre faces
E de lá só trago o que é necessário
Assim me desvendo e encontro
Assim!
Sem grandes pretensões...
169

IPÊ

O encanto do Ipê está nas cores
Nos arredores de uma copa
Na sombra que dá
Na delicia do olhar
De quem sabe compor
Em detalhes
Um verso retrato
136

ESCRITOS

De um tempo para cá
Sou construção em reforma
Me alimento do encantar
Do escrever como canto
E deleito sobre o penar
De uma caneta
Sem o peso do nada
Da tempestade acolher
Da mais fina temperança
Dádivas, suavidade, trocas afins...
184

CAFÉ

Um café
Uma água
Um mistério
Um livro
Um brioche
Delícias de um café
Literário
Adocicado
Criam-se odores/Rumores
Amores
Doces
Em um café
181

SERENIDADE

Hoje acordei distante,
serena e poetisa, mas 
do que isso, em sonho.
Quando me vejo a escrever
rosas de lotus, me desvendo
me entrego...
Entendo!
Calmarias e chamas
Chegando de toda a parte
Traçando caminhos
Direcionando ideias e cuidando para não perder ideais.
Refrão e argumentos
De uma ideia solta e só minha
107

OPOSTOS

Universos distantes
Prontos
Estabelecidos
Acirrados do que erramos
Muitas vezes!
Vezes contidas
Num sereno!
158

O AMOR

Ah, o amor!
Por ele cometemos delitos
Vivemos o infinito
Sem pestanejar
E mensurar o imensurável
Não sabemos sequer defini-lo
Por que quem sente o amor
Vive
Se encanta
Enobrece
Acontece no ritmo que bate
O coração
Com alegria e satisfação
De quem se doa
Contente
Para viver a que vivemos
E seguimos sorridentes
Pela vida
Eternamente... Ah, o AMOR
129

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.