Lista de Poemas

Dono do teu prazer

Em cada dia que passa mais me surpreendes...


Gosto de ti assim, mulher verdadeira, capaz do sim e do não...


Adoro que me queiras homem, dono do teu prazer,
esse que só imagino, e que espero merecer.
se mo queres ofertar, homem só teu eu serei,
vivê-lo contigo quero, dono de mim te saberei..


Húmida em cada dia te deixo, de manhã, logo cedinho,
percorro teu corpo inteiro, teu odor me enebria
trocamos nossas salivas, em nossas bocas famintas
bebo teu leite de gozo que brota do teu reguinho.

Himeros
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Versejador

Eu sei que não sou poeta
Mas gosto de versejar,
Gosto de arrumar palavras
E assim o tempo passar...
Sou como tu, natureza
No teu constante fluir,
Somos o tudo e o nada
Ontem, hoje, e o que há-de vir...
Nesta, ou noutra qualquer,
Somos forma intemporal,
Agora somos assim
Amanhã seremos tal....
Um tal que não entendemos
Nem sabemos explicar,
Somos sujeito e verbo
Somos amor e amar...
Hoje seremos só sonho
Mas sempre especulação,
Nós somos só natureza
Em constante evolução...
Somos barro, somos artista,
Somos tela, tinta e pintor
Somos poeta e palavra
Somos alegria e dor...
Não somos princípio nem fim
Nem tão pouco solução,
Não nascemos, não morremos
Somos arte em confusão.
Não sou poeta bem sei,
Poeta não escreve assim,
Sou simples versejador
Muito pior que ruim...

Himeros
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Despedida



Ante os meus olhos
Fascinados de te vêr
Sublime e bela do meu mundo
Vais partir,
Recordações e saudades
Vão ficar,
Feridas insanáveis
No meu peito vão abrir....
A cada instante
Vou sentir-te em pensamento
Em cada canto vou achar o teu lugar,
Em cada flor vou mitigar a minha dor
O teu encanto no meu peito
Vou guardar.
Poemas te farei
Na solidão do meu queixume,
Jardins inventarei pr/a não esquecer o teu perfume.

Himeros


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OS TEUS SEIOS

Não são grandes nem pequenos
Fazem eles minha afeição
Seus biquinhos arrocheados
São divina tentação.
Eu bem que os queria beijar
Para meu gaudio e prazer
Eu bem gostava que fossem
Minha razão de viver.
Pla nesga daquela vidraça
Da janela que aberta deixas
Em cada noite eu os miro
No instante em que te deitas.
De assim ser culpa não tenho
És beleza, sublimação
Caminho para a loucura
É mal sem solução....

Himeros
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Eu endoideço

Eu, endoidecido pela impressionante beleza do teu corpo, deliciando meus lábios no polegar do teu pé direito, que, de quando em vez entrava na profundeza da minha boca, o que, ainda que momentaneamente, me levava a imaginar-me num mundo irreal, onde só a beleza e o amor tinham guarida.
Tu arfavas e davas largas ao teu prazer, de quando em vez os nossos olhos encontravam-se, e nos teus eu via o sorriso da tua gratidão.
Mudei de pé, e contentei o polegar do pé esquerdo para que não ficasses zangado. O êxtase repetiu-se...
Cuidadosamente te distendi as pernas, que sobre os lençóis de linho, eu quiz que ficassem entreabertas.
O teu sexo, belo como se de obra de arte se tratasse, estava agora ante os meus olhos de espanto, esperando o beijo desejado.
Mas eu queria saborear aquele momento muito à minha maneira, e nos teus joelhos eu depositei beijos quentes, mordisquei-te um atrás do outro, e empreendi o caminho que traçara na minha mente.
Eu havia ficado fascinado com a beleza interior das tuas pernas quando as tiveras naquele ângulo de 90 graus. Como me podia esquecer.
Empreendi o percurso beijando cada uma delas centímetro a centímetro daquela pele macia. Parei ao chegar às tuas virilhas, abri-te mais as pernas, tu não resististe.
Deliciei-me lambendo, em movimentos muito lentos, cada uma das tuas virilhas, tu contorcias-te, tu imploravas que parasse, que não aguentavas aquele delicioso prazer.
Em tuas palavras de paixão me dizias, vou ser tua, não resisto, é muito, muito bom, para meu amor...
Levantei a cabeça, olhei-te nos olhos, e soerguendo o meu corpo, fui depositar um beijo profundo na tua boca... .
Com todo o meu amor
Himeros
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No dia mais ou menus


Tanto podemos vencer
Como podemos falhar
Mesmo antes de nascer
Começamos a arriscar

Começamos a viver
Começamos a jogar
A vida é uma roleta
Jogo de fortuna ou azar;


Há que saber perder
Há que saber ganhar
A vida é uma roleta
Há que aprender a jogar;


Vencendo às vezes é perder
Perdendo às vezes é ganhar
Nesta roleta da vida
Temos de saber jogar;


Jogamos para vencer
Aprendemos a arriscar
A vida é uma roleta
Jogo de fortuna ou azar


Se se ganha Deus me ajudou
Diz o povo quando sai bem,
Foi o diabo que o levou
Se se perde o que se tem.

Himeros
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AO CORRER DA PENA



VERSOS AO CORRER DA PENA


Amor rima com dor
E ter vai com poder,
Laracha rima com graça
Desamor faz com sofrer.

Andar vai com caminhar
Frustração com indolência,
Terminar vai com parar
Sagacidade faz sapiência.

Aldabrão vai com sermão
E fome rima com pobre,
Salsifré faz com banzé
Ocasião vai com ladrão.

Picada joga com xiça
E dói com agressão,
Paladar com linguiça
E confusão com multidão.

Malmequer rima com flor
Mas também com bem querer,
Quem muito ama assim sofre
Diz-se que é bom um tal sofrer.

Desde o dia em que te vi
Não parei de me encantar,
Faminto do teu amor
Nunca me hei-de cansar...


Himeros
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Num dia dos namorados


NAMORAR?

É desejar que o melhor do mundo
aconteça à nossa namorada,
É gostar sofrendo
é ser-se feliz pensando.

É sonhar-se sempre
para além da noite e do sono,
intemporalmente !...

É pensar em flores e em cânticos suaves
e em palavras que não sabemos inventar,

É pensar a vida
sem tempo nem espaço
é pensar na eternidade,

É esperar que o amor aconteça...

Himeros
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Só sei que te amo

Não sei tocar piano,
Violino ou rabecao,
Só sei que te amo muito
Beijo-te a palma da mão.

Himeros
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Corpos fundidos num só

Aquele beijo na tua boca ardente de desejo, durou o tempo que quiseste, Marta...
De corpos cingidos, ali ficámos deliciando o nosso encantamento.
Enquanto isso, teus mamilos hirtos, como que pretendiam perfurar a carne do meu peito.
Para que dúvidas não me ficassem esperei para me certificar que não me enganara, e logo constatei que eles, sempre e sempre mais hirtos, me convidavam a que os afagasse carinhosamente.
Oh Marta, que se passa? te perguntei de pronto. Olhaste-me com esses olhos de fêmea faminta e uma resposta abafada, quase indistinta, te saiu da garganta: não seiiii..
Descingimos nossos corpos e os teus seios, belos, mostraram-se a meus olhos em toda a sua formosura.
Levemente, em movimentos centrípetos, passeei os meus dedos naqueles mamilos rijos e apetitosos, mas depois, não me contendo, minhas mãos se encheram no absoluto do teu corpo celestial.
Contorcias-te, o desejo retornara a tomar conta de ti, e me pediste, Beija. E eu beijei, mordisquei os teus mamilos desejosos dos meus lábios, dos meus dentes, da minha língua.
Entretanto, a minha mão direita, acariciava o teu ventre, enquanto tu Marta, me sussurravas palavras de gratidão.
As tuas nádegas perderam o sossego, e passaram a contorcer-se em repetidos movimentos de vai e vem.
Da tua boca passaram a sair sons que eram tudo menos palavras; ora gemidos, ora gritos sufocados, ora ais e ais, eivados de desejo, ora sussurros de mulher feliz.
Senti as tas unhas cravarem-se na minha carne, o meu corpo estremeceu ao sentir aquela sensação de dor/prazer, que sempre me proporcionas e que eu adoro.
Não resisti, Pousei minha cabeça sobre o teu ventre e perdi-me naquela dor/prazer das tuas unhas rasgando a minha carne.
Para a Marta com todo o meu amor.
Teu Himeros
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