Lista de Poemas
Prisioneiros da matéria
É o corpo que pertence à alma e não a alma ao corpo
Sem alma não há matéria
Digamos que a alma é Deus e que a matéria é fruto dele
A matéria e o pensamento, coisas distintas mas que influenciam um ao outro
Digamos que a matéria é o espelho da alma.
Libertar-me
Libertar-me
Libertar-me de trambolhões mentais
Dar-me à vida, às boas ideias e sentimentos
Deixar-me ir como o rio servindo seu destino
Sem se queixar
Sem se importar de quedas ou barragens
E desaguar no imenso manto liquido
Nadar, s'embrulhar
Respirar, absorver o espaço
Entrar dentro do vento, sentir-lhe a dança
Estar à chuva e sentir a ilha que somos
Amar a brasa da vida.
Fernando Granja
Augusto
D'agua estas tu bem cercado
Entraste na ilha p'ra onde eu queria fugir
Sol e vento p'la proa é o moto que quero sentir
Mas as estrelas são os teus ais
estar junto contigo na solidão
e passar-mos dum corpo p'ra o outro
viríamos que éramos iguais.
O desfalco
afiguras-te pelo teu exterior o que eu te conheço.
Vem, bate tuas aguas em mim
bate e sente o desconhecido meu ser
que como para ti ele se apresenta
apresentas-te tu para mim
Vem e apalpa este interior meu
que só meu é
Vem mar, vem escutar
vem e bate sem parar
vem e faz meus eus vibrar.
Bom dia
é a paisagem desta bela manhã.
Navegando vêem as nuvens do norte,
o sol não se deixa esperar, Zás!
A minha VONTADE monta a NUVEM vinda do norte.
Leva-me ela no seu SOBE e DESCE, como no carrossel para crianças.
Maravilha-me o espírito com seu VOO, SUAVEMENTE,
E faz crescer dentro de mim o ARFAR de CONTENTE.
Não quero ser eterno
Não quero ser eterno,
São já tantos esses que seguem por esse caminho...
Não quero ser eterno
Abdico
FG.
A música
A música preenche parte das saudades que tenho de mim em momentos onde o abraço se faz esperar.
FG
Eros
Eros leva a mão à bolsa ainda húmida… Tivera sonhado com Aphrodite.
Ao anoitecer do dia anterior, Aphrodite esvoaçava os céus rompendo o anoitecer com clarões o que fez sonhar Eros.
Eros ainda retia a mão em sua bolsa e começara a imaginar Aphrodite deitada de bruços na relva orvalhada, e com a mão disponível ceifou um punhado de relva e levou-o a imaginar um Plumeau percorrendo do sopé o vale das gémeas colinas até encontrar a fonte da humanidade…
Eros glorificou !
O orvalho quente tocou o solo fortuito!
FG.
Estranho
FG.
Devagar
Roçando nas margens pelo rio acima, até encalhar
FG.
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