Lista de Poemas
VAPOR QUE DÁ VIDA
Andei pensando em me evaporar
Num vapor suave tal brisa leve
Num vento breve que sopra ao mar
Para tocar tua alma branca feito neve.
Em teu puro coração repousar
Acalentar-te com forte amor e paz
As tuas macias mãos acariciar
Na tua pele teus pelos arrepiar vivaz.
O teu delicado rosto contornar
Balançar os teus longos cabelos
No teu ventre de mãe descansar
Misturar com teu fôlego em anelos.
Invadir e oxigenar os teus suspiros
Aumentar e expandir o teu respirar
Manter-te viva e teu alento fortificar
Soprar-te nas entranhas refrigérios.
Num vapor suave tal brisa leve
Num vento breve que sopra ao mar
Para tocar tua alma branca feito neve.
Em teu puro coração repousar
Acalentar-te com forte amor e paz
As tuas macias mãos acariciar
Na tua pele teus pelos arrepiar vivaz.
O teu delicado rosto contornar
Balançar os teus longos cabelos
No teu ventre de mãe descansar
Misturar com teu fôlego em anelos.
Invadir e oxigenar os teus suspiros
Aumentar e expandir o teu respirar
Manter-te viva e teu alento fortificar
Soprar-te nas entranhas refrigérios.
👁️ 184
SOLIDÃO
Eu estive sozinho, estive tanto tempo sem alguém, foi difícil mas me encorajei. Por tempo me acostumei com a ilusão de que às vezes um pouco de solidão não faz bem, acaba fazendo bem sim. Sem esperança futura de encontrar um novo amor, que fosse compatível, um pouco sozinho dia a dia me servia de apoio para varrer o vazio imenso que existia dentro de mim. Ficou um rastro longo de um caminho que por muitas vezes por mim foi trilhado. Andei nele de várias formas por muitos anos tentando acertar os passos. Foram muitas quedas, muitos erros e acertos também. Saudades do que era bom, reflexos do medo por causa de alguns comportamentos exagerados. Apartei-me, fiquei sozinho, amparado pela lei de Deus. Tive muitas culpas, mas sem duras intenções no coração. Acho que alcancei misericórdia, porque não justifico a mim mesmo. Antes aceitei ser culpado por tudo, condenando-me à pena de solidão, onde percebi e entendi que há laços que nunca deverão ser desfeitos, que há elos que nunca deverão ser quebrados, alianças que jamais poderão ser anuladas. Porque há um mistério por detrás da união entre o homem e a mulher, entre os filhos gerados dessa união quando legítimamente sadia. Quando tudo isso se rompe, causa um grande abalo no coração e na alma e por mais que encontremos algo novo que possa ser melhor, jamais conseguiremos fugir das consequências, muito menos esquecer ou apagar o que passou.
Erimar Santos.
Erimar Santos.
👁️ 185
AMOR NOVO
Encontrei-me com um novo amor
Que me trouxe nova esperança
Ignorando a lembrança da dor
Nele depositei minha confiança.
A fidelidade seja o bálsamo
Que alivie o pensar duvidoso
Encontrou-me o amor honroso
Mulher de fibra de cânhamo.
Ela tem cabelos negros e longos
Grossos, macios, e brilhantes
Olhos negros d'águas dos lagos
Cor morena, índia da tribo Xavantes.
Altura que o meu ombro alcança
Com um rosto delicado e pueril
Dentro do peito seu coração dança
Nos doces lábios, beijo na boca febril.
Já não ando mais solitário e triste
Isolado e sem ter alguém comigo
A quero por todo instante que existe
Como quem cuida e fornece abrigo.
Que me trouxe nova esperança
Ignorando a lembrança da dor
Nele depositei minha confiança.
A fidelidade seja o bálsamo
Que alivie o pensar duvidoso
Encontrou-me o amor honroso
Mulher de fibra de cânhamo.
Ela tem cabelos negros e longos
Grossos, macios, e brilhantes
Olhos negros d'águas dos lagos
Cor morena, índia da tribo Xavantes.
Altura que o meu ombro alcança
Com um rosto delicado e pueril
Dentro do peito seu coração dança
Nos doces lábios, beijo na boca febril.
Já não ando mais solitário e triste
Isolado e sem ter alguém comigo
A quero por todo instante que existe
Como quem cuida e fornece abrigo.
👁️ 689
PRIMEIRO ENCONTRO
No primeiro encontro me deu
Um simbólico aperto de mão
Tão gélido o que me ofereceu
Que esfriou até o meu coração.
Fitei-a diretamente na face
Nos olhos uma viva energia
Que aqueceu sem disfarce
O meu peito com altiva alegria.
Pela maciez das palavras doces
Com as quais me prendia
Sem conjecturas precoces
Atentamente a ouvia.
Muito tempo passou comigo
Sentados nos confidenciando
Eu me imaginando a beijando
Mas contente com aquele castigo.
Na despedida repetida feita
Séria e com boa expressão
Estendeu-me a mão direita
Mais um aperto e nenhuma ação.
Um simbólico aperto de mão
Tão gélido o que me ofereceu
Que esfriou até o meu coração.
Fitei-a diretamente na face
Nos olhos uma viva energia
Que aqueceu sem disfarce
O meu peito com altiva alegria.
Pela maciez das palavras doces
Com as quais me prendia
Sem conjecturas precoces
Atentamente a ouvia.
Muito tempo passou comigo
Sentados nos confidenciando
Eu me imaginando a beijando
Mas contente com aquele castigo.
Na despedida repetida feita
Séria e com boa expressão
Estendeu-me a mão direita
Mais um aperto e nenhuma ação.
👁️ 192
RAZÃO, LUZ QUE ILUMINA
Razão ilumina a minha mente
No que será uma nova caminhada
Para preencher o que está ausente
Dentro da minha alma fragilizada.
Razão seja lá como tenha que ser
Mas guarde os meus pés nos trilhos
Vai além do que os meus olhos podem ver
Porque ela é linda demais e tem brilhos.
Razão não deixe que a emoção
Se ao tê-la em meus braços
Mostre-me de vez uma direção
E eu me perder em seus abraços.
Razão por favor me fortaleça
Caso em sua boca aos beijos
Me deixe levar e me emudeça
Prevalecendo em mim seus desejos.
Razão sabes que sou um fraco, é fato
Que me embriaga sempre a paixão
Para que eu não me entregue no ato
Dê-me paciência com reflexão.
Razão, mas se ela for a que eu busco
Deixe-a, que em tudo me domine
Descubra a transparência sem ofusco
Que com parcimônia me examine.
No que será uma nova caminhada
Para preencher o que está ausente
Dentro da minha alma fragilizada.
Razão seja lá como tenha que ser
Mas guarde os meus pés nos trilhos
Vai além do que os meus olhos podem ver
Porque ela é linda demais e tem brilhos.
Razão não deixe que a emoção
Se ao tê-la em meus braços
Mostre-me de vez uma direção
E eu me perder em seus abraços.
Razão por favor me fortaleça
Caso em sua boca aos beijos
Me deixe levar e me emudeça
Prevalecendo em mim seus desejos.
Razão sabes que sou um fraco, é fato
Que me embriaga sempre a paixão
Para que eu não me entregue no ato
Dê-me paciência com reflexão.
Razão, mas se ela for a que eu busco
Deixe-a, que em tudo me domine
Descubra a transparência sem ofusco
Que com parcimônia me examine.
👁️ 183
NO PROFUNDO DAS ÁGUAS
Atirei uma pedra ao mar
E a esperei tornar à superfície,
Esperei por pura ignorância.
Pequena rocha não flutua, mas esperei.
Porque a comparei aos meus sonhos,
Que a muito desapareceram
Feito imersos no profundo das águas,
Mas vivo ansioso em alcançá-los.
São anseios que há tempos,
Espero com paciência e zelo,
Não desisto em vê-los realizados,
Assim como a pequena rocha
Tornar à superfície, transformada.
A natureza muda de tempos em tempos,
Muitas coisas se transformam,
E os nossos sonhos estão lá tão longe,
Ou às vezes tão ao nosso lado.
Nisto ponderei as águas e ondas do mar,
Elas que suscitam tantas coisas,
Levando e trazendo esperança e vida,
Muitas vezes se limpando da sujeira.
Que quando se embravecem,
Podem destruir tudo pela frente
E lançam fora ou sugam para o fundo,
Pois tem poder para expelir
Tanto quanto para engolir ao irarem-se.
Mas o que diria? Realizar sonhos
Sob a tempestade de águas
Ou aguardá-los lentos
E nunca os trazerem á tona?
As tempestades são as lutas,
A calmaria é o vício do ócio,
O comodismo farto do dia a dia,
A inerte energia que não se desprende.
Enfrentando a braveza das águas
Aguardando-a devolver minha pedra.
Meus sonhos realizados que voltarão,
Transformados na realidade que almejo.
E a esperei tornar à superfície,
Esperei por pura ignorância.
Pequena rocha não flutua, mas esperei.
Porque a comparei aos meus sonhos,
Que a muito desapareceram
Feito imersos no profundo das águas,
Mas vivo ansioso em alcançá-los.
São anseios que há tempos,
Espero com paciência e zelo,
Não desisto em vê-los realizados,
Assim como a pequena rocha
Tornar à superfície, transformada.
A natureza muda de tempos em tempos,
Muitas coisas se transformam,
E os nossos sonhos estão lá tão longe,
Ou às vezes tão ao nosso lado.
Nisto ponderei as águas e ondas do mar,
Elas que suscitam tantas coisas,
Levando e trazendo esperança e vida,
Muitas vezes se limpando da sujeira.
Que quando se embravecem,
Podem destruir tudo pela frente
E lançam fora ou sugam para o fundo,
Pois tem poder para expelir
Tanto quanto para engolir ao irarem-se.
Mas o que diria? Realizar sonhos
Sob a tempestade de águas
Ou aguardá-los lentos
E nunca os trazerem á tona?
As tempestades são as lutas,
A calmaria é o vício do ócio,
O comodismo farto do dia a dia,
A inerte energia que não se desprende.
Enfrentando a braveza das águas
Aguardando-a devolver minha pedra.
Meus sonhos realizados que voltarão,
Transformados na realidade que almejo.
👁️ 187
O METAL SOA RETINENTE
O metal soa retinente e agudo
Um som que invade o universo
Que faz milagres no cego e mudo
E com seus olhos e boca faz verso.
São trombetas açacaladas de ouro
Tocadas por uma legião de anjos
Que anunciam um evento vindouro
Com os mais perfeitos arranjos.
As bocas cantam sons orquestrados
Pelas vozes de selvagens criaturas
Com ouvidos íntimos e apurados
O ex-cego e mudo faz acuradas leituras.
São notas de canções mais puras
Que tocam e fazem vibrar a alma
Com teus sentidos lê as estruturas
O ex-cego e mudo com toda calma.
Entende que cantam essas criaturas
Com suas vozes louvores nobres
Em seus instintos adoram as Escrituras
Diferentes de nós humanos pobres
De ânimos dobres com nossas loucuras.
Um som que invade o universo
Que faz milagres no cego e mudo
E com seus olhos e boca faz verso.
São trombetas açacaladas de ouro
Tocadas por uma legião de anjos
Que anunciam um evento vindouro
Com os mais perfeitos arranjos.
As bocas cantam sons orquestrados
Pelas vozes de selvagens criaturas
Com ouvidos íntimos e apurados
O ex-cego e mudo faz acuradas leituras.
São notas de canções mais puras
Que tocam e fazem vibrar a alma
Com teus sentidos lê as estruturas
O ex-cego e mudo com toda calma.
Entende que cantam essas criaturas
Com suas vozes louvores nobres
Em seus instintos adoram as Escrituras
Diferentes de nós humanos pobres
De ânimos dobres com nossas loucuras.
👁️ 252
OLHOS VERDES V
Oh que coisa mais linda!
Quanta graça e formosura!
Sonho eu em teus braços, noite infinda
Ó olhos verdes que me inspira doçura.
Eu sou, olhos verdes pedras esmeraldas
Tão contente quando a vejo caminhando
Queria tanto te acompanhar nas caminhadas
Infelizmente me contento te observando.
Tu nem sabes que por ti eu sou
Quero tanto dar-te verdadeiro amor
Mostra-me o caminho que nele vou
Puros olhos verdes cristalinos na cor.
Sei que és real, mas parece fábula
Por te ver e não poder te tocar e sentir
É ficção nesta realidade de mácula
O meu amor insiste olhos verdes por você existir.
Quanta graça e formosura!
Sonho eu em teus braços, noite infinda
Ó olhos verdes que me inspira doçura.
Eu sou, olhos verdes pedras esmeraldas
Tão contente quando a vejo caminhando
Queria tanto te acompanhar nas caminhadas
Infelizmente me contento te observando.
Tu nem sabes que por ti eu sou
Quero tanto dar-te verdadeiro amor
Mostra-me o caminho que nele vou
Puros olhos verdes cristalinos na cor.
Sei que és real, mas parece fábula
Por te ver e não poder te tocar e sentir
É ficção nesta realidade de mácula
O meu amor insiste olhos verdes por você existir.
👁️ 220
OLHOS VERDES VI
Olhos verdes tão lindos e meigos
Que brilhos em mim reluzem!
Tu és livre e se quisesses aconchegos
Te daria olhos verdes que me seduzem.
Se me aprovasses em teu coração
Faria de tudo para não o magoar
Seria paciente com tanta dedicação
Sereno para poder te acalentar.
Mas como olhos verdes viva flor?
Se não atentas para este pobre admirador
Que na vida seu desejo é dar-te amor
E a esperança é poder ser teu protetor.
Sei que nada te impede de me notar
Talvez eu não seja digno de você
Mas olhos verdes me deixe te provar
Que a tua beleza vai além do que se vê.
Que brilhos em mim reluzem!
Tu és livre e se quisesses aconchegos
Te daria olhos verdes que me seduzem.
Se me aprovasses em teu coração
Faria de tudo para não o magoar
Seria paciente com tanta dedicação
Sereno para poder te acalentar.
Mas como olhos verdes viva flor?
Se não atentas para este pobre admirador
Que na vida seu desejo é dar-te amor
E a esperança é poder ser teu protetor.
Sei que nada te impede de me notar
Talvez eu não seja digno de você
Mas olhos verdes me deixe te provar
Que a tua beleza vai além do que se vê.
👁️ 194
ENCAREM A LUZ
Faça calar o dia e a noite grite
Todas as manifestações escusas
Tudo o que ronda a alma triste
Na sombra do medo às escuras.
Escancare os portais, entrem
Todas as criaturas negras
Fechem, tranquem, selem
Para que nunca mais saiam íntegras.
Desfiguradas faces por que fogem?
Encarem a luz, a alva do dia
É nela que se salva do vigia
Da implacável ira dos leões que rugem.
Todas as manifestações escusas
Tudo o que ronda a alma triste
Na sombra do medo às escuras.
Escancare os portais, entrem
Todas as criaturas negras
Fechem, tranquem, selem
Para que nunca mais saiam íntegras.
Desfiguradas faces por que fogem?
Encarem a luz, a alva do dia
É nela que se salva do vigia
Da implacável ira dos leões que rugem.
👁️ 230
Comentários (3)
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ToPostComment
parabéns
2024-11-11
amei parabéns
Bárbara Pinardi
2022-09-20
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
lagazaz
2020-09-12
Belo poema
1971
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