Escritas

Lista de Poemas

QUANDO ME VER CHORAR

Quando me ver chorar
Por favor não me console
Preciso me desabafar
Apagar esta dor que me demole.

Vou te confessar
Ouça-me como um amigo
O meu erro foi amar
Aquela que brincou comigo.

Ela ignorou o meu amor
Matou meus sentimentos
Dispensou o meu favor
Frustrou os meus intentos.

Choro amigo
Uma dor mais forte do que eu
Choro e te digo
Que o amor entre mim e ela morreu.

Porque acreditei
Em uns lábios mentirosos
Mais doces que já beijei
Mas ao final foram amargosos.

Ipatinga, 24 de junho de 2019
Erimar Santos.
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POR QUE DEVO CHORAR?

Se Jesus é por mim
Por que devo chorar?
Se o Senhor me quer assim
É somente Nele descansar.

Porque todo o meu ser
A Ele entreguei
E se em Tuas palavras crer
Em paz me deleitarei.

Quando Cristo me disse
Arrependa-se e obedeça
A minha alma bendisse
Eterno amor que floresça.

Me vi num ambiente diferente
Sentindo-me tão valoroso
O mundo tornou-se-me distante
Tenho fé num céu glorioso.

Onde não haverá pranto
Nem a morte e nem a dor
Apenas adorarei o Santo
Face a face o meu Senhor.

Ipatinga, 22 de junho de 2019
Erimar Santos.
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SE O VAZIO NUNCA SE ENCHE

Em tempos de ofertar amor, em tempos de conservar a vida, em dias de idas e vindas, nas alturas, nos abismos, no vazio da expansão dos medos, na fomentação dos credos. Quem explica um homem que quer fazer o bem sem segundas intenções? Por que sofrer o dano se não há nenhuma recompensa? Por que o mal também anseia bondade? Se morremos tudo se perde, por que para muitos há uma vida longa de enfados? Deveria ser somente glórias. E isso independe de classe social. Qual é a sua experiência mancebo até ser ancião? Quantas lacunas, espaços em vão, quantos desperdícios sem nenhuma pretensão. Onde irão parar os corpos que se arrastam pelo chão? Desprenderão os seus espíritos e as suas almas gemerão. Não importa se há razão para quem disse crer, para quem disse não. Quais as suas relações com o mundo? Se a medida do profundo nunca enche. Nada preenche as imaginações, os celeiros estão cheios, mas famintos estão os corações, a vida é uma procissão que somente vai adiante, seu prazo finda e nunca é o bastante, envolvida em questões em tempo ou fora de tempo, com alegrias ou desilusões.
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LONGE DE AFLIÇÕES

Aparte-se de mim todos os laços que prendem suavemente, todos os intentos de engano, tudo que confunde a minha mente entre luz e escuridão, todas as forças que prendem as minhas mãos e as impedem de agarrar a libertação, aparte-se de mim todo o medo, todo segredo de sangue, os caminhos da maldade no que tange à falsidade. Abram-se os meus olhos e sejam fartos de justiça, afaste-se de mim a cobiça, me acompanhem a humildade e a bondade e que eu ouça e profira a verdade. Aparte-se de mim o frio intenso, a incapacidade de estar atento ao mal, seja o resto dos meus dias num imenso amor total.
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BATALHA DE INSATISFAÇÃO

A minha alma geme e chora
Pela opressão que lhe é imposta
Busco a paz, mas ela foi embora
O que resta é tristeza que desgosta.

O que é fútil age de forma sutil
Causa desequilíbrio e instabilidade
O coração arma laço e ardil
Comportamentos que não têm equidade.

A dúvida traz medo e incerteza
Se arma para uma guerra que não há
Não existe um inimigo com presteza
Que resiste, e nem combate ele dá.

Sofre os ataques de surpresa
Não sabe quando eles virão
Pode ser se alimentando à mesa
Ou deitado na cama em comunhão.

Nunca percebe, está sempre indefeso
Escapar seria a melhor solução
Mas como fugir se você é o preso
Numa imensa batalha de insatisfação.
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ESPELHO DA ILUSÃO

Uma vez um sábio me disse:
Tolice, há um mundo de ilusão
Desde a sua meninice 
Tens crendice e confusão.
 
Se meninos ou homens velhos
Me responda uma questão
Se vemos através de espelhos
Ou se é real a nossa visão. 
 
Porque a mente é um calabouço 
E o que pode enxergam os meus olhos
E o que os meus ouvidos podem isso ouço
Enquanto não retirar meus antolhos.

Para um homem ou um menino
Numa vida em descobertas
Na verdade há um sino
Muitas palavras e alertas.
 
Com a nossa imagem refletida
Como se fosse em águas transparentes
Como uma sombra que não tem vida
É o poder da ciência em nossas mentes.

Turva a água e não mais refletem nossas imagens
Escurece e não mais se vê a nossa sombra
Como um camaleão mestre em camuflagens
A visão é nítida, mas a realidade assombra.

Ipatinga, 11/06/2019
Erimar Santos. 
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VENENO MORTAL

Eu andei, corri e fugi enquanto pude
Não olhei para trás por grande temor
Assombrado tomei uma severa atitude
Diante da fúria de um ódio avassalador. 
 
Em tempos de paz, se faz a guerra
As armas incutidas nas ideias
A munição farta salta e não erra
Através das podres bocas ateias. 
 
A serpente de veneno ardente
Que a língua rastreia as vítimas
A víbora que revolve na areia quente
Suas picadas são mortais e íntimas.  
 
Os laços se me armaram prontos
As ciladas postas em todos os cantos
Os conflitos se contavam em pontos
Porque a morte abraçava aos tantos. 
 
Ipatinga, 11/06/2019
Erimar Santos.
 
 
 
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SÃO TANTOS BENEFÍCIOS

São tantos benefícios
Obedecendo ao Senhor
Não se alegra com sacrifícios
Mas misericórdias é o penhor
Podem haver tempos difíceis
Que nos tentem abater
Entretanto com Deus são fáceis
Se com a fé formos combater.

Irmãos não desanimem
Deus quer nos abençoar
Mesmo se a nossa fé minarem
Não devemos desanimar
Se batermos nos abre a porta
Nos encorajando pra lutar
Não nos deixa sem resposta
E o necessário Ele tem para nos dar.

Ipatinga, 29/05/2019
Erimar Santos.
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ÚLTIMOS SUSPIROS DE AMOR

Nada mais vale, nada mais importa
Dos verdes olhos que me ignoram
Nada é possível sem uma porta
Que te leve ao mar dos que namoram.

Ao mar dos que se amam
Mar pequeno, pouco navegável
Onde poucos são os que remam
E estes olhos num corpo adorável.

Neste mundo deplorável
Afogaria-me nessas águas
Sentindo-me sustentável
Esqueceria minhas mágoas
E seria a minha morte
De maneira indolor
Seria grande a minha sorte
Meus últimos suspiros de amor.

Ipatinga, 29/05/2019
Erimar Santos.
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QUANDO EM TREVAS EU ESTAVA

Quando em trevas eu estava
Não havia solução
Quanto mais eu caminhava
Era cega a direção
Estava preso ao pecado
Sem esperanças do perdão
Perdido e escravizado
Minha vida sem razão.

Quando encontrei um moço
As suas cãs de algodão
Que me enviou a um poço
À beira do caminho
Onde a fonte era viva
Eu não mais fiquei sozinho
Disse: filho beba e viva
E nunca mais tenha sede
Eu sou a luz e sua dádiva.

O Deus que te concede
O perdão e a liberdade
Que abro os teus olhos
E te amo de verdade
Assim encontrei Jesus
A fonte do perdão
E tomei a minha cruz
Seguindo em Sua direção.

Ipatinga, 27/05/2109
Erimar Santos.
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Comentários (3)

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parabéns
parabéns
2024-11-11

amei parabéns

Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi
2022-09-20

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

lagazaz
lagazaz
2020-09-12

Belo poema