Lista de Poemas
REFLEXÕES
"As orações feitas com as mãos estendidas às outras mãos, são mais ouvidas pelo pai que as amparadas destra/sestra"
"Quanto menor o número de peças de um quebra-cabeças, mais importante é cada uma delas e maior é o espaço vazio quando ela é perdida"
"O homem que mantém os joelhos inclinados ao altruísmo, é infinitamente mais abençoado que aqueles que os mantém dobrados, em oração"
"Às vezes quando você entende o que veio fazer, já não tem tanto tempo para fazê-lo"
"As instituições fracassam porque são compostas por pessoas, instruídas por outras instituições"
"O Governador compilou todas as leis com a edição de dois decretos. Um deles é o da expatriação voluntária"
"Quem anda sob o pavimento que construiu, sabe a qualidade do que fez"
"A lei do olho por olho e dente por dente nunca foi revogada, o que mudou é que se retirou a execução das mãos das vítimas e se atribuiu diretamente ao réu, sob a fiscalização e regulação do juiz"
"Os hipócritas criaram muitos dos pecados para redimirem seus erros"
"Amar é se sentir bem com alguém, mais do que aquém"
"Enquanto o arrependimento do algoz não doer mais que a ferida da vítima, o perdão poderá até ser alcançado, mas não quitado"
Demo = povo, população. (grego)
Gogó = proposta ou promessa que não se tem intenção de cumprir. (pop)
"Sabe o que significa Demagogo?"
"Criamos nossos filhos para serem economicamente melhores que os outros, e não espiritualmente"
"Quanto menor o número de peças de um quebra-cabeças, mais importante é cada uma delas e maior é o espaço vazio quando ela é perdida"
"O homem que mantém os joelhos inclinados ao altruísmo, é infinitamente mais abençoado que aqueles que os mantém dobrados, em oração"
"Às vezes quando você entende o que veio fazer, já não tem tanto tempo para fazê-lo"
"As instituições fracassam porque são compostas por pessoas, instruídas por outras instituições"
"O Governador compilou todas as leis com a edição de dois decretos. Um deles é o da expatriação voluntária"
"Quem anda sob o pavimento que construiu, sabe a qualidade do que fez"
"A lei do olho por olho e dente por dente nunca foi revogada, o que mudou é que se retirou a execução das mãos das vítimas e se atribuiu diretamente ao réu, sob a fiscalização e regulação do juiz"
"Os hipócritas criaram muitos dos pecados para redimirem seus erros"
"Amar é se sentir bem com alguém, mais do que aquém"
"Enquanto o arrependimento do algoz não doer mais que a ferida da vítima, o perdão poderá até ser alcançado, mas não quitado"
Demo = povo, população. (grego)
Gogó = proposta ou promessa que não se tem intenção de cumprir. (pop)
"Sabe o que significa Demagogo?"
"Criamos nossos filhos para serem economicamente melhores que os outros, e não espiritualmente"
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DIVINA ARTE
Gênesis, alfa e ômega do infindo
Prelúdio da ciência que a tutela
Para ver de Adão a Eva erigindo
Deus duplica o “X” do gene da tsela (Gênesis 2:21-22)
Na mitologia, Esculápio foi o Deus
Hipócrates, o pai de sua doutrina
Merit Ptah, prógona de ofícios teus
E Lucas, o Patrono de graça Trina (Colossenses 4:14)
Divina é a norma que aduz Galeno
Ofício laico e de toda crença
De derme prisma, na casta epiceno
E de todo arrimo, sem diferença
Récipe de Moisés aos Hebreus
Arauto de asseio e higidez (Deuteronômio 23:10-13)
Máscara e quarentena no mal de Aretaeus (Levíticos 13:45-46)
Mundície às secreções e sordidez (Levíticos 15)
Assepsia a objetos morbígenos (Levíticos 11:33-34 e 15:12)
Aterro de vetor de afecção (Deuteronômio 23:12-14)
Dispersão de germes patógenos (Números 19 e Levíticos 11)
Da terra se produz medicação (Eclesiástico 38:4)
José, no apogeu de contrição
Confiou-lhes seu pai à preservar (Gênesis 50:2)
Asa de Judá, em mórbida aflição
Evocou divina arte à sanear (2º Crônicas16:12)
Jesus, arquétipo de Asclépio
Fez hemostase em coagulopatia (Marcos 5:25-34)
Sanou de psicose sem remédio (Mateus 17:15)
Em isquemia de quadril fez terapia (João 5:8)
Curou displasia em nervo óptico (João 9:1-7)
Em interfalange, sanou osteoartrites (Mateus 12:9-13)
Iátrica sublime em dez morféticos (Lucas 17:13-19)
Cardioversão de apnéia a quatro noites (João 11:39-44)
O altíssimo, geriu-lhe a sapiência (Eclesiástico 38:1)
Sua arte, provém do onipotente (Eclesiástico 38:2)
Da sacracidade, a honra da ciência (Eclesiástico 38:6)
Dos céus, eflúvios clínicos são latentes (Eclesiástico 38:14)
Para cruzar o infesto mar de algia
O Fraterno Criador, desde o arrebol
Apostolou mareantes com logia
A desvelar filhos teus de sol a sol
Anjos de amor de alvas fardas
Iatros condutor da panaceia
Q'em grã-renúncia, em horas tardas
Lutam a verter anóxia em eupneia
Indubitável ser celeste vosso dom
Pois a benção é terapia em poesia
A cura, o milagre em sacro tom
E o médico, o poeta em maestria
Gratulamo-vos por rara devoção
Mesmo no calvário de afã rotina
Atado ao amor, esmero e afeição
O pranto e prece rege-lhes a sina
Oh! Sublime Impulso do Supremo
Síntese Magistral de Inteligência
Concedas bendição do Nazareno
Aos Doutores missionários da ciência
Edson Depieri
www.edsondepieri.com
Prelúdio da ciência que a tutela
Para ver de Adão a Eva erigindo
Deus duplica o “X” do gene da tsela (Gênesis 2:21-22)
Na mitologia, Esculápio foi o Deus
Hipócrates, o pai de sua doutrina
Merit Ptah, prógona de ofícios teus
E Lucas, o Patrono de graça Trina (Colossenses 4:14)
Divina é a norma que aduz Galeno
Ofício laico e de toda crença
De derme prisma, na casta epiceno
E de todo arrimo, sem diferença
Récipe de Moisés aos Hebreus
Arauto de asseio e higidez (Deuteronômio 23:10-13)
Máscara e quarentena no mal de Aretaeus (Levíticos 13:45-46)
Mundície às secreções e sordidez (Levíticos 15)
Assepsia a objetos morbígenos (Levíticos 11:33-34 e 15:12)
Aterro de vetor de afecção (Deuteronômio 23:12-14)
Dispersão de germes patógenos (Números 19 e Levíticos 11)
Da terra se produz medicação (Eclesiástico 38:4)
José, no apogeu de contrição
Confiou-lhes seu pai à preservar (Gênesis 50:2)
Asa de Judá, em mórbida aflição
Evocou divina arte à sanear (2º Crônicas16:12)
Jesus, arquétipo de Asclépio
Fez hemostase em coagulopatia (Marcos 5:25-34)
Sanou de psicose sem remédio (Mateus 17:15)
Em isquemia de quadril fez terapia (João 5:8)
Curou displasia em nervo óptico (João 9:1-7)
Em interfalange, sanou osteoartrites (Mateus 12:9-13)
Iátrica sublime em dez morféticos (Lucas 17:13-19)
Cardioversão de apnéia a quatro noites (João 11:39-44)
O altíssimo, geriu-lhe a sapiência (Eclesiástico 38:1)
Sua arte, provém do onipotente (Eclesiástico 38:2)
Da sacracidade, a honra da ciência (Eclesiástico 38:6)
Dos céus, eflúvios clínicos são latentes (Eclesiástico 38:14)
Para cruzar o infesto mar de algia
O Fraterno Criador, desde o arrebol
Apostolou mareantes com logia
A desvelar filhos teus de sol a sol
Anjos de amor de alvas fardas
Iatros condutor da panaceia
Q'em grã-renúncia, em horas tardas
Lutam a verter anóxia em eupneia
Indubitável ser celeste vosso dom
Pois a benção é terapia em poesia
A cura, o milagre em sacro tom
E o médico, o poeta em maestria
Gratulamo-vos por rara devoção
Mesmo no calvário de afã rotina
Atado ao amor, esmero e afeição
O pranto e prece rege-lhes a sina
Oh! Sublime Impulso do Supremo
Síntese Magistral de Inteligência
Concedas bendição do Nazareno
Aos Doutores missionários da ciência
Edson Depieri
www.edsondepieri.com
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Depois que a tempestade passar
Depois que a tempestade passar...
Que o brilho regressar ao firmamento
Vais aprender deverasmente, a dar valor ao vento
Vais entender quão grande o frio, te foi um acalento
E perceber em pranto, o quanto, o horror te fez orar
Que foste aluno compelido, sem o sol voltar a fulgurar
Depois que a tempestade passar...
Que puderes demonstrar vosso talento
Que na orbe então findar, o tal do isolamento
Do ambiente impuro, torpe, nefasto e virulento
Se rejeitardes graciosa, divina Graça do apartar
Terás, então contrito, saudades de amar
Depois que a tempestade passar...
Vais perceber, quão cristalino está o rio
O ar lá fora, o mais puro que já viu
Nos animais o sorriso, que a máscara não cobriu
Mas a chuva segue, até a quaresma terminar
Logo, a natureza viverá, até Jesus Ressuscitar
Conhecerás na tormenta, auras que emanam branco-luz
Arrevistas, oportunistas e gananciosos vem à tona
Que pegam do sensato e do altruísta uma carona
E até o “Pão e Circo”, do desprovido, inflaciona
A tempestade nos oferta o holocausto numa Cruz
Quem acolhe, herda as bênçãos amorosa de Jesus
Terás que do intempérie, extrair resiliência
Dádivas do amor ao próximo, ao meio, à paz e paciência
Pois nunca houve tão bela, vital e nobre consciência
Assim, retornar a caminhar, beijar, abraços renovar
Trabalhar, agradecer e parar de reclamar...
...depois que enfim, a sagrada tempestade consumar
Edson Depieri
👁️ 327
HESTÓRIA
RECORDO ONTEM TAL QUAL FOSSE AGORA
UM PERÍODO DESVAIRADO E SANGRENTO
ME PRECEDE NOVAMENTE UMA AURORA
MAS SOBRARAM EM MIM GRANDES LAMENTOS
AS ESTRELAS ME SERVIAM DE ALICERCE
COM O BRILHO OS ESTAMPIDOS ROSICLER
DO AMONTOADO DE PRAÇAS SEMPRE INERTES
CHORAVAM O IDOSO, A CRIANÇA E A MULHER
EM MEIO A ESTE ANSEIO SEM AFÃ
SENTI MEU CORPO CAIR EM DECADÊNCIA
VI DE PERTO O DESCERRAR DE UMA ROMÃ
E SUAS ESTILHAS ME FURTARAM A CONSCIÊNCIA
SUBITAMENTE O MOTIM FICOU SERENO
EM INDOLÊNCIA CONHECI MINHA MISSÃO
QUE ME FOI DITO DE FEITIO MAIS QUE AMENO
EM SONS QUE RETUMBAVAM UMA CANÇÃO
QUEM ME ABRANDAVA NO VAZIO DE MEU LEITO
VELANDO, CENSURAVA MINHA GLÓRIA
"TAL ENFERMIDADE QUE CARREGAS EM TEU PEITO
É O QUE DESVANECES SER O ÓSCAR DA VITÓRIA"
SEU MONÓLOGO NO TEOR ME APRAZEIRAVA
POIS O TEMA ABARCAVA O MEU MUNDO
MAS A FATIGA QUE EU DO SAIO DORSAVA
SEM CONTENÇÃO ME LOGROU SONO PROFUNDO
SAÍ DA INÉRCIA COM VASTA EXCITAÇÃO
DEPAREI-ME CORRENDO COMO INSANO
RIVALIZANDO A VANGUARDA DA MULTIDÃO
IGNORANDO A INSIPIÊNCIA DE MEU PLANO
A CELERIDADE FEZ DE MIM VITORIOSO
A COMPETIÇÃO DE TAL FORMA ARQUEJANTE
DESCONHECENDO O PRÊMIO ADMIRÁVEL E GLORIOSO
O SONO SE VERTEU EM ESTRANHO AMANTE
NOSSO AMOR SE ALIAVA A DEVANEIOS
EM MEIO A FANTASIA SEM FUNDAMENTO
EU BUSCAVA AVIVAR-ME POR TODOS OS MEIOS
MAS O QUE SEMPRE ME RETIA ERA O ACALENTO
MINHA ÚNICA VISÃO ERA O NEGRUME
AS IMAGENS ME VINHAM COMO SOM
ATÉ QUE UM DIA ME OFUSCOU UM FORTE LUME
DO SOM DA IMAGEM SURGIU UM ANJO BOM
SAÍ DA GRUTA ENVOLVENDO A VIRTUOSA
NOVO AMOR NASCEU NAQUELE INSTANTE
ENTORPECI-ME COM A CARÍCIA AFETUOSA
E OS LÁBIOS NOS SEIOS DA AMANTE
MINHA PÁTRIA ERA AGORA O SEU LAR
OS COSTUMES A SABER TÃO DIFERENTES
IDIOMA QUE BUSQUEI CRUZAR O MAR
JUNTO AO FRUTO ME TORNEI UMA SEMENTE
REGADO COM A DOUTRINA DE UMA JOVEM
FECUNDADO COM O DESVELO DE MARIA
DE SEU CORPO SEGREGAVA O MEU PÓLEN
E A VIDA SERENAVA A ASTASIA
JÁ NÃO TINHA MAIS AS FARDAS DA BATALHA
OLVIDAVA OS MANDATOS DA MISSÃO
EM MINH´ALMA FUNDOU-SE UMA MURALHA
ABRIGANDO O DESPERTAR DE UM BOTÃO
IRROMPEU AO FLORIR VINDO DO SONO
O ADÃO A CULTIVAR-ME COMO MÉDICO
PERFILHADO ERA, AGORA SENDO GOMO
SENTI NA PELE SER HOMÔNIMO DE ÉDIPO
PRIMAVERAS ME EXPLANARAM QUE O CONSORTE
ME NUTRIA COM ESPÍRITO DE LUZ
ASPIRANDO MEU PORVIR DE BRIDA FORTE
ENTENDI QUE AQUELE ERA MEU JESUS
AO SANAR ME TRANSPUS A NAVEGAR
NO RIO DAS ERAS, GUIADO PELA LUA
SOB O TRONCO QUE TARDEI A GOVERNAR
CUJA FOZ DESAGUAVA EM MINHA RUA
TRIPULANTES COMPUNHAM MINHA CLASSE
CADA PORTO REVELAVA UMA LIÇÃO
AINDA QUE A BORRASCA NOS ROTEASSE
MEU CAUDILHO ESTEAVA NO TIMÃO
ANCOREI MINHA BARCA A UMA MILHA
PRECATADO POR TER SIDO PREMUNIDO
DE UM CICLO QUE JULGUEI SER UMA ILHA
DA TUTORIA ACABEI SENDO EXIMIDO
ATRAQUEI ENCETANDO MINHA OBRA
EDIFICANDO NO ATOL MEU COPÉ
COM A ALFORRIA, ERA A MINHA A MANOBRA
TÃO SÓ, CONHECI O QUE UM CRUZO É
EU MEDRAVA COM A CHUVA DE MEU RIO
ENTREVENDO NO MIRANTE O HORIZONTE
DA ECO QUE NA LÓGICA DA BIO
RAIA A SEIVA DA TERRA E DO MONTE
A GAIVOTA REGRESSANDO AO NINHAL
COM A RAFA OFERTANDO COMO PÃO
ALCANÇANDO TER NO ÉDEN O JOVIAL
DEGREGADO AO ASPIRAR SER UM FERNÃO
DE VELA ERGUIDA E LIVRE DA FATEIXA,
ME DEIXEI À MERCÊ DE MEU FADÁRIO
DO NASCER E PÔR DOS ASTROS FEITO GUEIXA
FLUIU A ÂNSIA PREMATURA DO ERÁRIO
POR SER DA MESMA CASTA AS DUAS MÃOS
A DESTRA COIBIA SUA MANA
DE INFUNDIR EM SEU SANGUE A AMBIÇÃO
TORNANDO INSALUBRE A MENTE SANA
AO OUVIR MEU ESTEIRO O QUE É SENSATO
EM MEU ERMO TRACEI O MEU JUÍZO
AMPUTEI O PERSONA QUAL FUI NATO
VESTI A SAGA E VOLTEI AO PARAÍSO
TORNEI A OUVIR O SOM DOS ESTAMPIDOS
COM SAUDADES, VI A VIDA PELA TELA
UM FULGOR ME LIVROU DOS OPRIMIDOS
EM MEU BARCO ERIGIU-SE OUTRA VELA
Edson Depieri
UM PERÍODO DESVAIRADO E SANGRENTO
ME PRECEDE NOVAMENTE UMA AURORA
MAS SOBRARAM EM MIM GRANDES LAMENTOS
AS ESTRELAS ME SERVIAM DE ALICERCE
COM O BRILHO OS ESTAMPIDOS ROSICLER
DO AMONTOADO DE PRAÇAS SEMPRE INERTES
CHORAVAM O IDOSO, A CRIANÇA E A MULHER
EM MEIO A ESTE ANSEIO SEM AFÃ
SENTI MEU CORPO CAIR EM DECADÊNCIA
VI DE PERTO O DESCERRAR DE UMA ROMÃ
E SUAS ESTILHAS ME FURTARAM A CONSCIÊNCIA
SUBITAMENTE O MOTIM FICOU SERENO
EM INDOLÊNCIA CONHECI MINHA MISSÃO
QUE ME FOI DITO DE FEITIO MAIS QUE AMENO
EM SONS QUE RETUMBAVAM UMA CANÇÃO
QUEM ME ABRANDAVA NO VAZIO DE MEU LEITO
VELANDO, CENSURAVA MINHA GLÓRIA
"TAL ENFERMIDADE QUE CARREGAS EM TEU PEITO
É O QUE DESVANECES SER O ÓSCAR DA VITÓRIA"
SEU MONÓLOGO NO TEOR ME APRAZEIRAVA
POIS O TEMA ABARCAVA O MEU MUNDO
MAS A FATIGA QUE EU DO SAIO DORSAVA
SEM CONTENÇÃO ME LOGROU SONO PROFUNDO
SAÍ DA INÉRCIA COM VASTA EXCITAÇÃO
DEPAREI-ME CORRENDO COMO INSANO
RIVALIZANDO A VANGUARDA DA MULTIDÃO
IGNORANDO A INSIPIÊNCIA DE MEU PLANO
A CELERIDADE FEZ DE MIM VITORIOSO
A COMPETIÇÃO DE TAL FORMA ARQUEJANTE
DESCONHECENDO O PRÊMIO ADMIRÁVEL E GLORIOSO
O SONO SE VERTEU EM ESTRANHO AMANTE
NOSSO AMOR SE ALIAVA A DEVANEIOS
EM MEIO A FANTASIA SEM FUNDAMENTO
EU BUSCAVA AVIVAR-ME POR TODOS OS MEIOS
MAS O QUE SEMPRE ME RETIA ERA O ACALENTO
MINHA ÚNICA VISÃO ERA O NEGRUME
AS IMAGENS ME VINHAM COMO SOM
ATÉ QUE UM DIA ME OFUSCOU UM FORTE LUME
DO SOM DA IMAGEM SURGIU UM ANJO BOM
SAÍ DA GRUTA ENVOLVENDO A VIRTUOSA
NOVO AMOR NASCEU NAQUELE INSTANTE
ENTORPECI-ME COM A CARÍCIA AFETUOSA
E OS LÁBIOS NOS SEIOS DA AMANTE
MINHA PÁTRIA ERA AGORA O SEU LAR
OS COSTUMES A SABER TÃO DIFERENTES
IDIOMA QUE BUSQUEI CRUZAR O MAR
JUNTO AO FRUTO ME TORNEI UMA SEMENTE
REGADO COM A DOUTRINA DE UMA JOVEM
FECUNDADO COM O DESVELO DE MARIA
DE SEU CORPO SEGREGAVA O MEU PÓLEN
E A VIDA SERENAVA A ASTASIA
JÁ NÃO TINHA MAIS AS FARDAS DA BATALHA
OLVIDAVA OS MANDATOS DA MISSÃO
EM MINH´ALMA FUNDOU-SE UMA MURALHA
ABRIGANDO O DESPERTAR DE UM BOTÃO
IRROMPEU AO FLORIR VINDO DO SONO
O ADÃO A CULTIVAR-ME COMO MÉDICO
PERFILHADO ERA, AGORA SENDO GOMO
SENTI NA PELE SER HOMÔNIMO DE ÉDIPO
PRIMAVERAS ME EXPLANARAM QUE O CONSORTE
ME NUTRIA COM ESPÍRITO DE LUZ
ASPIRANDO MEU PORVIR DE BRIDA FORTE
ENTENDI QUE AQUELE ERA MEU JESUS
AO SANAR ME TRANSPUS A NAVEGAR
NO RIO DAS ERAS, GUIADO PELA LUA
SOB O TRONCO QUE TARDEI A GOVERNAR
CUJA FOZ DESAGUAVA EM MINHA RUA
TRIPULANTES COMPUNHAM MINHA CLASSE
CADA PORTO REVELAVA UMA LIÇÃO
AINDA QUE A BORRASCA NOS ROTEASSE
MEU CAUDILHO ESTEAVA NO TIMÃO
ANCOREI MINHA BARCA A UMA MILHA
PRECATADO POR TER SIDO PREMUNIDO
DE UM CICLO QUE JULGUEI SER UMA ILHA
DA TUTORIA ACABEI SENDO EXIMIDO
ATRAQUEI ENCETANDO MINHA OBRA
EDIFICANDO NO ATOL MEU COPÉ
COM A ALFORRIA, ERA A MINHA A MANOBRA
TÃO SÓ, CONHECI O QUE UM CRUZO É
EU MEDRAVA COM A CHUVA DE MEU RIO
ENTREVENDO NO MIRANTE O HORIZONTE
DA ECO QUE NA LÓGICA DA BIO
RAIA A SEIVA DA TERRA E DO MONTE
A GAIVOTA REGRESSANDO AO NINHAL
COM A RAFA OFERTANDO COMO PÃO
ALCANÇANDO TER NO ÉDEN O JOVIAL
DEGREGADO AO ASPIRAR SER UM FERNÃO
DE VELA ERGUIDA E LIVRE DA FATEIXA,
ME DEIXEI À MERCÊ DE MEU FADÁRIO
DO NASCER E PÔR DOS ASTROS FEITO GUEIXA
FLUIU A ÂNSIA PREMATURA DO ERÁRIO
POR SER DA MESMA CASTA AS DUAS MÃOS
A DESTRA COIBIA SUA MANA
DE INFUNDIR EM SEU SANGUE A AMBIÇÃO
TORNANDO INSALUBRE A MENTE SANA
AO OUVIR MEU ESTEIRO O QUE É SENSATO
EM MEU ERMO TRACEI O MEU JUÍZO
AMPUTEI O PERSONA QUAL FUI NATO
VESTI A SAGA E VOLTEI AO PARAÍSO
TORNEI A OUVIR O SOM DOS ESTAMPIDOS
COM SAUDADES, VI A VIDA PELA TELA
UM FULGOR ME LIVROU DOS OPRIMIDOS
EM MEU BARCO ERIGIU-SE OUTRA VELA
Edson Depieri
👁️ 317
Aliança
Invisível é a flama que arde na troca do olhar
DIvino é o enlace das almas no beijo de saudade
MeIgo e doce abraço, és o terno arauto de felicidade
Oh! lInda jóia, devotada em minha vida a apaziguar
Verde oLhar, preciosas esmeraldas me encantaram
Nas caudaLosas ondas, lapidados guilhões de metal louro
Suaves pétaLas alvo-luz, envolvem e adornam igual tesouro
Torpes laços, Linde beleza que minhas quimeras cobiçaram
O Amor é uma doMinante centelha, que o venturo norteia
Transcendem as priMaveras, tormentas e o eterno porvir
Nossas memórias perManecem, legadas ao afeto que semeia
Frutos, que de ti, graciosA flor, d'alma vossa raiou e descendeia
Em teus braços oh! virtuosaA, lânguido descanso ei de dormir
És desvelo, esposa e amante, te Amo além do anel que nos laceia
Edson Depieri
DIvino é o enlace das almas no beijo de saudade
MeIgo e doce abraço, és o terno arauto de felicidade
Oh! lInda jóia, devotada em minha vida a apaziguar
Verde oLhar, preciosas esmeraldas me encantaram
Nas caudaLosas ondas, lapidados guilhões de metal louro
Suaves pétaLas alvo-luz, envolvem e adornam igual tesouro
Torpes laços, Linde beleza que minhas quimeras cobiçaram
O Amor é uma doMinante centelha, que o venturo norteia
Transcendem as priMaveras, tormentas e o eterno porvir
Nossas memórias perManecem, legadas ao afeto que semeia
Frutos, que de ti, graciosA flor, d'alma vossa raiou e descendeia
Em teus braços oh! virtuosaA, lânguido descanso ei de dormir
És desvelo, esposa e amante, te Amo além do anel que nos laceia
Edson Depieri
👁️ 322
Soberano
A natureza está linda
Como peixe no aquário, mergulhado em meu bioma,
Fito os dias exibidos na janela e na tela
Dias em que não sabemos o que fazer
Dias de saudade de dias apressados
Navego em um mundo novo,
Com um céu estranhamente azul
A natureza está linda,
Tudo é abolido, exceto a primavera
O inverno começou no verão,
E trouxe uma frente que ameaça nossas cabeças
O vento forte treme a persiana fechada
No pátio da escola uma árvore solitária
O canto dos pássaros, antes das notícias recorrentes
Uma oportunidade de ver o âmago do espelho
Em toda a casa um doce cheiro matinal
Na venda falta a carne, arroz, leite, dendê e tucupi
Na mesa falta churrasco, virado, queijo, acarajé e tacacá
O operário não acessa o concreto no ambiente virtual,
E seu ofício é triturar o pão em grão,
Ouvindo o pranto silencioso de bocas vestidas,
Enquanto o exílio acomoda vidas e seus restos mortais
Olho para o invisível com o nome de um planeta errante,
Passo o dia a polir a maçaneta, sem usá-la
O sol e a lua acariciam ruas vazias, ouço almas
Imagino vitrines vazias e um oceano secando em sal
A natureza está linda, mas não posso ver,
Estou infectado com poesia
Posso ter apertado a mão de um personagem do meu livro
Eu posso ter beijado os lábios de um destino que sempre me deu as costas
Estou infectado com a poesia e sua esperança infecciosa
Meu pulmão não tem forças para ecoar na garganta o grito:
“Somos um vírus fugindo da fera”
A cidade está em apneia,
O silêncio é ensurdecedor, ouço minhas veias baterem
Com meu corpo inerte, meus olhos cerrados
Mergulho num oceano azul, magnífico,
Com a máscara de imersão, escafandro e cilindro de oxigênio
Preparo minhas melhores armas, armadura e escudos,
Pois a flor não corta o ipê
O dia lava, a janela degusta alguma luz
A arte de viver sempre foi a mesma:
“Vem sem ser convidada e parte contra a vontade”
A besta provoca e sufoca,
É como a aranha que não lhe dá uma chance,
Ela sorri e ri de você
Faço as pazes com o destino
A fera continua e leva a coroa
O soberano.
Edson Depieri
👁️ 341
Comentários (1)
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Leila Lima
2022-04-03
Ele escreve lindamente e elegantemente. Taí uma pessoa que respeita a nossa Lingua! Orgulho!
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