DIVINA ARTE

Gênesis, alfa e ômega do infindo

Prelúdio da ciência que a tutela

Para ver de Adão a Eva erigindo

Deus duplica o “X” do gene da tsela (Gênesis 2:21-22)

 

Na mitologia, Esculápio foi o Deus

Hipócrates, o pai de sua doutrina

Merit Ptah, prógona de ofícios teus

E Lucas, o Patrono de graça Trina (Colossenses 4:14)

 

Divina é a norma que aduz Galeno

Ofício laico e de toda crença

De derme prisma, na casta epiceno

E de todo arrimo, sem diferença

 

Récipe de Moisés aos Hebreus

Arauto de asseio e higidez (Deuteronômio 23:10-13)

Máscara e quarentena no mal de Aretaeus (Levíticos 13:45-46)

Mundície às secreções e sordidez (Levíticos 15)

 

Assepsia a objetos morbígenos (Levíticos 11:33-34 e 15:12)

Aterro de vetor de afecção (Deuteronômio 23:12-14)

Dispersão de germes patógenos (Números 19 e Levíticos 11)

Da terra se produz medicação (Eclesiástico 38:4)

 

José, no apogeu de contrição

Confiou-lhes seu pai à preservar (Gênesis 50:2)

Asa de Judá, em mórbida aflição

Evocou divina arte à sanear (2º Crônicas16:12)

 

Jesus, arquétipo de Asclépio

Fez hemostase em coagulopatia (Marcos 5:25-34)

Sanou de psicose sem remédio (Mateus 17:15)

Em isquemia de quadril fez terapia (João 5:8)

 


Curou displasia em nervo óptico (João 9:1-7)

Em interfalange, sanou osteoartrites (Mateus 12:9-13)

Iátrica sublime em dez morféticos (Lucas 17:13-19)

Cardioversão de apnéia a quatro noites (João 11:39-44)

 

O altíssimo, geriu-lhe a sapiência (Eclesiástico 38:1)

Sua arte, provém do onipotente (Eclesiástico 38:2)

Da sacracidade, a honra da ciência (Eclesiástico 38:6)

Dos céus, eflúvios clínicos são latentes (Eclesiástico 38:14)

 

Para cruzar o infesto mar de algia

O Fraterno Criador, desde o arrebol

Apostolou mareantes com logia

A desvelar filhos teus de sol a sol

 

Anjos de amor de alvas fardas

Iatros condutor da panaceia

Q'em grã-renúncia, em horas tardas

Lutam a verter anóxia em eupneia

 

Indubitável ser celeste vosso dom

Pois a benção é terapia em poesia

A cura, o milagre em sacro tom

E o médico, o poeta em maestria

 

Gratulamo-vos por rara devoção

Mesmo no calvário de afã rotina

Atado ao amor, esmero e afeição

O pranto e prece rege-lhes a sina

 

Oh! Sublime Impulso do Supremo   

Síntese Magistral de Inteligência

Concedas bendição do Nazareno

Aos Doutores missionários da ciência


    Edson Depieri

www.edsondepieri.com
285 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.