d'Medeiros

d'Medeiros

n. 1997 BR BR

Sou apenas um pequeno vendedor de sonhos a procura de mim mesmo... (Augusto Cury) “Às vezes, tudo o que você precisa fazer é cruzar uma porta” (Ramson Riggs)

n. 1997-12-12, Minas Gerais

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Lápis e Borracha

Discuto que sim, está feito,
Agora exijo respeito,
Se algo queres mais,
Escrever aos teus pais,
Ande rápido, faça de qualquer jeito...

Não, tudo errado,
Faça direito, ou fique calado,
Apague esse teu orgulho,
Ou vire apenas um entulho,
Quero ser teu aliado...

Eu gero as mais belas frases...

Para serem belas, eu às corrijo...

Ficas menor e ninguém lembra de ti...

Escreves bobagem e ajudo-te, respeito exijo...

Atrapalhas meu trabalho, à ti não tenho vínculo...

A todos ajudo, para você não parecer ridículo...

E meu direito de expressão?

Quero te ajudar nessa discussão...

Não fale bobagem, sou perfeito,

Eu apago bobagens, apago defeitos...

Posso fazer tudo sozinho...

Posso apagar tudo no caminho...

Escrevo novamente,

Apago bruscamente...

Vamos começar tudo do zero?

Tarde demais, para ser sincero...

Não entendí...

Tua ultima ponta acabou, tuas palavras terminam aqui.
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Poemas

48

Apenas poema geométrico...

E me perco nas palavras...
E perco-me nas palavras...
E nas palavras me perco...
E nas palavras perco-me...
Mas não perco o sentido...
Muito menos meu tamanho...
Sinto-me como um padrão...
Início e fim, repetindo...
Em um poema, geométrico...
Pouco me importa a fala...
Sentimento já não tenho...
Resta-me ser: Bonitinho...

( d ' M e d e i r o s )
589

Sentimento de 3 versos

E falar contigo se tornou essencial...
Mais dia menos dia me entrego,
E digo que te amo muito mais que o normal...

(d'Medeiros)
618

Não sei se sei...

Não sei o que falar,
Mas se falo o que sei,
Não sei o que vou falar,
Então não sei se falo que sei,
Por não saber se sei o que falar...

Amo?

(d'Medeiros)
589

Entre um e outro

Dessa vez me trava a fala...
Quero tanto algo que não sei,
que não sei se falo que quero,
algo que me trava a fala dessa vez...
Dois caminhos, duas vidas...
Duas caras é que não quero ter.
Ora alegria, ora recaída,
deve-se ganhar, deve-se perder...

E quando escolho um, aparece outro...
E me trava a fala novamente.
Mas não, não escolho o outro,
quero escolher o um simplesmente...

O que me dói, é machucar...
Se o outro eu tenho, mas quero o um,
quero um outro jeito de acabar
sem que o outro sofra mal algum...

Entre um e outro, outra vez me trava a fala...
Enquanto o outro me faz chorar
e se afasta como uma perdida bala,
o um, para mim, já está no primeiro lugar...

(d'Medeiros)
637

Futuramente: Presente

Veja como é belo o oceano,
em teu infinito refrescante.
Sinta cada nota de um piano,
em teu ouvido, sussurrante.
E lembre-se a cada momento,
que você pertence à mim...

Veja como as águas correm,
como se fugissem de algo.
Durma como as almas dormem,
mendigo, ou fidalgo.
E lembre-se a cada momento,
que você pertence à mim...

Veja como é belo o oceano,
em teu infinito refrescante.
Sinta bem alto a nota de um piano,
e também, como um toque sussurrante.
Mas lembre-se que você pertence à mim...

Busque algo para crer.
Busque dentro de seu ser.
Se assim precisar, te ajudarei,
e até o fim, te protegerei.
Mas por favor, apenas lembre,
que você pertence à mim...

E ao fim do último dia,
na despedida do último ser,
ao ver que tudo caía,
e já não tinha tempo à perder,
continue a lembrar-se, até o último momento,
que ainda assim, você pertence à mim.
E esse, não é o nosso fim...

(d'Medeiros)
581

Dor superada

A dor que o homem sente
não passa de enganação fajuta.
A falta de controle da mente
o faz fugir da luta...

A necessidade de atenção,
a ignorância por querer existir,
o faz perder a razão,
faz o errado o induzir...

Sabe mesmo o que é o existir?
Existir é viver,
pura e simplesmente admitir,
a ignorância de seu ser,
aceitar se resumir,
sem ao menos se escrever...

É se conter até na morte,
viver a vida sempre forte,
não deixar-se acreditar na sorte,
mas sim no que lhe importe...

Pegue teu transporte,
busque teu consorte,
e viverás a vida sem a morte...
Feliz daquele que indo ao sul,
consegue aguentar até o norte...

(d'Medeiros)
577

Avesso

Mundo grande mundo,
tão pequeno sou perante a ti,
tão irracional, em ti me perdí,
virei surdo, virei mudo...

Mundo grande mundo,
em que fui me meter?
Dei valor até o meu se perder,
virei surdo, virei mudo...

Mundo grande mundo,
sinto-me pequeno, menosprezado,
sinto o meu amor dilacerado,
virei surdo, virei mudo...

Mundo grande mundo,
de nada tens a ver com isso,
eu é que virei um ser submisso,
virei surdo, virei mudo...

Mundo grande mundo,
você está agora, do avesso?
Perdi por ti o meu apreço,
virei surdo, virei mudo...

Mundo grande mundo,
não é você que está errado,
é meu mundo que está pesado,
virei surdo, virei mudo...

Mundo grande mundo,
sinto que para que eu volte,
é você quem deve partir,
vire surdo, vire mudo, vire mundo...

(d'Medeiros)
637

Uma vida

Proponho à ti uma vida...
Sei que você já tem, mas proponho uma diferente
Como a tua, passará por recaídas,
e um tempo depois, sorrirá novamente...

Poderá brincar, pular e sorrir,
do mesmo jeito que você já faz...
Poderá também escorregar, se machucar e cair,
mas logo logo recuperará a tua paz...

Não proponho uma vida perfeita,
como disse, apenas uma vida diferente,
que é igual em tanta coisa,
e não muda, aparentemente...

Por que estou oferecendo uma vida?
Simples, porque cansei da minha...
Sinto realmente que ela foi vencida,
e ficar assim, já é o fim da linha...

Ofereço-te a minha vida,
mas peço algo em troca também...
Receber-te como minha esposa querida,
prometo-te ser fiel e te querer tão bem...

Vou te amar e respeitar...
Cuidar de ti, meu verdadeiro amor...
Na alegria e na tristeza...
Que seja do jeito que for...

Pois a minha vida à ti ofereci...
Cansei dela sim, pois você eu conheci,
e não suporto mais viver a minha vida,
pois ela foi completamente vencida
pelo mais sublime sentimento inspirador...
Proponho a ti, a minha vida,
pois quero agora, viver a nossa vida de amor...

(d'Medeiros)
554

Nova lei

Imagine à você mesmo,
Perdido à todos os momentos,
Jogado ao esmo,
Imposto ao isolamento...
Com certeza a tua dor,
não chega nem aos pés de meu interior...

O que sinto é inexplicável,
morrer parece pouco,
tormento implacável,
torna-me um louco,
um louco lamentável...
E essa dor,
não chega nem perto de meu interior...

É sofrer sem querer,
é querer o sofrer,
é amar sem poder,
e poder sem merecer...
Toda essa dor,
não é nada perto do meu interior...

É tudo dedicar,
meses à parecer,
e só no fim perceber,
que por tempo fui morrer,
sem enxergar teu olhar...
Morrer com essa dor,
e continuar vivo em meu interior...

De outra maneira veio teu olhar,
que por vezes fui me apaixonar,
acreditava no opaco,
me jogava em um buraco,
fazia-me ser fraco,
perante à ti me destruí...
Encheu-me de dor,
sem mais espaço em meu interior...

De verdadeiro amor,
a idiota sem valor...
Por ti me humilhei,
a ti decreto lei:
Amor, Verdadeiro Amor,
jamais lhe amarei...
Ocupou todo espaço com dor,
faltou lugar para o amor...
Somente em meu interior...

(d'Medeiros)
543

Eterno escritor II

Hoje escrevo para um velho amigo
que já tanto escreveu por mim.
Há muito muito tempo atrás,
Ele esteve aqui comigo.
E há muito muito tempo atrás,
vem me tirando de perigos.

Há quanto tempo não nos vemos...
Eu diria até mesmo uma vida.
Disse-me "Vá e cumpra sua missão",
deu-me um abraço e então a despedida,
e quanto tempo meu Irmão...
E ainda assim, nunca se esqueceu de mim.

Vivo agora à distância, tão perto de Ti.
Já sabes do meu dia, nem preciso lhe falar.
Tudo o que tenho, de Ti recebí.
Tudo o que vejo, é Você à criar.

Escrevo hoje simples assim...
De aprendiz para Eterno Escritor...
Aquele que sempre escreve por mim...
Aquele único que escreve o amor...

(d'Medeiros)
659

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