Lista de Poemas
Odisséia de Homero
Eu quero te ler em todos os âmbitos
Quero que sejas a minha Odisséia
Não quero que sejas do grego Homero
Mas quero te tê-la como uma epopéia
Olhando tuas curvas ao som de bolero
Euforicamente teu corpo eu venero
Mas em mim desperto da falsa ideia
Diones Batista
Quero que sejas a minha Odisséia
Não quero que sejas do grego Homero
Mas quero te tê-la como uma epopéia
Olhando tuas curvas ao som de bolero
Euforicamente teu corpo eu venero
Mas em mim desperto da falsa ideia
Diones Batista
👁️ 245
Raquel
R elembro-te sempre a pensar
A ncioso em poder te rever
Q uero novamente te amar
U m dia em meus braços te ter
E uforia se faz ao lembrar
L igações que deixaste em meu ser...
Diones Batista
PS.: Pensamentos que me consomem numa manhã de segunda... Lá estava eu na secretaria tentando escrever alguns relatórios e como todos os dias a Dona Saudade insiste em me fazer passear pelo corredores da memória e me deixar angustiado por não poder beijar a única mulher que amo! Os sentimentos afloram em lágrimas que correm pelo meu rosto caindo no papel em forma de palavras compondo-se em um acróstico. Onde estiveres recebas meus beijos em pensamentos querida RAQUEL!
05 de Novembro de 2018
Diones Batista
PS.: Pensamentos que me consomem numa manhã de segunda... Lá estava eu na secretaria tentando escrever alguns relatórios e como todos os dias a Dona Saudade insiste em me fazer passear pelo corredores da memória e me deixar angustiado por não poder beijar a única mulher que amo! Os sentimentos afloram em lágrimas que correm pelo meu rosto caindo no papel em forma de palavras compondo-se em um acróstico. Onde estiveres recebas meus beijos em pensamentos querida RAQUEL!
05 de Novembro de 2018
👁️ 269
Primeiro Amor
O primeiro amor é inesquecível
É um sentimento forte e duradouro
Como hospedeiro se aloja no peito
Esperando outro possível vindouro
É uma tatuagem no vão coração
Que mesmo com o tempo nunca se apaga
Mesmo tendo outro sempre está ali
E as suas lembranças é o que nos afaga
A qualquer momento ele se emerge
Quando o pensamento tão em si converge
Olhando as memórias que estão na saudade
Mas o ser tão tolo morrendo de orgulho
Faz do coração um simples pedregulho
Para não ferí-lo com a sua vaidade...
Diones Batista
É um sentimento forte e duradouro
Como hospedeiro se aloja no peito
Esperando outro possível vindouro
É uma tatuagem no vão coração
Que mesmo com o tempo nunca se apaga
Mesmo tendo outro sempre está ali
E as suas lembranças é o que nos afaga
A qualquer momento ele se emerge
Quando o pensamento tão em si converge
Olhando as memórias que estão na saudade
Mas o ser tão tolo morrendo de orgulho
Faz do coração um simples pedregulho
Para não ferí-lo com a sua vaidade...
Diones Batista
👁️ 246
Cariris
Sou filho dos cariris
Desse pedaço de chão
Segundo o povo que diz
Que a 'porta do Sertão'
E riquezas possuis
Com euforia me imbuis
Um sujeito que ser-tão...
Um ser tão caririzeiro
Que conhece a natureza
Um ser que é tão destemido
Pega gado com destreza
Da secura com magia
Faz nascer com maestria
O alimento e a beleza
Diones Batista
Desse pedaço de chão
Segundo o povo que diz
Que a 'porta do Sertão'
E riquezas possuis
Com euforia me imbuis
Um sujeito que ser-tão...
Um ser tão caririzeiro
Que conhece a natureza
Um ser que é tão destemido
Pega gado com destreza
Da secura com magia
Faz nascer com maestria
O alimento e a beleza
Diones Batista
👁️ 547
Tio
A ingrata da Raimunda
Veio buscar meu parente
Seu corpo hoje está frio
Quando ontem estava quente
Quebrando um tênue fio
Raimunda levou meu tio
Pra longe da nossa gente...
Em memória à meu tio João Paulo que desencarnou na noite de 31 de outubro de 2018.
Diones Batista
Veio buscar meu parente
Seu corpo hoje está frio
Quando ontem estava quente
Quebrando um tênue fio
Raimunda levou meu tio
Pra longe da nossa gente...
Em memória à meu tio João Paulo que desencarnou na noite de 31 de outubro de 2018.
Diones Batista
👁️ 366
Cigarro da Saudade
A lágrima que hoje corre
Fez-se em rio no meu rosto
Só não morri de desgosto
Porque de amor não se morre
Pra esquecer tomei um porre
Para as mágoas afogar
Malditas sabem nadar
E na lembrança me vem ela
Menina mulher tão bela
Eu te amo de verdade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
Já sentia a chegada do calvário
E apenas com uma ligação tudo acabou
Mas uma vez sozinho agora estou
Nas estradas da vida solitário
O cigarro no dedo incendiário
Me pergunto o que vou fazer sem ela
Por dentro me corrói essa mazela
E de viver perdi toda a vontade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
Com um banho lavo o corpo
Com as lágrimas lavo a alma!
Mote: Autor Desconhecido
Glosa: Diones Batista
Fez-se em rio no meu rosto
Só não morri de desgosto
Porque de amor não se morre
Pra esquecer tomei um porre
Para as mágoas afogar
Malditas sabem nadar
E na lembrança me vem ela
Menina mulher tão bela
Eu te amo de verdade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
Já sentia a chegada do calvário
E apenas com uma ligação tudo acabou
Mas uma vez sozinho agora estou
Nas estradas da vida solitário
O cigarro no dedo incendiário
Me pergunto o que vou fazer sem ela
Por dentro me corrói essa mazela
E de viver perdi toda a vontade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
Com um banho lavo o corpo
Com as lágrimas lavo a alma!
Mote: Autor Desconhecido
Glosa: Diones Batista
👁️ 623
Utopia
Não estamos derrotados.
Apenas não vencemos uma batalha de muitas que serão travadas em nossa existência.
Não é hora de chorar... Se bem que chorar não é ruim, isso mostra que somos humanos.
Quem sabe as lágrimas brotando reguem o que há de bom na vida de quem crê.
Esse é o momento que temos de dar as mãos, e em cada existência ser resistência.
Pode ser que os olhos embaçados de lágrimas não nos permita ver mais adiante, mas isso não nos impede de caminhar.
Porque a utopia é o que nos faz caminhar...
Diones Batista
👁️ 318
Amor de ilusão
Lembrando dos beijos que um dia me destes
Fico aqui pensando se deixou-me a sorte
De me dar resposta tu se abstivestes
Pra o sofrimento deu-me um passaporte
Nosso amor de ilusão tu adormecestes
Hoje o peito sangra com um profundo corte
O coração de pedra tu amolecestes
Depois o entregastes a dama da morte
Hoje vivo triste, só e amargurado
Como um andarilho que é abandonado
Nas estradas secas da desilusão
Vou fazer agora um abaixo-assinado
Pra aceitar de novo eu ser seu amado
Me arrancando assim desta solidão
Diones Batista
Fico aqui pensando se deixou-me a sorte
De me dar resposta tu se abstivestes
Pra o sofrimento deu-me um passaporte
Nosso amor de ilusão tu adormecestes
Hoje o peito sangra com um profundo corte
O coração de pedra tu amolecestes
Depois o entregastes a dama da morte
Hoje vivo triste, só e amargurado
Como um andarilho que é abandonado
Nas estradas secas da desilusão
Vou fazer agora um abaixo-assinado
Pra aceitar de novo eu ser seu amado
Me arrancando assim desta solidão
Diones Batista
👁️ 624
Raimunda, a morte
Lembrando dos maravilhosos escritos do ilustre e saudoso Ariano Suassuna, que nomeu a dama da morte de Caetana, eu analisei e achei muito pertinente nomear a morte. Creio que assim ela parece menos assustadora já que sabemos que um dia estaremos frente a frente com ela. Uns mais cedo e outros mais tarde, mas sem falta ele visitará a todos nós. Mas não acho que o nome de Caetana faça jus ao trabalho da dona morte, na minha concepção Raimunda é um nome que combina mais com ela. Raimunda é um nome de origem germânica formado por duas palavras: - Ragin, que significa "conselho" e mund, que quer dizer "protetora". Segundo histórias antigas, na hora final, o ser ainda vivo reluta até não poder mais para não se desapegar do seu corpo ao qual já está tão acostumado. Diferentemente do que pensamos, dona morte a qual nomeei de Raimunda, não arranca a vida do corpo e a leva para o além. Ela chega de mansinho e com seu abraço carinhoso e suas palavras de afago no subconsciente do indivíduo o convence e avisa que já é hora de partir para o infinito e que sua missão já está cumprida fazendo-se necessário voltar a seu lar. E assim que o ser percebe e deixa-se ouvir entende que é chegada a hora de deixar aquilo que conhecia e ir agora aprender com o infinito criador de todas as coisas. Ao desapegar-se do corpo, dona Raimunda o guia e proteje pelo caminhos das sombras até a casa do pai de todos nós. E diferente do que muitos dizem, a morte é apenas o começo. Lembrando ainda dos escritos de Suassuna, sábias foram as palavras do personagem Chicó d'O Auto da Compadecida que disse que quando o ser morre "cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."
Diones Batista
Referências:
SUASSUNA, A. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora. 1975.
Diones Batista
Referências:
SUASSUNA, A. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora. 1975.
👁️ 292
Paixão
A paixão quando acomete
A vida de um sujeito
Se encarna no coração
Se entranha dentro do peito
Se espalhando pela alma
De um jeito que não tem jeito
Diones Batista
A vida de um sujeito
Se encarna no coração
Se entranha dentro do peito
Se espalhando pela alma
De um jeito que não tem jeito
Diones Batista
👁️ 375
Comentários (3)
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wilson1970
2020-02-10
Caro poeta , você e a PATATIVA da bela Paraíba
dasilva
2019-12-02
coisa mais delícia de ser ler guri, grata.
aunntt
2018-11-05
Lindíssimo!
Sou natural de Livramento no Cariri Paraibano. Jovem Camponêns e Amante da Literatura!
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