Lista de Poemas

Declínio.


DECLÍNIO.
Claudio Silveira

Não foi apenas  a criança que chorou
foi o homem que sofreu também
não foram lagrimas do homem
o sofrimento foi da humanidade.

olhei para mim e me percebi em extinção
quando vi que meu igual se destruía
por achar que todos também
precisavam pagar por seu desejo arrogante
de ser deus.

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Alma Minha.


ALMA MINHA.
Claudio Silveira

Ó alma minha porque essa angústia
será que não percebes que é mais um dia de chuva.
Não te desespere com a dor que te assola,
ela vai passar.

Onde está tua força ó alma minha,
por onde caminha tua fé,
quem te mandou desistir.

A turbulência vai passar,
o que sentes agora já não é novidade para ti.
Vem e descansa pois o teu alento está na luz.

Ó alma minha não chores por causa da dor,
ainda que ela pareça infinita ela se irá
como se nunca tivesse existido.

Descansa alma minha
é hora de dormir.

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Amigos no tempo.


AMIGOS NO TEMPO.
Claudio Silveira

Olhares encantados, correria às avessas
pulávamos sem medo de cair,
onde o perigo morava, era ali que vivíamos.

Não éramos amigos, éramos irmãos,
não éramos irmãos, éramos mais que amigos.
A vida fez de nós laços para desafiar a distância.

O tempo que se foi e não deixou recado,
a roupa que cresceu, os sapatos esticaram,
as brincadeiras mudaram, mas eu e você 
continuamos a achar que jogar pedras
na agua sempre foi nossa melhor brincadeira.

Brincamos com o tempo, corremos das memorias,
fomos, somos e seremos parte de nossas vidas.
De certo que não importa as mazelas do tempo,
ainda assim seremos sempre crianças e amigos.

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Nunca será meu sempre.


Nunca me percebi sorrindo.
Das vezes em que chorei foi por coisas banais,
onde sentimentos conscientes não faltavam.

Nunca falei de mim, pois de certo mentiria.
Minhas verdades são escassas,
não porque sou uma farsa,
apenas não me vejo assim.

Nunca fui sozinho,
ainda que na solidão fiz casinha.
Dentro dela sempre existiu alguém.

Nunca direi nunca, 
pois o nunca é utopia de alguém
que sempre fugiu dos momentos bons da vida.

Nunca sorri, nunca falei, nunca estarei.
Nunca será meu sempre.
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Fuga


FUGA.
Claudio Silveira

Fugir para onde pensamentos meus,
que devaneiam por labirintos tortuosos
que vagueiam por caminhos enganosos
por lugares sem nenhum lugar.

Fugir para onde alma minha
que se desconecta da ilusão
que se apaga da emoção
que se choca com o coração.

fugir para onde, quando não há fugas
quando o único lugar certo para se esconder
é no escuro de você mesmo.

Então não fujo mais,
pois dentro de mim resolvi ligar a luz.

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Tormentas


TORMENTAS.
Claudio Silveira

O semblante do mar me assusta
das aguas angustiantes que me afogam
tormentas que transbordam
o vento que assola.

Uma profundeza que me leva
um abismo que me toma
aguas profundas que me cercam
o mar tomento me carrega.

Poseidon veio até mim
acorrentou-me em suas correntes
apoderou-se de mina alma
e não quis deixar-me sair.

Foi assim que um navegante sofreu
que das ondas correu
com medo das aguas morreu.
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Areias do Tempo


AREIAS DO TEMPO.
Claudio Silveira

O tempo que termina
sem pena extermina
da casa elimina
da vida contamina.

O tempo que não perdoa
quando do perdão se fala atoa
o tempo das areias
de desertos sem sereias.

O Tempo que corrompe
que causa dor e também promove cura
o tempo do contraste e do desastre
o tempo que cada um procura.

Tempo consumidor
desgaste das rupturas
Fissuras da estrutura
leva a vida sem dó.

Disseram-me em melodia que o tempo não para
pois que o tempo dê um tempo
pois já quase sem tempo
peço somente um novo tempo
para que meu tempo
não termine antes do tempo.

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Calebe - Agente da Escuridão


CALEBE - AGENTE DA ESCURIDÃO
Claudio Silveira

Calebe se escondeu do holofote
viu Sulamita gritar
no seu socorro começou a falar
veio de longe seu braços, suas pernas e olhos
Sulamita sobreviveu.

onde está Calebe que não se vê
ele não brilha e não faz barulho
ele não dorme pois é escudo.
Calebe ó pobre Calebe, venha para a luz.

Como agente da escuridão Calebe sumiu
foi ele quem Sulamita salvou.
no resultado de sua vigília
do olhar de Sulamita veio a gratidão.

Calebe de longe observou
Sulamita nos braços de outros chorou
sabendo que foi Calebe quem verdadeiramente a resgatou.

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Paixões em sonetos.


PAIXÕES EM SONETOS.
Ivanildo Silveira (Em memoria)

Pelas preces que rezei, em busca da salvação,
sem saber se me salvei, ou se tudo eu sonhei,
eu imploro teu perdão.

Na brisa gelada da praia,
olhando a brancura da areia,
com um forte vento a soprar,
fazendo quase calar,
o cântico de uma sereia.


Se os verdes campos,
da minha terra querida,
se não me oxigenasse o pulmão,
jamais teria forças,
pra conquistar eternos corações.


Se minhas conspirações,
não condizem com minha instrução,
viverei eternamente,
neste mundo tão carente,
de tropeços e sermões.

Jamais pensei em vingança,
muito menos maldade,
minha vida é voando livre,
nas asas da liberdade.
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Lagrimas.


LAGRIMAS.
Claudio Silveira

E foi caindo como gota em meio a chuva
desnuda pelo sentimento, lançada com  força ao vento
sentida com dor do momento, 
sofrida pelo ressentimento.

Lagrimas que rolam para imensidão dum oceano
de suas irmãs, que num coro de lamuria
fazer a alma estremecer, buscando na vida
não mais motivos para sofrer.

A gota se tornou mar, o choro se tornou rio
 e da vastidão do oceano de minhas lagrimas
apenas o azul da vida fez  sentido 
Então parei de chorar.
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