Cedric Constance

Cedric Constance

n. 1994 BR BR

Nas entrelinhas de minha poesia, Me faço rei em meu universo, Mesmo que seja de fantasia. - Cedric Constance(Heterônimo).

n. 1994-07-21, Uruguaiana

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MIL ANOS



Por mil anos eu te esperei,
Agoniado em aguardar-te.
Tantas lágrimas derramei,
Ansioso por amar-te.

Teu calor é tão intenso,
Que até o sol te invejaria.
Teu brilho é tão imenso,
Que até a lua ofuscaria.

Nem as estrelas se comparam,
À estes olhos que agora choram,
Mergulhados na mais profunda emoção.

Assim como o rio busca o mar,
Atravessei eras para te amar,
E no fim, regalar meu coração.

- Cedric Constance
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Biografia
Gosto de escrever sobre saudades, amores, memórias antigas e tudo o mais que me encanta.

Poemas

188

ME CONTARAM

Me contaram que estás amando,
Tens um outro alguém novamente.
Sei que estás apenas enganando
Fingindo uma paixão indecentemente.

Não importa quantas bocas beije,
Apenas meus lábios te amaram.
Não importa quantos abraços deseje,
Apenas os meus braços te acalentaram.

Lembro bem do nosso passado,
Os momentos que contigo desfrutei.
Não importa quem esteja ao teu lado,
Ninguém vai te amar como eu amei.

- Cedric Constance
235

SEM TI

Desejei um dia
Morrer de amor por ti
Mas a vida foi cruel
Ela me condenou
A viver sem ti...

- Cedric Constance
236

LEMBREI

Lembrei do nosso beijo
Naquela tarde
Escorreu de mim
Uma lágrima de saudade.

Lembrei do calor
Do teu corpo
E o pranto brotou abundante
Pelo meu rosto.

Lembrei de quando tinha
Você junto a mim
Então eu chorei, como chorei
Ao lembrar também
Do nosso fim.

- Cedric Constance
251

SEJA FELIZ

Se teu coração não despertou
E não conseguiu me amar,
Vá ser feliz com outro alguém
Que na tua vida possa encontrar.
Eu serei feliz também
Embora tua lembrança
Para sempre aqui vai ficar.

- Cedric Constance
252

RUFLAR

Sou prisioneiro do meu passado,
Ao qual eu tento em vão superar.
E por mais que não queira lembrar,
Sei que à solidão estou destinado.

Minhas asas pesam nos ombros,
Ruflam em busca de liberdade,
Expulsando da memória toda maldade
Que um dia já me deixou em escombros.

Não temo nenhum caminho escuro,
Meus sonhos são a motivação,
Que me guiam em direção ao futuro.

Não posso mudar o que passou,
As coisas são como são,
Mas toda a dor, para trás já ficou.

- Cedric Constance
245

EFÊMERO

As folhas caem e apodrecem ao chão,
As flores murcham e se despedaçam,
E todos os sonhos um dia acabam,
Assim morrerá também o coração.

Não há nada que seja eterno,
Até mesmo o amor pode padecer,
E seu encanto doce desvanecer,
Como o calor que morre no inverno.

A morte não é um ser cruel,
Mas sim apenas nosso destino,
Ela só cumpre o seu papel.

No fim, todos descansaremos,
Das agruras e desatinos,
Felizes então, morreremos.

- Cedric Constance
254

POESIA TODO DIA

Minha mente é um caldeirão
Onde as palavras fervilham..
Pensamentos em ebulição
Versos que em mim transpiram...

Eu respiro a poesia,
a cada instante vivido..
Seja noite ou seja dia
Uma rima eu rabisco...

Se escrevo por amor,
Logo alegra o coração...
Se escrevo pela dor
Sangra em mim a solidão...

- Cedric Constance
253

SANGRAREI POR TI

Meu amor é eterno e constante,
Jamais hei de abandonar-lhe à sorte,
Prefiro mil vezes entregar-me à morte,
Do que viver de ti, tão distante.

Foste capaz de amar as imperfeições,
E até o meu lado mais horrendo,
Beijastes meus lábios tremendo,
Cantou-me as mais tristes canções.

Sabes que por teu amor eu morreria,
Pois amo-te mais que a vida,
E por tua vida, em dor eu sangraria.

Você explorou as misérias do meu nada,
Despertou uma emoção esquecida,
Trazendo paz a minh' alma sofrida.

- Cedric Constance
223

ESTRANHO PRAZER

Me recuso a falar de alegria,
Quando meu coração está a chorar.
Nem sempre é bela a poesia,
É preciso a tristeza se pronunciar.

Não creio em felicidade plena,
Pois a vida é feita de instantes.
E nesta existência terrena,
Nada é eterno, tudo é inconstante.

Se acaso o meu peito doer,
Não me peça para sorrir.
Deixe a melancolia me corroer.

E se o meu espírito sofrer,
Não tente nisso, interferir
No fundo, a dor esconde um prazer.

- Cedric Constance
227

FÚNEBRE

Trago-te flores com aroma fúnebre,
Para adornar tua beleza angelical,
E contemplar a tua face do mal,
Moldada pela serenidade célebre.

Vamos bailar sobre os cemitérios,
Ao som de uma canção mortuária,
Em uma singela sinfonia funerária,
Que oculta segredos e mistérios.

Deitemos na sepultura fria,
A contemplar o escuro anoitecer,
Invadindo-nos de melancolia.

A lua cheia triste e pálida,
Revela o brilho de seu sofrer,
Em uma feição calma e cálida.

- Cedric Constance
209

Comentários (5)

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Cedric Constance

Obrigado Alberto!

natalia nuno

Gosto muito do que escreves...um fraterno abraço

alequi

amazing!!!

838362

Tens muito talento e muita paixão. Continua, e obrigada por partilhares o teu trabalho :)

brisaletieres

mil anos é uma dos coisas mais lindas que já li,obrigada