Lista de Poemas

Psicose


Estonteante ela se move a procura de uma presa.
Andando por ai com sua destreza.
Não havia rosto na sua alma apenas uma casca seca.
Tentando se afirmar como normal.
Buscando um objetivo final.
 
Percebe-o então, ali esta, o cara que tanto esta a procurar.
Seria para ela ali um sinal, tudo apontou para aquele local.
Mostra a ele o seu sorriso mais simpático.
Para não alerta-lo do seu fim trágico.

Sem preces ou pensamentos, a lua parece girar.
Os seus olhos estão famintos e coração passa a acelerar.
Lábios, mãos, dorso e penas tudo se misturam como em uma relva.
Os cheiros se fundem e os sentidos se confundem.

De carne fresca, a carne úmida e gelada.
A lamina que antes brilhava, agora esta escorregadia e banhada.
Aos pés da cama sem nada falar.
Seu olhar para na sena que acaba de pinta.


Carol Albuquerque
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Morte e Borboletas


Entre a cruz e a espada sempre velaremos as mágoas.
Morrer, morrer e morrer e sem levar nada.
Passamos por etapas vestidos de vida para nos despir dela, no final.
Passamos e entregamos as roupas da vida para coisas e pessoas de forma banal.

Essa vida, essa nossa vida que passar.
Passamos ela num pedral.
Onde as marcas do ferro nos fazem ser quem somos.
Se nada importa no final, o destino sempre será fatal!

Se estamos de fato destinados a um final.
Que essa vida que passa seja vivida de forma banal!
Como a banalidade do voar das borboletas.


Carol Albuquerque
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Anjo Caído

De olhos fechados consigo enxergar a perfeição na tua alma.
Não será tu um anjo caído que me atormenta a mente e esmaga o meu coração.

Lançada do céu a terra para definir na minha pequena existência o que seria viver com a perfeição.

Serei eu digno de tanta luz e beleza.
Nos primores dos tempos eras tu o fruto proibido, Afrodite ou Helena de troia?
Não saberei eu diferenciar a plenitude de um Deus sem iguala-la a uma obra-prima.

Carol Albuquerque
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Meu Amor!

Se um dia eu deixar de te amar.
Se um dia eu deixar de te olhar.
Se um dia eu deixar de te desejar.
Se um dia esse dia chegar.
Não serei eu em minha consciência perfeita.

Como deixar de amar, o mais sublime dos seres em minha vida.
Como deixar de olha, para as mãos que me guia e mostra o caminho.
Como deixar de desejar, se és a fonte que alimente a minha alma.

Em faces das noites escuras és as estrelas que me traz de volta.
Nas batalhas traçadas em meu coração é a razão de Platão que me faz lembrar.
O que seria dessa vida minha sem te amar.
Talvez um pobre louco a vagar.
Sem nunca a luz encontrar.
Pedido no Hades do meu próprio vazio.
Seguindo as margens do rio do desatino.

E assim sem mais a acrescentar posso dizer sem pestanejar.
Nunca deixarei de te amar.
Nunca deixarei de te olhar.
Nunca deixarei de te deseja.
E os nossos dias de amor nunca iram se findar.

Carol Albuquerque
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Comentários (1)

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Suellen
Suellen
2019-07-10

Sorte a minha , de ser a dona de toda essa inspiração ??