Lista de Poemas
Riscos ou rabiscos ?
Cansado de riscar
Versos mortos
Versos que tentaram dizer
E morreram calados
Queria que dissessem meus medos
E todos aqueles segredos
Quando meus versos estão vivos
Falam sobre o medo de amar
E ficam a procurar motivos
Que me tirem o sono
E façam repousar
O grafite preto na folha branca
Onde tudo é meu
Onde eu sou todo
O lugar onde posso acreditar
Em coisas tolas
Como amar.
Versos mortos
Versos que tentaram dizer
E morreram calados
Queria que dissessem meus medos
E todos aqueles segredos
Quando meus versos estão vivos
Falam sobre o medo de amar
E ficam a procurar motivos
Que me tirem o sono
E façam repousar
O grafite preto na folha branca
Onde tudo é meu
Onde eu sou todo
O lugar onde posso acreditar
Em coisas tolas
Como amar.
👁️ 358
Conta Gotas
Que a pressa, não desperdice a ponta do meu lápis
Na ânsia de demonstrar sentimento urgente e passageiro
Me cegando de tanta saudade, torna-me sujeito infeliz
Há andar assim meio torto, e despreocupado sigo
Descaminhando por uma rota invisível que nunca quis
Se essa ausência colocar em meus lábios o doce da loucura,
Quero ser louco, à sonhar aqueles momentos de ternura.
O instante flui, me seduzindo lentamente na promessa
E pedindo para eu percorre-lo até o clímax do momento
Dramaticamente adiado pelo odioso escritor dessa peça
Que ri ao ver seus próprios personagens no tormento
Deixando a plateia aguardar o desfecho com esperança
Por que não evita-lhes a preocupação, jovem escritor
Tira deste personagem o desfecho de morte e dor
Já chega de alegorias, sabes bem leitor
O grande mal que me acompanha
Ser plateia, ator e também escritor
Numa peça com tanto amor e drama
Não que seja grande coisa, mas causa furor
Quando um simples excessivo apaixonado
Busca amor e o encontra em outro estado
E se detesto a distância entre nosso corpo
É por ela, em alguns momentos, me fazer mal
Então eu peço que me preencha como um copo
E despeja por completo teu corpo, remédio vital
Que tenho por necessidade, vício que mantenho,
Pois o desespero espera a ausência da sanidade
E me fará ingerir a dose letal, por pura vontade
Na ânsia de demonstrar sentimento urgente e passageiro
Me cegando de tanta saudade, torna-me sujeito infeliz
Há andar assim meio torto, e despreocupado sigo
Descaminhando por uma rota invisível que nunca quis
Se essa ausência colocar em meus lábios o doce da loucura,
Quero ser louco, à sonhar aqueles momentos de ternura.
O instante flui, me seduzindo lentamente na promessa
E pedindo para eu percorre-lo até o clímax do momento
Dramaticamente adiado pelo odioso escritor dessa peça
Que ri ao ver seus próprios personagens no tormento
Deixando a plateia aguardar o desfecho com esperança
Por que não evita-lhes a preocupação, jovem escritor
Tira deste personagem o desfecho de morte e dor
Já chega de alegorias, sabes bem leitor
O grande mal que me acompanha
Ser plateia, ator e também escritor
Numa peça com tanto amor e drama
Não que seja grande coisa, mas causa furor
Quando um simples excessivo apaixonado
Busca amor e o encontra em outro estado
E se detesto a distância entre nosso corpo
É por ela, em alguns momentos, me fazer mal
Então eu peço que me preencha como um copo
E despeja por completo teu corpo, remédio vital
Que tenho por necessidade, vício que mantenho,
Pois o desespero espera a ausência da sanidade
E me fará ingerir a dose letal, por pura vontade
👁️ 349
Embriaguez
Derrama na minha boca seu beijo
E embriagado me leva pra cama
No teu corpo tropeço e fico tonto
Me agarra pelos braços
Sem a consciência dos meus atos
A vergonha dissipada
Busca em teu ventre
Mais uma rodada
do puro licor
E te seguro com força
Pois o mundo gira
E a muito sai do meu corpo
Mas sei que tu me levarás para casa
E embriagado me leva pra cama
No teu corpo tropeço e fico tonto
Me agarra pelos braços
Sem a consciência dos meus atos
A vergonha dissipada
Busca em teu ventre
Mais uma rodada
do puro licor
E te seguro com força
Pois o mundo gira
E a muito sai do meu corpo
Mas sei que tu me levarás para casa
👁️ 382
Evasivo de si
Ele foge do mundo em busca de abrigo,
na rotina das obrigações, falta o perigo
E mesmo cada grama de remédio
Mesmo quando pousa seus olhos
E mastiga um filme sem gosto
Faz de cada dia vivido puro tédio
Nem passividade lhe traz algum conforto
Pois desconfia que ser passivo é muito pouco
Ele sente a necessidade de ser muito menos,
E por isso lhe chamam - Louco!
São os que desconhecem a pureza dos pequenos
Ser menos de si, até perder quem se é
Viver a liberdade de ser tudo no todo
Sonhando em tornar-se ninguém
na rotina das obrigações, falta o perigo
E mesmo cada grama de remédio
Mesmo quando pousa seus olhos
E mastiga um filme sem gosto
Faz de cada dia vivido puro tédio
Nem passividade lhe traz algum conforto
Pois desconfia que ser passivo é muito pouco
Ele sente a necessidade de ser muito menos,
E por isso lhe chamam - Louco!
São os que desconhecem a pureza dos pequenos
Ser menos de si, até perder quem se é
Viver a liberdade de ser tudo no todo
Sonhando em tornar-se ninguém
👁️ 390
Estar Poeta
Não se é poeta
O bom é estar
E quando se está
Começa a brigar
Com o papel? Ou seria
Com as letras que não falam
Sobre os sentimentos que sentia
Sobre os sentimentos que se calam
Mas tenha dó e paciência
Não o culpe se um verso
Trouxer dor e angústia
Ele não quis ser perverso
Somente escreve
Como quem bebe
E perde a lucidez
Rezando que esta seja sua última vez
O bom é estar
E quando se está
Começa a brigar
Com o papel? Ou seria
Com as letras que não falam
Sobre os sentimentos que sentia
Sobre os sentimentos que se calam
Mas tenha dó e paciência
Não o culpe se um verso
Trouxer dor e angústia
Ele não quis ser perverso
Somente escreve
Como quem bebe
E perde a lucidez
Rezando que esta seja sua última vez
👁️ 377
Aquarela
Aquele beija flor azul
Doce, o néctar lhe escorre do bico
Chamo a todos, sub o sol amarelo
Sou todo atenção, ao tempo não ligo
Até ele nos avisar em seu vermelho
Amargo, mais um dia cai e eu fico
No chão armado com um lápis verde
Numa vigília a espera que chegue logo
Mais um dia na manhã violeta
E em cada promessa de novidade me perco
Durmo e sonho, meu mundo rosa
Reflexo das minhas memorias arco íris
Que partilho com esse papel branco
Agora que cheguei a esse pote preto
Tudo que vejo possui o mesmo cinza
Doce, o néctar lhe escorre do bico
Chamo a todos, sub o sol amarelo
Sou todo atenção, ao tempo não ligo
Até ele nos avisar em seu vermelho
Amargo, mais um dia cai e eu fico
No chão armado com um lápis verde
Numa vigília a espera que chegue logo
Mais um dia na manhã violeta
E em cada promessa de novidade me perco
Durmo e sonho, meu mundo rosa
Reflexo das minhas memorias arco íris
Que partilho com esse papel branco
Agora que cheguei a esse pote preto
Tudo que vejo possui o mesmo cinza
👁️ 408
Não Chore menina
Não chore menina que o mundo
Sabe ser mal para quem é bom
E não faz bem você se sentir mal
O mundo não te quer chorando
Tem algo de bom no imundo
E não é tão pequeno, quanto parece
Você é parte de um todo
Muitos lutam em prol de tua prece
Somos podres ? Talvez.
Mas já fomos heróis
Muitos mais de uma vez.
O mundo se fez humano
Devido ao nosso egoísmo
Compartilhamos o primeiro engano:
Um genético e defeituoso, narcisismo.
Somos a doença e a própria cura
Por isso, chore ao meu lado
Encaremos de frente esta loucura.
Sabe ser mal para quem é bom
E não faz bem você se sentir mal
O mundo não te quer chorando
Tem algo de bom no imundo
E não é tão pequeno, quanto parece
Você é parte de um todo
Muitos lutam em prol de tua prece
Somos podres ? Talvez.
Mas já fomos heróis
Muitos mais de uma vez.
O mundo se fez humano
Devido ao nosso egoísmo
Compartilhamos o primeiro engano:
Um genético e defeituoso, narcisismo.
Somos a doença e a própria cura
Por isso, chore ao meu lado
Encaremos de frente esta loucura.
👁️ 447
Endereço
No meu Estado atual, a falta de Capital
Pode impressionar os desatentos,
Mas de onde vim é ato natural
Minha terra é abençoada de talentos
Alguns buscam pasárgada
Querem ter seu próprio reinado
Como ser rei da terra amada?
Devem deixar a posse de lado
E esquecer toda regra.
A terra é o que você quiser
A minha se chama Izabela
Meia menina, meia mulher.
Terra é estar seguro, entender que aquele é seu canto
Preencher, do teu perfume, a saudade em meu peito
Respirando lentamente o aroma presente no vento
Aproveitando a brisa de cada pequenino momento.
Ah... mas a alegria também vêm
Pois não só de saudade vive o viajante
Chegado o momento se faz refém
No local que lhe deu plenitude
Chama mulher, filhos e um sonho
E se aconchegam feito passarinho
Colhem-se beijos
Desta terra fértil,
Esquenta-se abraços
Deste homem febril
E a morte sem perceber
Dá ao homem a melhor chance
De voltar a terra pertencer
Ser dá Terra, a todo instante.
Pode impressionar os desatentos,
Mas de onde vim é ato natural
Minha terra é abençoada de talentos
Alguns buscam pasárgada
Querem ter seu próprio reinado
Como ser rei da terra amada?
Devem deixar a posse de lado
E esquecer toda regra.
A terra é o que você quiser
A minha se chama Izabela
Meia menina, meia mulher.
Terra é estar seguro, entender que aquele é seu canto
Preencher, do teu perfume, a saudade em meu peito
Respirando lentamente o aroma presente no vento
Aproveitando a brisa de cada pequenino momento.
Ah... mas a alegria também vêm
Pois não só de saudade vive o viajante
Chegado o momento se faz refém
No local que lhe deu plenitude
Chama mulher, filhos e um sonho
E se aconchegam feito passarinho
Colhem-se beijos
Desta terra fértil,
Esquenta-se abraços
Deste homem febril
E a morte sem perceber
Dá ao homem a melhor chance
De voltar a terra pertencer
Ser dá Terra, a todo instante.
👁️ 380
Das Coisas Importantes
Deitado sub o manto do cobertor
Ouço e espero o entreabrir da porta
Olhos semicerrados veem luz no corredor
Possivelmente são 2 da madrugada
Quero muito levantar para um abraço
Naquele corpo cansado do serviço
E sempre a pensar: "Deveria ter feito isso?"
Se o fizesse diria com toda certeza
- Pai, me desce uma cerveja.
Iriamos falar de mulheres e da proeza
Feita por um jogador ou sobre a sessão coruja
Lembra quando assistíamos juntos?
Queria relembrar esse sentimento,
Pois sabe bem, pai, que a vida é um relato
De alegres e tristes momentos
E quem sabe o papo bom pudesse
Aliviar a insônia que te incomoda
O bom sono teu animo cresce
Um sorriso no teu rosto te acorda
Sente a mesa conosco e tome
Uma xícara de café amargo
Espero que esteja com fome
Coma, mas com sossego
Não pense que o tempo se apressa
Se os afazeres lhe ocupam a mente, o dia passa
O preço do dia morto pela angústia
De fazer coisas sem a menor importância
Ouço e espero o entreabrir da porta
Olhos semicerrados veem luz no corredor
Possivelmente são 2 da madrugada
Quero muito levantar para um abraço
Naquele corpo cansado do serviço
E sempre a pensar: "Deveria ter feito isso?"
Se o fizesse diria com toda certeza
- Pai, me desce uma cerveja.
Iriamos falar de mulheres e da proeza
Feita por um jogador ou sobre a sessão coruja
Lembra quando assistíamos juntos?
Queria relembrar esse sentimento,
Pois sabe bem, pai, que a vida é um relato
De alegres e tristes momentos
E quem sabe o papo bom pudesse
Aliviar a insônia que te incomoda
O bom sono teu animo cresce
Um sorriso no teu rosto te acorda
Sente a mesa conosco e tome
Uma xícara de café amargo
Espero que esteja com fome
Coma, mas com sossego
Não pense que o tempo se apressa
Se os afazeres lhe ocupam a mente, o dia passa
O preço do dia morto pela angústia
De fazer coisas sem a menor importância
👁️ 387
Colecionadora
Sou uma observadora do acaso
Como quem enamorada pela rotina
Acha belo o regar de um vaso
E a luz que lhe queima a retina
Obstinada a encontrar coisas extraordinárias
Como o riso do moço na sua leitura
Procuro nas mais simples ações diárias
Felicidade em capsula, fragmentos de loucura
E num dia de sorte eu volto toda alma
Como se meu corpo tivesse ficado na areia
Me vendo mergulhar, no mar ou em mim mesma?
E eu completa, totalmente cheia
Corro os olhos pôr tudo a minha volta
E os deixo recolher aquele momento infinito
Onde percebo que mesmo o mais bonito
Não é essencial à beleza
Como quem enamorada pela rotina
Acha belo o regar de um vaso
E a luz que lhe queima a retina
Obstinada a encontrar coisas extraordinárias
Como o riso do moço na sua leitura
Procuro nas mais simples ações diárias
Felicidade em capsula, fragmentos de loucura
E num dia de sorte eu volto toda alma
Como se meu corpo tivesse ficado na areia
Me vendo mergulhar, no mar ou em mim mesma?
E eu completa, totalmente cheia
Corro os olhos pôr tudo a minha volta
E os deixo recolher aquele momento infinito
Onde percebo que mesmo o mais bonito
Não é essencial à beleza
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