Lista de Poemas
Riscos ou rabiscos ?
Cansado de riscar
Versos mortos
Versos que tentaram dizer
E morreram calados
Queria que dissessem meus medos
E todos aqueles segredos
Quando meus versos estão vivos
Falam sobre o medo de amar
E ficam a procurar motivos
Que me tirem o sono
E façam repousar
O grafite preto na folha branca
Onde tudo é meu
Onde eu sou todo
O lugar onde posso acreditar
Em coisas tolas
Como amar.
Versos mortos
Versos que tentaram dizer
E morreram calados
Queria que dissessem meus medos
E todos aqueles segredos
Quando meus versos estão vivos
Falam sobre o medo de amar
E ficam a procurar motivos
Que me tirem o sono
E façam repousar
O grafite preto na folha branca
Onde tudo é meu
Onde eu sou todo
O lugar onde posso acreditar
Em coisas tolas
Como amar.
👁️ 353
Conta Gotas
Que a pressa, não desperdice a ponta do meu lápis
Na ânsia de demonstrar sentimento urgente e passageiro
Me cegando de tanta saudade, torna-me sujeito infeliz
Há andar assim meio torto, e despreocupado sigo
Descaminhando por uma rota invisível que nunca quis
Se essa ausência colocar em meus lábios o doce da loucura,
Quero ser louco, à sonhar aqueles momentos de ternura.
O instante flui, me seduzindo lentamente na promessa
E pedindo para eu percorre-lo até o clímax do momento
Dramaticamente adiado pelo odioso escritor dessa peça
Que ri ao ver seus próprios personagens no tormento
Deixando a plateia aguardar o desfecho com esperança
Por que não evita-lhes a preocupação, jovem escritor
Tira deste personagem o desfecho de morte e dor
Já chega de alegorias, sabes bem leitor
O grande mal que me acompanha
Ser plateia, ator e também escritor
Numa peça com tanto amor e drama
Não que seja grande coisa, mas causa furor
Quando um simples excessivo apaixonado
Busca amor e o encontra em outro estado
E se detesto a distância entre nosso corpo
É por ela, em alguns momentos, me fazer mal
Então eu peço que me preencha como um copo
E despeja por completo teu corpo, remédio vital
Que tenho por necessidade, vício que mantenho,
Pois o desespero espera a ausência da sanidade
E me fará ingerir a dose letal, por pura vontade
Na ânsia de demonstrar sentimento urgente e passageiro
Me cegando de tanta saudade, torna-me sujeito infeliz
Há andar assim meio torto, e despreocupado sigo
Descaminhando por uma rota invisível que nunca quis
Se essa ausência colocar em meus lábios o doce da loucura,
Quero ser louco, à sonhar aqueles momentos de ternura.
O instante flui, me seduzindo lentamente na promessa
E pedindo para eu percorre-lo até o clímax do momento
Dramaticamente adiado pelo odioso escritor dessa peça
Que ri ao ver seus próprios personagens no tormento
Deixando a plateia aguardar o desfecho com esperança
Por que não evita-lhes a preocupação, jovem escritor
Tira deste personagem o desfecho de morte e dor
Já chega de alegorias, sabes bem leitor
O grande mal que me acompanha
Ser plateia, ator e também escritor
Numa peça com tanto amor e drama
Não que seja grande coisa, mas causa furor
Quando um simples excessivo apaixonado
Busca amor e o encontra em outro estado
E se detesto a distância entre nosso corpo
É por ela, em alguns momentos, me fazer mal
Então eu peço que me preencha como um copo
E despeja por completo teu corpo, remédio vital
Que tenho por necessidade, vício que mantenho,
Pois o desespero espera a ausência da sanidade
E me fará ingerir a dose letal, por pura vontade
👁️ 342
Embriaguez
Derrama na minha boca seu beijo
E embriagado me leva pra cama
No teu corpo tropeço e fico tonto
Me agarra pelos braços
Sem a consciência dos meus atos
A vergonha dissipada
Busca em teu ventre
Mais uma rodada
do puro licor
E te seguro com força
Pois o mundo gira
E a muito sai do meu corpo
Mas sei que tu me levarás para casa
E embriagado me leva pra cama
No teu corpo tropeço e fico tonto
Me agarra pelos braços
Sem a consciência dos meus atos
A vergonha dissipada
Busca em teu ventre
Mais uma rodada
do puro licor
E te seguro com força
Pois o mundo gira
E a muito sai do meu corpo
Mas sei que tu me levarás para casa
👁️ 373
Evasivo de si
Ele foge do mundo em busca de abrigo,
na rotina das obrigações, falta o perigo
E mesmo cada grama de remédio
Mesmo quando pousa seus olhos
E mastiga um filme sem gosto
Faz de cada dia vivido puro tédio
Nem passividade lhe traz algum conforto
Pois desconfia que ser passivo é muito pouco
Ele sente a necessidade de ser muito menos,
E por isso lhe chamam - Louco!
São os que desconhecem a pureza dos pequenos
Ser menos de si, até perder quem se é
Viver a liberdade de ser tudo no todo
Sonhando em tornar-se ninguém
na rotina das obrigações, falta o perigo
E mesmo cada grama de remédio
Mesmo quando pousa seus olhos
E mastiga um filme sem gosto
Faz de cada dia vivido puro tédio
Nem passividade lhe traz algum conforto
Pois desconfia que ser passivo é muito pouco
Ele sente a necessidade de ser muito menos,
E por isso lhe chamam - Louco!
São os que desconhecem a pureza dos pequenos
Ser menos de si, até perder quem se é
Viver a liberdade de ser tudo no todo
Sonhando em tornar-se ninguém
👁️ 381
Estar Poeta
Não se é poeta
O bom é estar
E quando se está
Começa a brigar
Com o papel? Ou seria
Com as letras que não falam
Sobre os sentimentos que sentia
Sobre os sentimentos que se calam
Mas tenha dó e paciência
Não o culpe se um verso
Trouxer dor e angústia
Ele não quis ser perverso
Somente escreve
Como quem bebe
E perde a lucidez
Rezando que esta seja sua última vez
O bom é estar
E quando se está
Começa a brigar
Com o papel? Ou seria
Com as letras que não falam
Sobre os sentimentos que sentia
Sobre os sentimentos que se calam
Mas tenha dó e paciência
Não o culpe se um verso
Trouxer dor e angústia
Ele não quis ser perverso
Somente escreve
Como quem bebe
E perde a lucidez
Rezando que esta seja sua última vez
👁️ 366
Colecionadora
Sou uma observadora do acaso
Como quem enamorada pela rotina
Acha belo o regar de um vaso
E a luz que lhe queima a retina
Obstinada a encontrar coisas extraordinárias
Como o riso do moço na sua leitura
Procuro nas mais simples ações diárias
Felicidade em capsula, fragmentos de loucura
E num dia de sorte eu volto toda alma
Como se meu corpo tivesse ficado na areia
Me vendo mergulhar, no mar ou em mim mesma?
E eu completa, totalmente cheia
Corro os olhos pôr tudo a minha volta
E os deixo recolher aquele momento infinito
Onde percebo que mesmo o mais bonito
Não é essencial à beleza
Como quem enamorada pela rotina
Acha belo o regar de um vaso
E a luz que lhe queima a retina
Obstinada a encontrar coisas extraordinárias
Como o riso do moço na sua leitura
Procuro nas mais simples ações diárias
Felicidade em capsula, fragmentos de loucura
E num dia de sorte eu volto toda alma
Como se meu corpo tivesse ficado na areia
Me vendo mergulhar, no mar ou em mim mesma?
E eu completa, totalmente cheia
Corro os olhos pôr tudo a minha volta
E os deixo recolher aquele momento infinito
Onde percebo que mesmo o mais bonito
Não é essencial à beleza
👁️ 375
Endereço
No meu Estado atual, a falta de Capital
Pode impressionar os desatentos,
Mas de onde vim é ato natural
Minha terra é abençoada de talentos
Alguns buscam pasárgada
Querem ter seu próprio reinado
Como ser rei da terra amada?
Devem deixar a posse de lado
E esquecer toda regra.
A terra é o que você quiser
A minha se chama Izabela
Meia menina, meia mulher.
Terra é estar seguro, entender que aquele é seu canto
Preencher, do teu perfume, a saudade em meu peito
Respirando lentamente o aroma presente no vento
Aproveitando a brisa de cada pequenino momento.
Ah... mas a alegria também vêm
Pois não só de saudade vive o viajante
Chegado o momento se faz refém
No local que lhe deu plenitude
Chama mulher, filhos e um sonho
E se aconchegam feito passarinho
Colhem-se beijos
Desta terra fértil,
Esquenta-se abraços
Deste homem febril
E a morte sem perceber
Dá ao homem a melhor chance
De voltar a terra pertencer
Ser dá Terra, a todo instante.
Pode impressionar os desatentos,
Mas de onde vim é ato natural
Minha terra é abençoada de talentos
Alguns buscam pasárgada
Querem ter seu próprio reinado
Como ser rei da terra amada?
Devem deixar a posse de lado
E esquecer toda regra.
A terra é o que você quiser
A minha se chama Izabela
Meia menina, meia mulher.
Terra é estar seguro, entender que aquele é seu canto
Preencher, do teu perfume, a saudade em meu peito
Respirando lentamente o aroma presente no vento
Aproveitando a brisa de cada pequenino momento.
Ah... mas a alegria também vêm
Pois não só de saudade vive o viajante
Chegado o momento se faz refém
No local que lhe deu plenitude
Chama mulher, filhos e um sonho
E se aconchegam feito passarinho
Colhem-se beijos
Desta terra fértil,
Esquenta-se abraços
Deste homem febril
E a morte sem perceber
Dá ao homem a melhor chance
De voltar a terra pertencer
Ser dá Terra, a todo instante.
👁️ 371
Amor Complexo
Me desfaço e mergulho em sentimento
Sinto o desejo profundo de estar ao teu lado
Participar desde seu nascimento
Vendo seus dias felizes na infância
Podendo mudar suas lembranças tristes
Ou simplesmente te acolher em meus braços
Oferecendo um colo para chorar
Queria te ver na escola chamando todos para brincar
Estar nos seus momentos mais íntimos
E sentir seus primeiros amores da adolescência.
Ver você em amplitude e profundidade
Existir dentro de ti, num lindo espetáculo
Poder sussurrar algumas qualidades quando você não as via
E incentivar suas loucuras
Hoje te vejo mulher e há tantos mistérios a descobrir
Cabe ao acaso me ajudar, mas se
Imerso em ti sou somente versos do avesso
Como posso interpretar seu amor complexo?
Sinto o desejo profundo de estar ao teu lado
Participar desde seu nascimento
Vendo seus dias felizes na infância
Podendo mudar suas lembranças tristes
Ou simplesmente te acolher em meus braços
Oferecendo um colo para chorar
Queria te ver na escola chamando todos para brincar
Estar nos seus momentos mais íntimos
E sentir seus primeiros amores da adolescência.
Ver você em amplitude e profundidade
Existir dentro de ti, num lindo espetáculo
Poder sussurrar algumas qualidades quando você não as via
E incentivar suas loucuras
Hoje te vejo mulher e há tantos mistérios a descobrir
Cabe ao acaso me ajudar, mas se
Imerso em ti sou somente versos do avesso
Como posso interpretar seu amor complexo?
👁️ 414
Aquarela
Aquele beija flor azul
Doce, o néctar lhe escorre do bico
Chamo a todos, sub o sol amarelo
Sou todo atenção, ao tempo não ligo
Até ele nos avisar em seu vermelho
Amargo, mais um dia cai e eu fico
No chão armado com um lápis verde
Numa vigília a espera que chegue logo
Mais um dia na manhã violeta
E em cada promessa de novidade me perco
Durmo e sonho, meu mundo rosa
Reflexo das minhas memorias arco íris
Que partilho com esse papel branco
Agora que cheguei a esse pote preto
Tudo que vejo possui o mesmo cinza
Doce, o néctar lhe escorre do bico
Chamo a todos, sub o sol amarelo
Sou todo atenção, ao tempo não ligo
Até ele nos avisar em seu vermelho
Amargo, mais um dia cai e eu fico
No chão armado com um lápis verde
Numa vigília a espera que chegue logo
Mais um dia na manhã violeta
E em cada promessa de novidade me perco
Durmo e sonho, meu mundo rosa
Reflexo das minhas memorias arco íris
Que partilho com esse papel branco
Agora que cheguei a esse pote preto
Tudo que vejo possui o mesmo cinza
👁️ 397
Não Chore menina
Não chore menina que o mundo
Sabe ser mal para quem é bom
E não faz bem você se sentir mal
O mundo não te quer chorando
Tem algo de bom no imundo
E não é tão pequeno, quanto parece
Você é parte de um todo
Muitos lutam em prol de tua prece
Somos podres ? Talvez.
Mas já fomos heróis
Muitos mais de uma vez.
O mundo se fez humano
Devido ao nosso egoísmo
Compartilhamos o primeiro engano:
Um genético e defeituoso, narcisismo.
Somos a doença e a própria cura
Por isso, chore ao meu lado
Encaremos de frente esta loucura.
Sabe ser mal para quem é bom
E não faz bem você se sentir mal
O mundo não te quer chorando
Tem algo de bom no imundo
E não é tão pequeno, quanto parece
Você é parte de um todo
Muitos lutam em prol de tua prece
Somos podres ? Talvez.
Mas já fomos heróis
Muitos mais de uma vez.
O mundo se fez humano
Devido ao nosso egoísmo
Compartilhamos o primeiro engano:
Um genético e defeituoso, narcisismo.
Somos a doença e a própria cura
Por isso, chore ao meu lado
Encaremos de frente esta loucura.
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