Biografia
Juiz de direito aposentado - Não sou poeta, mas faço algumas tentativas
Lista de Poemas
Total de poemas: 12
•
Página 1 de 2
MEU 15 DE SETEMBRO
MEU 15 DE SETEMBRO
Berlim/DDR 15 de setembro de 1974
Hoje são quinze.
Poderia ser onze, sete ou vinte e um,
Ou qualquer data.
Não sei o porquê?
Mas esta data me dói e me fascina.
Talvez sejam quatro depois do onze?
Ou serão seis antes do vinte um?
Não sei?
E não me importa.
Este é o meu quinze de lhe dou nome
Maria, José ou Antonieta?
Não.
O chamarei de SUSI.
O “esse” que me lembra o socialismo.
A sua beleza de amor juvenil,
Visão futuro.
Muitos felizes e sem pobreza.
“U”, símbolo da unidade
União de cantos, amores e vidas.
Nele se sentem todos juntos e de uma só vez
A dor, angústia, delírio e prazeres.
O outro “esse” me recorda o sangue
Sangue de povos que lutam por liberdade
Sangue-operário
Sangue-estudante e camponês.
Sangue de dor de corações cindidos
De folhas mortas que ainda respiram
Sangue de amor, desrespeitado e humilhado.
Vejo sua imagem.
Pernas frágeis por mão sendo amparada.
Cabelos negros ao vendo assoviando
Sorriso largo.
Lábios de seda que beijam com ternura
Mão fortes, as que sabem acariciar e amar.
Quem es tu, SUSI?
Uma Santiago do Chile hoje sofrido e massacrado?
Ou uma Brasília, por verde-oliva ocupada?
Quem es tu?
Talvez um mundo...
Uma mulher...
Uma flor...
Ou apenas o meu sonhar?
Arutãna Cobério
Berlim/DDR 15 de setembro de 1974
Hoje são quinze.
Poderia ser onze, sete ou vinte e um,
Ou qualquer data.
Não sei o porquê?
Mas esta data me dói e me fascina.
Talvez sejam quatro depois do onze?
Ou serão seis antes do vinte um?
Não sei?
E não me importa.
Este é o meu quinze de lhe dou nome
Maria, José ou Antonieta?
Não.
O chamarei de SUSI.
O “esse” que me lembra o socialismo.
A sua beleza de amor juvenil,
Visão futuro.
Muitos felizes e sem pobreza.
“U”, símbolo da unidade
União de cantos, amores e vidas.
Nele se sentem todos juntos e de uma só vez
A dor, angústia, delírio e prazeres.
O outro “esse” me recorda o sangue
Sangue de povos que lutam por liberdade
Sangue-operário
Sangue-estudante e camponês.
Sangue de dor de corações cindidos
De folhas mortas que ainda respiram
Sangue de amor, desrespeitado e humilhado.
Vejo sua imagem.
Pernas frágeis por mão sendo amparada.
Cabelos negros ao vendo assoviando
Sorriso largo.
Lábios de seda que beijam com ternura
Mão fortes, as que sabem acariciar e amar.
Quem es tu, SUSI?
Uma Santiago do Chile hoje sofrido e massacrado?
Ou uma Brasília, por verde-oliva ocupada?
Quem es tu?
Talvez um mundo...
Uma mulher...
Uma flor...
Ou apenas o meu sonhar?
Arutãna Cobério
👁️ 143
PAR ONDE IDES, OH POVO BRASILEIRO.
Para onde ides, oh povo brasileiro.
Em 1500, oficialmente, aportaram em suas terras
Trazendo quinquilharias, os europeus piratas.
Pestilentos, aventureiros, assaltantes e extratores
Trouxeram os hábitos e hálito da podridão.
Se não bastassem o genocídio, dos índios deste quase continente
Importaram d’ Europa a ideia da escravidão.
Por conveniência e oportunismo, oradores sem fé
Tiravam a alma dos que queriam escravizar.
Esta que poderia ser uma futura e grande Nação
Foi dominada por bandoleiros, gananciosos e usurários.
Objetivo único, marcava suas personalidades
Enriquecerem-se, não importava como.
Juntaram-se a curas, protetores de douradas almas
Que ensinavam à plebe subserviência e resignação,
Para glória do faminto reinante rebotalho
Chega a coroa, acovardada e fétida, fugindo da Marseillaise.
Trazem consigo uma corja de vagabundos, corruptos e preguiçosos
E instituem, o sobrevivente até hoje, o gueto das aristocracias.
Instituem o jeitinho, a isenção ou foro privilegiado, calhordices brasileiras
Que até hoje norteiam os grandes, do povo, estelionatários.
Criam a norma:
Ladrões, traficantes, corruptos e malfeitores,
Com pedigree ou amigos meus, se tornam intocáveis.
Tiram e põem governos, a torto e a seu bem prazer,
Em nome de um povo, o qual jamais representam ou representaram.
Forjam uma Constituição, para jamais ser cumprida e respeitada;
Interpretam-na segundo suas necessidades e seus ilustres, mas analfabetos, “juristas”;
Pedem, à sede do Império, a escolha dos acólitos que irão conduzir a grande farsa.
E Vós, Oh POVO BRASILERO? Abandonastes a luta e a rua?
Ao ver, escolhestes o matadouro.
Arutana Coberio Terena
Em 1500, oficialmente, aportaram em suas terras
Trazendo quinquilharias, os europeus piratas.
Pestilentos, aventureiros, assaltantes e extratores
Trouxeram os hábitos e hálito da podridão.
Se não bastassem o genocídio, dos índios deste quase continente
Importaram d’ Europa a ideia da escravidão.
Por conveniência e oportunismo, oradores sem fé
Tiravam a alma dos que queriam escravizar.
Esta que poderia ser uma futura e grande Nação
Foi dominada por bandoleiros, gananciosos e usurários.
Objetivo único, marcava suas personalidades
Enriquecerem-se, não importava como.
Juntaram-se a curas, protetores de douradas almas
Que ensinavam à plebe subserviência e resignação,
Para glória do faminto reinante rebotalho
Chega a coroa, acovardada e fétida, fugindo da Marseillaise.
Trazem consigo uma corja de vagabundos, corruptos e preguiçosos
E instituem, o sobrevivente até hoje, o gueto das aristocracias.
Instituem o jeitinho, a isenção ou foro privilegiado, calhordices brasileiras
Que até hoje norteiam os grandes, do povo, estelionatários.
Criam a norma:
Ladrões, traficantes, corruptos e malfeitores,
Com pedigree ou amigos meus, se tornam intocáveis.
Tiram e põem governos, a torto e a seu bem prazer,
Em nome de um povo, o qual jamais representam ou representaram.
Forjam uma Constituição, para jamais ser cumprida e respeitada;
Interpretam-na segundo suas necessidades e seus ilustres, mas analfabetos, “juristas”;
Pedem, à sede do Império, a escolha dos acólitos que irão conduzir a grande farsa.
E Vós, Oh POVO BRASILERO? Abandonastes a luta e a rua?
Ao ver, escolhestes o matadouro.
Arutana Coberio Terena
👁️ 179
TE FIZ MULHER
Belo Horizonte, 10/03/1991
TE FIZ MULHER
Te conheci criança, frágil, insegura,
Sem amor próprio, pois não sabias conjugar o verbo amar
Num só momento, e tão só, o sexo inconsequente
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti surgir uma Mulher
Acreditavas burra, sem inteligência
Nem um minuto assentada podias lá ficar
Uma só frase três, vezes ou mais devias ler
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti crescer uma Mulher
Roupas estranhas, até inacabadas
Olhar esquivo, talvez sem saber, sem poder olhar
Andar apressado de gente agitada
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti despertar uma Mulher
No ato do amor, do sexo bem amado
Tu não sentias, antes, o gosto do prazer
Envergonhada não sabias sequer pedir
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti ressurgir uma Mulher
Rodando Minas, todo este Brasil
Nossas fronteiras pudestes ultrapassar
Para no intelecto crescer teus horizontes
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti nascer uma Mulher
Mas, até hoje não podes crer
Que o amor é tudo e nele podes confiar
Se entregando inteira, de corpo e alma
Pois...
Te amei profundo
E
Queiras ou não queiras
Não es a mesma
Te fiz
E hoje es uma MULHER
Mas....
Do fundo do seu ego aflorou o mau-caráter.
A culpa não é tua.
Introjetastes as desilusões
As frustrações e mágoas não resolvidas
E, como modelo, só isto aprendeste:
Amor por si só não presta, use as pessoas
Viva sozinha, com seu orgulho, vaidade e
E faça a corte a um fraco, um fracassado
Se rebaixando à antiga submissa e desprezada.
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Agora depende de ti e só de ti
Ser uma verdadeira Mulher
Arutana Coberio
TE FIZ MULHER
Te conheci criança, frágil, insegura,
Sem amor próprio, pois não sabias conjugar o verbo amar
Num só momento, e tão só, o sexo inconsequente
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti surgir uma Mulher
Acreditavas burra, sem inteligência
Nem um minuto assentada podias lá ficar
Uma só frase três, vezes ou mais devias ler
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti crescer uma Mulher
Roupas estranhas, até inacabadas
Olhar esquivo, talvez sem saber, sem poder olhar
Andar apressado de gente agitada
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti despertar uma Mulher
No ato do amor, do sexo bem amado
Tu não sentias, antes, o gosto do prazer
Envergonhada não sabias sequer pedir
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti ressurgir uma Mulher
Rodando Minas, todo este Brasil
Nossas fronteiras pudestes ultrapassar
Para no intelecto crescer teus horizontes
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Eu quis fazer em ti nascer uma Mulher
Mas, até hoje não podes crer
Que o amor é tudo e nele podes confiar
Se entregando inteira, de corpo e alma
Pois...
Te amei profundo
E
Queiras ou não queiras
Não es a mesma
Te fiz
E hoje es uma MULHER
Mas....
Do fundo do seu ego aflorou o mau-caráter.
A culpa não é tua.
Introjetastes as desilusões
As frustrações e mágoas não resolvidas
E, como modelo, só isto aprendeste:
Amor por si só não presta, use as pessoas
Viva sozinha, com seu orgulho, vaidade e
E faça a corte a um fraco, um fracassado
Se rebaixando à antiga submissa e desprezada.
Mas...
Queiras ou não queiras
Te amei profundo
Agora depende de ti e só de ti
Ser uma verdadeira Mulher
Arutana Coberio
👁️ 178
O SALTO
O SALTO
Corra,
Corra
Corra.
Do seu passado?
Então salte no vazio do seu
N
Ã
O
Arutana Coberio
Corra,
Corra
Corra.
Do seu passado?
Então salte no vazio do seu
N
Ã
O
Arutana Coberio
👁️ 241
RECORDAÇÕES
Belo Horizonte, 13/03/1991
RECORDAÇÕES
Ao te ver sinto
Como é gostoso o recordar dos bons momentos
Do nosso amor.
Tu não te lembras
Quando buscavas, encolhidinha em meus braços,
Calor, carinho e toda proteção.
Eu te beijava a testa, os olhos, a boca e os teus lábios
E o teu umbigo.
Ao ir no teu íntimo de mulher, dizias não.
Corria minha mão afagando os teus cabelos e
Na tua cabeça fazia cafuné.
Massageava a tua nuca
Qual pianista teu corpo dedilhava.
Com a mão forte acendia as tuas chamas e teu calor
Aí caías num sono divagando
E nas ondas da vertigem começavas a surfar
Pouco a pouco nos transformávamos num só ser
A face pálida denunciava o prazer
Nos abraçávamos
Num longo beijo nos púnhamos a descansar
Foi nesta hora
Recordações
Fiquei feliz
Eu te senti mulher.
Arutana Coberio
RECORDAÇÕES
Ao te ver sinto
Como é gostoso o recordar dos bons momentos
Do nosso amor.
Tu não te lembras
Quando buscavas, encolhidinha em meus braços,
Calor, carinho e toda proteção.
Eu te beijava a testa, os olhos, a boca e os teus lábios
E o teu umbigo.
Ao ir no teu íntimo de mulher, dizias não.
Corria minha mão afagando os teus cabelos e
Na tua cabeça fazia cafuné.
Massageava a tua nuca
Qual pianista teu corpo dedilhava.
Com a mão forte acendia as tuas chamas e teu calor
Aí caías num sono divagando
E nas ondas da vertigem começavas a surfar
Pouco a pouco nos transformávamos num só ser
A face pálida denunciava o prazer
Nos abraçávamos
Num longo beijo nos púnhamos a descansar
Foi nesta hora
Recordações
Fiquei feliz
Eu te senti mulher.
Arutana Coberio
👁️ 173
ROSA FLOR
Belo Horizonte, novembro/1983
ROSA FLOR
Rosa.
Rosa é
Vida
Amor
Sorriso
Alegria.
Floresce e
Na primavera é flor.
Mas seu aroma
Encanto-força infinita,
Suporta o rude verão,
As intempéries do outono,
A solidão do inverno.
Dons que a faz por todos
Amada e admirada
Existe sempre u’a mão para recolhê-la
Neste momento
Es tu
Oh flor das flores
A minha doce rosa.
Arutana Coberio
ROSA FLOR
Rosa.
Rosa é
Vida
Amor
Sorriso
Alegria.
Floresce e
Na primavera é flor.
Mas seu aroma
Encanto-força infinita,
Suporta o rude verão,
As intempéries do outono,
A solidão do inverno.
Dons que a faz por todos
Amada e admirada
Existe sempre u’a mão para recolhê-la
Neste momento
Es tu
Oh flor das flores
A minha doce rosa.
Arutana Coberio
👁️ 170
A JOSÉ CARLOS DA MATTA MACHADO
Belo Horizonte, 19 de agosto de 1983
JOSÉ CARLOS DA MATTA MACHADO
Pregado à cruz
As chagas lhe sangram
O fel seca-lhe a boca – palavras de fé e esperanças mortas
Crucificado no cume da montanha
De cimento, armada de tanques e granadas.
Estremecendo revive
A história-estória estória-história
Contada por mil Judas
Crucificado na cruz dos já sofridos e
Desarmados de tanques e granadas
Uma gota de suor e sangue
Corre-lhe na face
E o Senhor Chora.
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Qual animais
Fazem-me escravo, a nós
Compram-nos e vendem-nos
Oh!... que vergonha Senhor meu pai.
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Me detiveram
Atram os meus braços e grilhões nos pés
Chamam a mim, aos meus
Carne de vossa carne
De negro... índios... escravos.
Me açoitaram
Samgraram a mim, aos meus
Amor de Vosso amor
Por negro... índios... escravos
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Tributo
Fizeram-se rei,
Soldados e alguns prelados
Tornaram-se suseranos
E a mim, aos meus vida de nossa vida
Deram-lhes a “liberdade” – já sou vassalo.
Por terras onde trabalho
Sou despojado da obra e do amor
Pago com sangue
E a liberdade?
Pra ti vassalo?
Somente as lágrimas, a fome a mim, aos meus
Senhor nos reservastes?
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Morreram os reis
Nasceu patrão, reitor e latifundiário
Uma vez mais, a mim aos meus
Sangue de vosso sangue
Deram uma nova “liberdade” – sou operário, estudante, camponês.
Pago tributos-impostos
Para trabalhar e nada possuir – só o trabalho
Salários miséria impõem a mim, aos mês
Filhos de vosso Filho
Nada me resta senão morrer? – lutar
Perdão oh Pai... mas...
Por ser mulher, a minha mulher estupram, corrompem e a menosprezam
Os filhos meus matam de fome, bombas e ignorância
Filho-operário
O que fazer oh Pai, eu vos suplico
Oh Pai!....
Perdoar NÃO
Porque eles sabem o que fazem
Enquanto gozam as delícias desta vida
Embebedendo-se no suor-operário
Me crucificaram e falam em meu nome
Matam os meus e dizem me defender.
NÃO... NÃO... NÃO..
Perdoar NÃÃÃÃO
Oh Pai.
Lançai seus Anjos
Aos que gritam por JUSTIÇA
Varrei do templo os falsos e vendilhões da Pátria
Clama o povo por sede de justiça
Lançai a fúria de Pai
Sobre os que em Vosso nome
Durante séculos
Nos dominaram.
Senão!!!!!
LUTAREMOS NÓS.
JOSÉ CARLOS DA MATTA MACHADO
Pregado à cruz
As chagas lhe sangram
O fel seca-lhe a boca – palavras de fé e esperanças mortas
Crucificado no cume da montanha
De cimento, armada de tanques e granadas.
Estremecendo revive
A história-estória estória-história
Contada por mil Judas
Crucificado na cruz dos já sofridos e
Desarmados de tanques e granadas
Uma gota de suor e sangue
Corre-lhe na face
E o Senhor Chora.
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Qual animais
Fazem-me escravo, a nós
Compram-nos e vendem-nos
Oh!... que vergonha Senhor meu pai.
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Me detiveram
Atram os meus braços e grilhões nos pés
Chamam a mim, aos meus
Carne de vossa carne
De negro... índios... escravos.
Me açoitaram
Samgraram a mim, aos meus
Amor de Vosso amor
Por negro... índios... escravos
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Tributo
Fizeram-se rei,
Soldados e alguns prelados
Tornaram-se suseranos
E a mim, aos meus vida de nossa vida
Deram-lhes a “liberdade” – já sou vassalo.
Por terras onde trabalho
Sou despojado da obra e do amor
Pago com sangue
E a liberdade?
Pra ti vassalo?
Somente as lágrimas, a fome a mim, aos meus
Senhor nos reservastes?
Oh Pai!....
Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem
Morreram os reis
Nasceu patrão, reitor e latifundiário
Uma vez mais, a mim aos meus
Sangue de vosso sangue
Deram uma nova “liberdade” – sou operário, estudante, camponês.
Pago tributos-impostos
Para trabalhar e nada possuir – só o trabalho
Salários miséria impõem a mim, aos mês
Filhos de vosso Filho
Nada me resta senão morrer? – lutar
Perdão oh Pai... mas...
Por ser mulher, a minha mulher estupram, corrompem e a menosprezam
Os filhos meus matam de fome, bombas e ignorância
Filho-operário
O que fazer oh Pai, eu vos suplico
Oh Pai!....
Perdoar NÃO
Porque eles sabem o que fazem
Enquanto gozam as delícias desta vida
Embebedendo-se no suor-operário
Me crucificaram e falam em meu nome
Matam os meus e dizem me defender.
NÃO... NÃO... NÃO..
Perdoar NÃÃÃÃO
Oh Pai.
Lançai seus Anjos
Aos que gritam por JUSTIÇA
Varrei do templo os falsos e vendilhões da Pátria
Clama o povo por sede de justiça
Lançai a fúria de Pai
Sobre os que em Vosso nome
Durante séculos
Nos dominaram.
Senão!!!!!
LUTAREMOS NÓS.
👁️ 164
OCIDENTE
OCIDENTE B. Hte. 07/1981
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Rasgam minha carne,
Teu corpo.
Ferem minh´alma,
Teu ser,
Também a mim,
A ti.
Baixo o tacão da víbora assassina,
Fantasiada de cores....
Embebidas de sangue.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Depõem governos,
Do povo.
Deportam os meus,
Teus filhos,
Com capacetes [enfiados até o pescoço]
Cospem o ódio,
Da múmia
Apodrecida no mar de suas misérias.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Deixam a mim,
A ti,
Morrerem de fome,
Filhos, os meus,
Os teus,
Enquanto os do escárnio
Bailam e cantam
Na volúpia dos dólares
Já corrigidos.
Já não respeitam
O teu amor – por eles em séculos decantado –
Invadem tua casa,
Matam tua fé.
Os seus ministros – senhor –
Achincalhados,
Por defenderem a esperança.
E teu lar,
Destroçam com bombas e baionetas
Tudo,
Em nome da liberdade, democracia justa e cristã.
Roubam a pátria e
Vendem o teu sangue.
Me crucificam,
A mim,
A ti,
Os nossos irmãos,
Que uma e uma tão só vez pecaram.
Acreditam em patentes,
Traidoras,
Turíbulos com incenso envenenado.
Em comunistas
Comendo criancinhas
Que lhe tomam tudo,
O que jamais haviam possuído.
Arutãna Cobério
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Rasgam minha carne,
Teu corpo.
Ferem minh´alma,
Teu ser,
Também a mim,
A ti.
Baixo o tacão da víbora assassina,
Fantasiada de cores....
Embebidas de sangue.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Depõem governos,
Do povo.
Deportam os meus,
Teus filhos,
Com capacetes [enfiados até o pescoço]
Cospem o ódio,
Da múmia
Apodrecida no mar de suas misérias.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Deixam a mim,
A ti,
Morrerem de fome,
Filhos, os meus,
Os teus,
Enquanto os do escárnio
Bailam e cantam
Na volúpia dos dólares
Já corrigidos.
Já não respeitam
O teu amor – por eles em séculos decantado –
Invadem tua casa,
Matam tua fé.
Os seus ministros – senhor –
Achincalhados,
Por defenderem a esperança.
E teu lar,
Destroçam com bombas e baionetas
Tudo,
Em nome da liberdade, democracia justa e cristã.
Roubam a pátria e
Vendem o teu sangue.
Me crucificam,
A mim,
A ti,
Os nossos irmãos,
Que uma e uma tão só vez pecaram.
Acreditam em patentes,
Traidoras,
Turíbulos com incenso envenenado.
Em comunistas
Comendo criancinhas
Que lhe tomam tudo,
O que jamais haviam possuído.
Arutãna Cobério
👁️ 230
NÃO SEI SE RIMA NÉSCIO.
NÃO SEI SE RIMA NÉSCIO.
Você se lembra daquele garotinho, birrento, burro e mimado?
Um sem cultura, inteligência, o que alguns dizem que passa o dia só drogado?
Aquele pulha, que o acusam de traficante outros de cheirador de pó........-de-arroz?
Se for mau-caráter, eu nem me ligo, mas se for doença, eu sinto dor.
Agora, são vinte e quatro longas e duras acusações, de desvio de verba, furto e corrupção.
Aquele molequinho que na vida nunca trabalhou, sempre viveu montado nas costas do nome do vovô.
Dizem que o cara agora já sumiu!
Estaria se ajeitando para fugir das grades ou provas que o incriminam, estaria destruindo.
Eu m’esqueci, agora, do primeiro nome dele! Mas a memória me faz lembrar da sua personalidade que rimaría com um NÉSCIO.
Arutãna Cobério
Você se lembra daquele garotinho, birrento, burro e mimado?
Um sem cultura, inteligência, o que alguns dizem que passa o dia só drogado?
Aquele pulha, que o acusam de traficante outros de cheirador de pó........-de-arroz?
Se for mau-caráter, eu nem me ligo, mas se for doença, eu sinto dor.
Agora, são vinte e quatro longas e duras acusações, de desvio de verba, furto e corrupção.
Aquele molequinho que na vida nunca trabalhou, sempre viveu montado nas costas do nome do vovô.
Dizem que o cara agora já sumiu!
Estaria se ajeitando para fugir das grades ou provas que o incriminam, estaria destruindo.
Eu m’esqueci, agora, do primeiro nome dele! Mas a memória me faz lembrar da sua personalidade que rimaría com um NÉSCIO.
Arutãna Cobério
👁️ 171
E AGORA MANÉS?
E AGORA MANÉS.
Bateram panelas, soaram apitos,
Aclamaram nas ruas, como bloco ignaro
Saudando um nazista, Jair Bolsonaro.
Pediram a cabeça de uma mulher,
Apelidaram-na rainha da corrupção
E chamaram, o de nove dedos, de maldito cão.
Escolheram um homem fingido e sem foro
Deus dos odientos e dos sem causa honesta ou qualquer razão
Que escolheu suas vítimas, de forma nojenta, e vergonhosa conduta de prevaricação.
Trocaram a mulher por um traidor.
E o mordomo da morte do poder se apossou;
E sem qualquer vergonha, pudor ou valor
Escolheu seus lacaios entre os mais de 40 ladrões.
E agora MANÉS?
Arutana Coberio
Bateram panelas, soaram apitos,
Aclamaram nas ruas, como bloco ignaro
Saudando um nazista, Jair Bolsonaro.
Pediram a cabeça de uma mulher,
Apelidaram-na rainha da corrupção
E chamaram, o de nove dedos, de maldito cão.
Escolheram um homem fingido e sem foro
Deus dos odientos e dos sem causa honesta ou qualquer razão
Que escolheu suas vítimas, de forma nojenta, e vergonhosa conduta de prevaricação.
Trocaram a mulher por um traidor.
E o mordomo da morte do poder se apossou;
E sem qualquer vergonha, pudor ou valor
Escolheu seus lacaios entre os mais de 40 ladrões.
E agora MANÉS?
Arutana Coberio
👁️ 178
Português
English
Español