Desafio
Desafio
Ao tomar conhecimento, senti o frio
Nas entranhas, como aço a cortar
Consciente, vi no processo um desafio
Que me deu alento para o agravar
Meu espírito à noite agigantou-se
E deu-me forças para poder lutar
Contra o desafeto que apoderou-se
Da minha casa de praia sem pagar
Então compreendi porque alguém mata
Qual a causa, e o motivo desse ato
Perde-se a razão, a um desiderato
Só a piedade de que Jesus falou
Pode conter a revolta que assolou
Na decisão que o juiz tão mal retrata
São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia
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Sublimidade !
Sublimidade !
Porque rejeitais tanto os meus quereres
O que quereis de mim, minha senhora
Vós que sois a fonte excelsa dos prazeres
Volvei para mim, vosso amor de outrora
Deixai-me desfrutar de novo esse convívio
Vós que em tempos passados, amar-me dizíeis
Vossa presença, será para mim um alívio
Deleitar-nos-emos o quanto poderíeis
Assim senhora, provareis que me amais
Como amantes que fomos, noutras eras
Com vosso desejo, amar-me-ás, inda mais
Deixa que teu coração ao meu se renda
E vós, que me recusais em todas as esferas
Vereis em mim um baluarte, uma prenda!
São Paulo, 05-09-2012
Armando A. C. Garcia
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TROVAS – 27-08-2012
TROVAS - 27-08-2012
Eu, amei-te absurdamente
Tu, absurdamente ignoraste
Hoje, queres-me incondicionalmente
Eu, passo por ti indiferente
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Eu, que passei minha vida
Sempre esperando por ti
Vejo-te agora arrependida
Tenho pena, do que senti
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Dizem por aí que o poeta
É um demente em confusão
Diz, o que lhe vem na veneta
Não escuta o coração.
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Eu amei a vida inteira
Quem amar nunca me quis
Nasce a uva da videira,
A água do chafariz
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Pulverizei de amor
A alma e coração
Assim, saí vencedor
Auferi tua afeição
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Teve um gênio colossal
Que este mundo elaborou
Criou o mundo animal
No espaço, o sol fixou.
Sua obra e conjuntura
É de arquiteto, sem igual
Sua flora é uma pintura
Tudo é lindo, natural.
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Nos restos, insignificantes
Às vezes está o melhor
Sai do cascalho o brilhante
Que lapidado tem valor
São Paulo, 27-08-2012
Armando A. C. Garcia
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Será paixão !
Será paixão !
Será paixão descontrolada,
Arrebatamento sem fim
Sinto a mente desmiolada,
Se estás ausente de mim
Tuas lembranças *atávicas
Têm o olor do jasmim
Como **adaras arábicas
Vivendo um sonho sem fim
Numa alquímica perfeita
Igualmente conhecida
Nossa união se estreita,
Nossos peitos dão guarida
Devagar, sempre avançando
Nosso amor se concretiza
Crescendo, ramificando
E aos poucos se eterniza
Um devaneio, um sonho
Vos peço condescendência
Se desfeito, é tristonho
Por sua ***degenerecência
Finjo tanto acreditar,
Nesta mentira fingida
Ser verdade, chego a pensar
Seres tu, meu amor na vida!
São Paulo, 04/09/2012
Armando A. C. Garcia
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- Ornada; aformoseada
**Virgens árabes
***decaimento; definhamento
O Bem (soneto)
O Bem. (soneto)
A sensação do bem em que consiste
Senão num estímulo físico *aferente
À qual a felicidade dá auguro latente
E enxuga a lágrima daquele que está triste
É tal primavera esplendorosa
Que, com certeza coexiste em cada ser
É a palavra sublime e carinhosa
A sensação do bem, é o bem viver
Tem na essência o perfume delicado
E cabe no peito de qualquer ser humano
Benefício que deve ser multiplicado
Levando a alma ao patamar angelicano
Ante o caminho do bem purificado
Que nos conduz ao logradouro olimpiano
São Paulo, 28-08-2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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· Que conduz
Humor Satírico
Humor/satírico
Queixou-se o cidadão
Que depois de quarenta anos
Sua mulher o abandonou.
Respondi-lhe: meu amigo
Se tua sina foi dura,
A minha foi bem pior,
A mulher que sempre amei
Nem comigo se casou.
E ouvindo minha história,
O cidadão chorou.
São Paulo,23/08/2012
Armando A. C. Garcia
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Menina
Menina !
Na tua boca querida
Um beijo, deixa-me dar
Que satisfaça o desejo,
Que nutra meu desejar
A tua boca menina
Ando louco por beijar
Como água cristalina
Nunca vai-me saciar
De nada mais eu preciso
A não ser do teu amor
Tua promessa, um sorriso
Faz vibrar meu interior
Se por vontade do destino
Meu sonho se realizar
Será um beijo divino
Dos trocados no altar
A vida tem seus encantos
Corre pranto na saudade
E do amor, entretanto
A ternura e a amizade
Se tua boca eu beijar,
Podes crer minha menina
Eu, que da vida sou nada
Deste nada, serei tudo !
Será por certo um milagre
Ou uma benção de Deus
Num mundo que me foi agre
Teu beijo é benção dos céus.
São Paulo, 26/08/2012
Armando A. C. Garcia
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No furor das águas
No furor das águas
Estou à porta deste mar que se agiganta
À minha frente, mais que o sol no horizonte
Onde o vagalhão da onda forte se levanta
Onde o forte é fraco, quando ele se enfurece
Lá, no clarão da noite, o brilho das estrelas
Nas noites tenebrosas, desesperos mudos,
Sibilam os ventos no furor das águas
Que não dão trégua à fúria que as domina
Precisa pedir à sorte, um consolo na desdita
Os fenômenos da natureza ninguém dita
Nem na grandeza dos astros no vasto céu
Nem na fantástica desventura, creio eu.
Porangaba, 25/08/2012
Armando A. C. Garcia
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Tuas juras
Tuas juras...
E se as juras valessem
Serias tu a culpada
Tuas apalavras fenecem
Ao longo da caminhada
Se triste foi o anseio
Mais triste a realidade
O castigo veio em cheio
Na jura da falsidade
Que te faça bom proveito
Aquele por quem me trocaste
Tua jura, não teve jeito
Pois com ela me enganaste
Naqueles loucos momentos
De beijos e juramentos
Que de recordar me dá pena
De palavra tão pequena
No íntimo era tão falsa
Como falsa a dona dela
Desdenhosa e ingrata
E metida a aristocrata
A dor mais triste e cruel
Consome alma e coração
Bem mais acre que o fel
É a dor duma traição
Certas mágoas nesta vida
Que cego amor nos impõe
Até a ilusão é vencida
Quando algo se interpõe
São Paulo, 27-08-2012
Armando A. C. Garcia
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Outra Cama
Outra Cama...
Toda vez que penso em ti
Estremece meu coração
Vem à tona o que senti
Quando pedi tua mão
Embora o fulgor do sol
Não seja o mesmo de outrora
Outra cama, outro lençol
O vento range lá fora
Revolve a terra o arado
E a enxada lentamente
O pensamento, o passado
O momento, o presente.
A mágoa consola a calma
O tempo, consome a vida
A fé, dá vida à alma
A ti, meu amor querida !
Porangaba, 18/08/2012
Armando A. C. Garcia
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