Os teus conselhos pai
Os teus conselhos pai.
Pai! Como posso não ouvir os teus conselhos
Para desviar-me do curso trôpego das paixões
E passar a acreditar em um só homem
Naquele que na morte só levou espinhos
Porque os cardos, nenhuma flor continham.
Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia
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Cálida Mulher ! (soneto)
Cálida mulher !
Libidinosa e sensual mulher
Tuas lúbricas luxúrias de prazer
Dizem mais que minhas lascivas frases
Nos depravados encantos que fazes
O teu olhar fogoso dá comoções
E esboçam veleidades aos corações
Mulher! Quantas ambições , tu dissecas
Nos quadros pervertidos... os carecas
Os últimos fios de cabelo perdem,
Tal a vicissitude que no prazer te pedem
E aos vícios abjetos ambos cedem
Nessa perversa atitude romanesca
Submissa à lasciva pitoresca
Pelo dinheiro. É uma condição grotesca.
Porangaba, 07/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Buscarei ! (soneto)
Buscarei !
Buscarei nos mais amplos horizontes
Esquecer infaustas atribulações
Descerei aos vales, subirei os montes
Mesmo que sejam de enormes dimensões
Explorarei por todos os continentes
A razão deste infortúnio, desta desdita,
Palmilharei pelas areias mais quentes
Na busca incansável, pela paz bendita.
Buscarei, como encontrá-la um dia
Sem receio de distância ou caminhos
Será então para mim a suprema alegria
Muito mais, se nesse momento, nesse dia
Encontrar um amor que não tenha espinhos
E traga consigo, a felicidade que queria.
Prangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Jesus, semeou o amor
Jesus, semeou o amor
Em sua passagem pela terra,
Jesus, semeou nela o amor
Aquele que aqui vive, só erra,
Ao desviar-se do semeador
Ele, é a luz de cada dia
Eterna lembrança do porvir
É a esperança da maioria
Que um dia, todos vão seguir
É a estrela na noite escura,
E seu luzir no firmamento
Na noite densa d'amargura
Aplaca a fúria do tormento
É o sol que rasga a escuridão
Apoio nos seixos do caminho
A luz da glória é a ascensão
Redenção do mundo em desalinho
Glorificado seja o seu carinho
Pra com o homem e a natureza
A ave aprendeu a fazer ninho
O homem, a veste e a mesa
Se por justiça, milhões clamam
Outros tantos, pelo desamor
São pobres, aqueles que não amam
Sua incúria, transforma-se em dor
São Paulo, 18/10/2012
Armando A. C. Garcia
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TROVAS - 06-11-12
TROVAS -06-11-2012
No sonho, de quem só sonha
Esta vida é um mistério
Em sua mente bisonha
O fim é o cemitério !
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Tu, és a fonte da vida
Tu, és a fonte do amor
Coração que dá guarida
O teu nome é Jesus !
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São pobres, os que são pobres
São pobres, os que não são
Aqueles são pobres na vida
Estes, pobres do coração.
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Trago você na lembrança
Aninhada no coração
Alimentando a esperança
De voltares à minha mão.
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Cai a noite de mansinho
Vem o silêncio com ela
As aves voltam ao ninho
Eu, volto pra casa dela.
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É neste recanto bisonho
Que mora meu coração
Poderá parecer um sonho
Nem sonho, nem ilusão.
Pouca gente tem na vida
Um cantinho igual ao meu
Por isso minha guarida,
É um pedaço do céu
Voltei do meu aconchego
À metrópole agitada
Estou pedindo arrego
Pra botar o pé na estrada.
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Na vida nada acontece,
Sem uma estrita razão
Nesta vida tudo passa,
Só meu amor por ti não !
Porangaba, 06/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Eu quero cantar um fado
Eu quero cantar um fado
Eu quero cantar um fado
Um fado arrasador
Para que leve a saudade
Que tenho do meu amor
Nesse fado meu anseio
Que seja o primor da arte
Seja ele um devaneio
Cantado em toda a parte
Eu quero cantar um fado
Confesso o mais perfeito
Não pode ficar calado
O que sinto no meu peito
é bela a vida e o amor
Quando a alma nele respira
Raios de luz e fulgor
Foco que o cerne aspira
Faz o homem sonhador
E a mulher ser rainha
Nos momentos de amor
Um ao outro se aninha
A beleza transparece
No azul do teu olhar
Como encanto aparece
Neste bardo travador
é um foco interior
A luz que de ti provém
é o foco do amor
Do amor que se quer bem !
Porangaba, 11/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Noites Cegas
Noites cegas !...
Quando as noites eram cegas
Só brilhavam as estrelas
Ou, em noites de procelas
Raios rasgavam as trevas
Com a água que represa,
Tudo o homem modificou
Nas coisas da natureza
Gerou força, iluminou.
Nosso mundo transformou
Noites; tal clarão do dia
O progresso alcançou
A força que o orbe queria.
E, foi rasgando as trevas
Que o planeta evoluiu
Não foram Adões, nem Evas
Nova matéria surgiu,
A cibernética, a robótica
A biologia, a ciência
Hoje, tudo tem outra ótica
Outro cunho, outra aparência
O mundo agora evoluiu
Na arquitetura, na arte
Arranha céus construiu
Eles estão em toda a parte
A evolução da matéria
Conhecimento, informação
Mas, ainda vejo a miséria
Em boa parte do povão
A vulnerabilidade
De mentes introspectivas
Tem gerado instabilidade
Às grandes expectativas
A marcha não se detém
No avanço do progresso
Foi Ela, a Pátria Mãe
Que nos deu este sucesso
Porém, há conjecturas
Quanto aos ensinamentos
E, confusas criaturas
Duvidam dos mandamentos.
Que veio um príncipe ao mundo
Pra nos legar a doutrina
Num sentimento profundo
Para a conversão Divina.
Tão grandes transformações
No plano material
Projetaram as nações
No campo industrial
Expandir os sentimentos
E com eles as emoções
Profundos conhecimentos
Em todos os corações.
É na esperança do progresso
Que a Pátria Mãe acredita
Não pode haver retrocesso,
Na caminhada Bendita.
Porangaba, 04/12/2012
Armando A. C. Garcia
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Me desnuda
Me desnuda !...
O teu lado imaginário
Me desnuda, certamente
Mas neste meu santuário
Se for prudente, não tente
Tua pérfida cilada
Pro meu lado não deu sorte
Foi uma singela piada
De tempero muito forte
A âncora podes levantar
Para aportar noutro porto.
Neste, não adianta tentar
Coração por ti está morto
Do outro lado do atlântico
Quem sabe pode morar
Um coração romântico
Que poderá te aceitar
E, se tal não ocorrer,
Percorre mundos sem fim.
Para me dares o prazer
De não te lembrares de mim.
São Paulo, 04/12/2012
Armando A. C. Garcia
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Na tarde bucólica
Na tarde bucólica
Ouço o zumbir das abelhas
Nas flores do meu quintal
O balido das ovelhas
Na pradaria frontal
A tarde amena, bucólica
Na paz, junto à natureza
Transcorre a vida sem cólica
Na essência da pureza
Corre o riacho apressado
Ao fundo da pradaria
Meu cantinho abençoado
Era tudo que eu queria !
Cortam o ar, beija-flores
Nem vejo as horas passar
Da mata virgem olores
Fazem a mente acalmar
O crepúsculo avermelhado
Que surge ao anoitecer
Deixa a relva alaranjada
É coisa linda de ver
As seriemas vez enquanto
Piando sucessivamente
Passam lá no meu recanto
No bucólico ambiente
Já tem frutas penduradas
No pomar que plantei
Tem mangas perfumadas
Laranjas e uvas de lei
Tem peras e tem maçãs
Tem pêssegos e tem mamões
Bananas, figos, romãs
Amoras, limões campeões.
Borboletas de cores variadas
Suaves asas coloridas
Umas azuis, outras douradas
E outras de cores garridas
Cortam os ares vaporosas
Pousando aqui e acolá
Nas azaléias e nas rosas
E no pé do araçá
São Paulo, 06/12/2012
Armando A. C. Garcia
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O culto da floresta
O culto da floresta
O silêncio é o culto da floresta
Ouvem-se os galhos ranger quando atiça
Sua ramagem um zéfiro mais forte
Ou, se o mavioso rouxinol na liça
Tenta a fêmea conquistar, faz a corte.
Todo o pulmão da terra, está em festa
Na copa das árvores, aves de mil cores
Cada uma erguendo um hino de gorjeios
A mata envolta em úmidos vapores
Enchendo de oxigênio nossos meios
Vales, outeiros, cidades e nações
Alimenta até, a chama dos vulcões !
Porangaba, 15/11/2012
Armando A. C. Garcia
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