A Fé
A Fé
Não deixes murchar a Fé
Porque pode fenecer
Deixando a alma à mercê,
Certamente, irás sofrer
Louva a Deus, no infinito
No mundo da redenção
Ora, serás bendito
Terás paz no coração
Se a Fé remove montanhas
Removerá teu sofrer
Extirpando das entranhas
O que te faz padecer
Ela, é a essência Divina
É a luz do renascer
A semente da doutrina,
Não a deixes perecer
Já na Sagrada Escritura
Deus revela seu poder,
De que a Fé configura
Pro cristão o renascer
A Fé alimenta a alma
Fortalece o coração,
É o remédio que acalma
Sem nos deixar ilusão.
É ela que dá esperança
De uma vida melhor
E, no fiel da balança
Ele pesa com rigor !
Consulta teu coração
Nos dias da tua vida
Se a Fé é redenção
Não a deixes esquecida
É nos mistérios da vida
Que concentramos a Fé
Erudita ou distraída
É coisa de quem a crê .
É o lenitivo na dor,
O consolo na desdita
O amparo ao sofredor
De Deus, a benção bendita !
Seria irracional
A humanidade sem Fé
Sendo a alma imortal
Alimentar-se-ia do quê?
O pão, alimenta a matéria
A alma, da Fé e da razão
O sangue, corre na artéria
E a Fé, na devoção
Porangaba, 03/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –
Visite meu Blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Síntese da história secular de Miranda do Douro
Síntese da história secular de
Miranda do Douro
Os encantos de minha terra, cantei em verso
Antes de vê-la, pelos atrativos modificada
Miranda do Douro, minha cidade-berço
Ao ver-te, minha alma, ficou emocionada
Na parte mais antiga e histórica
Guardas relíquias de inestimável apreço
Tua Sé, faz inveja pela sumptuosidade
As muralhas, mostram nobreza, teu adereço
Vou contar-vos um pouco de sua história
Na reconquista cristã, da península Ibérica
Em oitocentos e cinquenta e sete, tropas com glória
Do rei Afonso d’Astúrias chegam ao Douro
No ano de mil e noventa e três, os limites
Orientais de Galiza, já incluíam Miranda,
Cujo condado portucalense, acredite
Era governado sucessivamente na ciranda
Pelo conde Dom Henrique, a condessa Teresa,
E o filho do casal, Dom Afonso Henriques.
À época Miranda, tinha castelo, como defesa
Para protegê-la contra todos os despiques
Assim, ante a tomada do condado Portucal
Por Dom Afonso Henriques ao reino de Leão
A quem deviam vassalagem. Pôs um ponto final
Reafirmou-se independente, proclamou-se Rei
Para manter os limites com o reino de Leão
E, pra que a localização estratégica, não mele
Mandou restaurar o castelo, face à *abjunção
Dos Reinos de Leão e de Castela, contra ele
Continuo falando, de sua importância secular
Em mil, duzentos e oitenta e seis, Dom Dinis
Elevou-a à categoria de Vila para aumentar
Ainda mais os privilégios, e assim o quis,
Na condição de nunca sair da coroa Portuguesa
Tornando-a, assim, a mais progressiva vila
E importante de Trás os Montes, na defesa
Porque o jovem país, independente, inda vacila.
Após, já sob o reinado de Dom Manuel I,
A vila, em razão da paz com os castelhanos,
Teve grande prosperidade, saiu do rotineiro
Tornando-se um grande centro entre irmanos.
Em maio de mil quinhentos e quarenta e cinco,
Por bula do papa, passou a ser a primeira diocese
De Trás-os-Montes. E aos dez de julho, com afinco
É elevada à categoria de cidade por Dom João III.
Ocasião em que Miranda passou a ser a Capital
De Trás-os-Montes, com sede e residência de bispado
Autoridades militares e civis, com adicional
Do séquito necessário acompanhado.
Após, no ano de mil, seiscentos e quarenta
Teve início a guerra da restauração
Cuja luta, seis anos após, se pacienta,
E é libertada do cerco imposto na ação,
Liderada pelo Governador da Província.
Na guerra da sucessão Espanhola
A guarnição foi aprisionada não por **acracia
Aos oito de julho de mil setecentos e dez
Quando o sargento-mor, por seiscentos dobrões
Perpetrou a traição de entregá-la aos espanhóis.
No ano seguinte, as tropas do conde de Atalaia
Recuperam a cidade e os aprisionam depois
Mais tarde, no contexto da guerra dos sete anos
Novo cerco imposto a Miranda por tropas espanholas
Mil e quinhentas arrobas de pólvora causaram danos
De nada valendo a denodada resistência, nem a bitola
Das muralhas do seu castelo, que em parte ruiu
Em razão da tremenda explosão que o devastou
Embora nunca tenha sido apontado quem traiu
Os historiadores falam no Governador Militar
Na catástrofe pereceram quatrocentas pessoas
Levando a cidade à quase ruína demográfica
No ano seguinte, recuperada, voltou às boas
Assinando a paz em mil setecentos e sessenta e três
Assim, face ao lamentável fato acontecido
Decorridos dois anos; o vigésimo terceiro bispo
Abandona a cidade, trocando-a por Bragança
Deixando Miranda, na situação do Cristo !
Meio século mais tarde, na Guerra Peninsular
Miranda mais uma vez estaria de prontidão
Alvo das tropas napoleônicas a avançar
O que lhe causaria mais uma agravação.
Somente, no século vinte, a cidade voltaria
A retomar a pujança, alento, viço e vigor
Com a construção das barragens, ***acéquias
De Picote e Miranda, a cidade, é um primor.
Se um dia perdido, sem caminho quiser
Belezas mil, ver, apreciar e desfrutar
Vai a Miranda, e seus encantos confere
E seu centro histórico, poderás admirar
A cidade que viveu momentos apoteóticos
Sofreu duros revezes em seu destino
Na antiga entrada, um arco em forma gótica
Circundada por dois torreões,formam o trino
Hoje, é feliz, como quem por lá passeia
Sua gente tem muito orgulho e altivez
Seja a residente da cidade, ou da aldeia
Mormente, por ser um cidadão Mirandês !
*separação
** ausência de governo
***represa de águas
São Paulo, 03/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu Blog:
brisadapoesia.blogspot.com