O abstrato...
O abstrato...
Não te mantenhas abstrato
A ouvir o som das marés
Porque elas, poderão de fato
Já estar molhando os teus pés
São Paulo, 12/08/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A banalidade (soneto)
A banalidade (soneto)
Trago no peito entranhada a solidão
À minha alma, já falta inspiração
Esperanças, especulações e fantasia...
São hesitações do momento a cada dia.
A banalidade da indiferença
Sofrida com calma pela descrença,
Fez de mim um intrépido lutador,
Que nem na última gota, sente a dor
E se a dor, persistir em magoar,
Do meu peito, hei de a arrancar
E não serão os delírios do coração,
Que irão impedir de eu controlar
Nem mesmo evitar de abortar
A intensidade dessa louca paixão !
São Paulo, 19/04/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Amor; (soneto)
Amor; (soneto)
se é que esta palavra tem sentido
após intensa vivência amorosa,
como forma de sublimar o indefinido
de um momento pleno, cor de rosa
projeção impar da síntese perfeita
no apogeu magnético do amor
quando a palavra amor, se estreita,
dando lugar à rival, chamada dor !
sonhos projetados esvoaçando no ar.
no voo dum pensamento intermitente
alçado à lúbrica ceia, vagamente
nos *paroxismos que o desejo faz criar
no **hipocondríaco cérebro sedente
do amor, que ame, verdadeiramente !
*exaltação máxima de uma sensação
**tristeza profunda; melancolia
São Paulo, 10/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Desilusões de amor, (soneto)
Desilusões de amor, (soneto)
Desilusões de amor, enfados da vida
Numa existência cansada, vencida
Num senso ignoto, humilde, obscuro
De quem não crê na realidade do futuro
No meu peito, há um coração que sofre
As agruras ingênitas duma estrofe,
E nessa amargura padecente aprimora
Os ensinamentos e preceitos doutrora.
Desilusões de amor... quem as não teve ?
É um fardo bem pesado, sendo leve,
O peito implora a volta à imensidão.
Será que nas preces, ouves meu lamento
Ou o confundes com o soprar do vento,
Num momento místico da oração !
São Paulo, 25/07/ 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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AMOR!
AMOR !
Teu amor, prende e me encanta
Teu rosto, é tal de uma santa
Teu olhar, a luz sagrada
Ao romper da madrugada
O teu corpo, sem igual
É como puro cristal
Me enlevo no que pressinto
Pelo amor que em ti sinto
Contemplando, mudo e quedo
Tão delicado brinquedo
Tremo e não me atrevo
A tocar no santo enlevo
Pôs-me Deus no teu caminho
P'ra ver se alcanço sozinho
A paz e a tranqüilidade
A alegria e a saudade
Não sei se tu, meu amor
Dás ao meu, igual valor
Descrevi, só o que vejo
No sonho de meu ensejo
Tem o efeito de um feitiço
Meu amor, eu sinto isso
Perdido nos desenganos
Das ondas dos oceanos
Tu, és mais do que eu mereço
Afeto de grande apreço
És primavera em flor
No mar vogando ao sabor
Quem me dera fosse estrela
Assim, eu poderia vê-la
Do azul cinzento dos céus
Da janela lá de Deus
Teu amor não se resume
Num brilhante vaga-lume
Mas na auréola sagrada
Que cobre a túnica *alvada
Oh! Princesa que saudade
Revolvo cinzas da idade
Esperanças que nutri outrora
Rolam dispersas agora
Mas o amor é tão insano
Ergue um altar ao desengano
Cruel dúvida que magoa
E o amor, tudo perdoa.
São Paulo, 23/09/2009
Armando A. C. Garcia
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* Correto : alvadia
Gelada solidão
Gelada solidão
Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Não há sol, nem esperança
Perdido pela lembrança,
Dos dias em que vivi
Junto, e ao lado de ti.
Era feliz e não sabia
Hoje, perambulo o dia
Sonhando poder voltar
Mas não te posso alcançar,
Estás mui longe de mim
Mas eu espero, mesmo assim !
Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Sem teu amor, há tristeza
E o mundo perde a beleza
Trás de volta o teu amor
Tu és meu sol, meu calor
Tira-me desta solidão
Alegra o meu coração.
Tirar-me desta geleira
É só transpores a barreira
De teu orgulho pessoal,
E terás, um amor imortal !
São Paulo, 27/04/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Tu, dona de mim, há tantos anos (soneto)
Tu, dona de mim, há tantos anos (soneto)
Tu, dona de mim, há tantos anos
Tempo em que sofri mil desenganos
Imperatriz dos meus pensamentos
Pitonisa de minhas mágoas e lamentos
Na pertinácia que sobrepõe a dor
Tu, que não te convences do amor
Num belo e certo dia, tu, hás de ver
Esta afeição, que não para de crescer
Da qual não te convences certamente
Qu’o amor, possa durar eternamente
Mesmo sem ventura, sempre efluíste
Neste coração que jamais desiste
De acalentar o sonho adolescente
Pois coração da gente, nunca mente !
São Paulo, 27/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Na penumbra fria de Paraisópolis (soneto)
Na penumbra fria de Paraisópolis (soneto)
Na escuridão duma noite de invernia
Na penumbra fria de Paraisópolis
Uma policial que ali passara o dia
Não foi recebida com miosótis
Foi presa fácil dum bando nefário
Palco da ambição e desesperança
De quem vive num mundo imaginário
Onde impera sua lei, que é, matança
E a pobre da infeliz policial
Foi ali, infamemente executada
Aos desejos do crime sequencial
Teve assim suas ambições retorcidas
Pelo comando do crime na Capital
Esmagando as benesses concedidas
São Paulo, 08/08/ 2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Brasil ! teus filhos exigem mudanças (soneto)
Brasil ! teus filhos exigem mudanças (soneto
Brasil ! teus filhos exigem mudanças,
A mudança radical, te conclamam
Jazem de joelhos suas esperanças
Por um novo amanhã, não de vinganças
Basta o que sofremos de punição;
Confessem-se vencidos os algozes
Que no albor do amanhã no coração
Volte a esperança, afastando os atrozes
Que do Grande Deus venha a inspiração
A teus filhos valentes, sem destemor
Para fazer de nossa Pátria uma nação
Onde reine a paz, a serenidade e o amor
E onde nossos filhos, sem aflição
Vejam em Ti, em futuro promissor !
São Paulo 11/05/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Trivialidade (soneto)
Trivialidade (soneto)
Envelheci, e sem sentir na vida
Os dias passaram tão devagar,
Divaguei com eles, nessa ermida
Orei, pra embarcação não adernar
As horas passam, devagar e vazias
Acolhem os dias as madrugadas
Nas manhãs surgem as nostalgias
Onde as esperanças são sufocadas !
Aos avessos dias caliginosos
Que vivi em completa nostalgia
Houve momentos de sois radiosos
Em que ninguém se sente envelhecer
E nesse quadro de sintomatologia
Ao Deus Supremo eu devo agradecer
São Paulo, 28/05/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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