Lista de Poemas

Ode Tupinambá


Propostas licorosas,
Metástases profanas,
Cachaça-bacana, ateu!

Rangendo o canto da boca,
O pitagórico soco grotesco, Teseu!

Há o nada.
Nadando em piscinas cristalinas
Da retina contida, tupinambá!

Do sangue escorrido,
Do choro contido,

Do falso refém...

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👁️ 92

Cântico a Parabrahman

Ó fractal divino,
nove emanado nas duas dimensões primas
Manvantara de manifestação,
pralaya, da não-manifestação

Mulaprakriti dos fenômenos,
Vórtice físico, psíquico ou mental
Fohat e akasha de toda a existência,
Éter dos antigos, quintessência,
Quinta ponta do pentagrama

Dai-me humildade,
dai-me sapiência
Recupera-me as memórias esquecidas
no grande oceano primordial

Caduceu, da serpente
que repousa sob o osso sacro
Desperta-lhe, atravesse swadhisthana, manipura,
anahata, vishuddha, ajna e sahasrara

Chega-lo-ei ao nirvana, parabrahman
Princípio Onipresente, a Seidade Una,
Absoluto, Raiz Sem Raiz
Eterno, Sem Limites, Imutável e Incognoscível,
Desde a morte de Krishna até o fim dos tempos


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👁️ 87

Samsara infinito

Não estão nos vedas, adi-buda!
Rigveda, iajurveda, samaveda ou atarvaveda.
Nem nos cinco budas da meditação:
Samantabhadra, Ratnasambhava,
Amitaba, Akshobya, ou Amogasidi

Bodisatva busque a infinita senciência
O verdadeiro sentir.
Não há dragão, leão,
pavão, elefante ou garuda.

O samsara manterá seu fluxo
incessante de renascimentos.
Do atma ao atma, supraconsciente,
deverás, então, emergir por naraka,
preta, animal, manusya e asura.

Bodha, “Buddha”, ou Buddhi,
o conhecimento divino
chegarás até teu “ego”

E, só então, terá o discernimento
do bem e do mal, a “consciência divina”;
e a “Alma Espiritual”

Será, então, veículo de Atma
ao Todo-nada


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👁️ 108

Shekhinah em Malkuth

O bom seria se tivéssemos o Bem,
uma busca árdua e delirante.
O bom seria se reconhecêssemos o Bem,
não o menos mal

Bem está contido aos que navegam
pelo oceano primordial
O Bem aqui não está,
nem no Halacá

É o fim, não o meio
É a busca, talvez a arca da aliança

Não seja intolerante,
já que nem você, talmúdico,
sabes o Bem

Não seja inoperante,
repetindo os vícios destes cânticos

O Bem seria se todos estivéssemos junto a Elohim
Dissipando todas as ilusões
dos desejantes de receber
Shekhinah eterno e atemporal

https://www.poesiasnonsense.com/2019/01/shekhinah-em-malkuth.html
👁️ 95

Conhece-te a ti mesmo

No ato de querer intensificarás,
conscientemente, a sua vontade,
Teu desejo!

No ato de querer, aflorarás
a ciência natural desconhecida,
Teu desejo!

Conhece-te a ti mesmo, manusya!
Tudo tem a ver com tudo...
Qual a tua verdadeira vontade, neófito?

O que governa todo o sistema?

https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/conhece-te-ti-mesmo.html
👁️ 77

Hoshana

Ó Senhor, tendo criado todas as coisas,
submetidas a Ti, desejou à perfeição
O divino e terreno-mundano,
com corpo grosseiro e terreno,
mas alma espiritual e celestial

Estivesse em busca da perfeição
Desejou-o durante toda a criação,
a expiração e inspiração do Todo-nada,
de dentro de Ti manifestou o sopro primordial

Submeteu, então, toda a terra e seus habitantes,
e forneceu meios para que anjos
se tornassem familiares

Alguns destinados a regular os astros,
outros para habitar os elementos primordiais,
outros para ajudar e orientar os homens,
outros para cantar continuamente tuas glórias

https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/hoshana.html
👁️ 59

Sempre-nunca

No despertar da lótus,
teu reflexo no espelho,
sublinhando ancestrais demandas,
e passivos comunitários semblantes

Ação e reação, carma
frutificando intenções,
más, boas e neutras

Shiva, libertarás
Darei-lhe vontade própria
Flutuará, então, de volta para casa

Talvez, sempre-nunca
nunca, talvez, sempre
E nestes cânticos, emerso

Futuro-passado,
tempo atemporal

https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/sempre-nunca.html
👁️ 86

Inefável

Inefável, a verdade é que queria estar nu
Inefável, poder supremo megalomaníaco
Inefável, regozijo-me nas veredas da vergonha alheia
Inefável, joelhos que não aguentam tantas súplicas...


Inefável, poderia, quem sabe, estar no mar?
Inefável, som inquebrantável dos desejos!
Inefável, tire-me da ignorância do tudo-sei
Inefável, nas grutas profundas do centro do mundo

Inefável, inefável, inefável!


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👁️ 62

Maya, a ilusão

Renego a ilusão
A ilusão é renegada
Renegando a renegar,
parte de todo ato ilusório

Cobro-me por coisas efêmeras, ilusórias
De ilusão a ilusão, a realidade é tecida
Em nove realidades paralelas

Cada qual influenciada,
por uma ato de ilusão único,
cujo conjunto cria a maior das ilusões

Desejos, vícios e o tempo
sendo este último, a maior de todas
O jarro transbordando de ilusões e possibilidades

Passageira jornada, interrompida
Desprendendo muito tempo
Criando sua própria cilada, Maya.

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👁️ 81

Escala a naberius

O silêncio predominou novamente
O riso esmaece em seu semblante
A vontade não permaneceu

Tomado, estava, a vontade inferior
Sabedoria inferior
Vidas inferiores

Caminhou o trecho,
planejado e corajoso
Corajoso e tomado

Caminhou, não em vão
Aos gritos, sussurros
Liberdade e prosperidade

https://www.poesiasnonsense.com/2019/03/escala-naberius.html
👁️ 63

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