Lista de Poemas

O que dizem as flores?



Debaixo da tua sacada

Toco a sinfonia dos grilos

Para que tenhas bom animo

E acredite no amor.

Que, no infinito das possibilidades

Quando não for mais necessária a dúvida

E tudo seja de uma só clareza

Tomaremos um copo d’água

Da mais pura certeza.
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Fobia.


Jogaram a piscina no Mar

Desesperada ela disse:

 

- Eu não sei nadar...

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Envelhecer.



 

- Saber que cada onda do mar traz uma mensagem.
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Epitáfio Feliz.



 Não permita que a paixão das coisas me retire o raciocínio,

pois o sentimento só exala aquilo que é apreciado.

 

Silencia em mim o reclame.

Livra - me do mal..., mas não do trabalho.

 

Para que, da pedra que sou, brote somente o amor necessário.

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Quântico.



Antes de amar

Levar a paz

Antes de partir

Deixar a luz.

 

E então,  podes apagar a vela.

 

- Pois lhe encontro no escuro, 

no mistério do átomo.

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Barulho.



 

E por olhar tanto,

nada vemos.

 

- É preciso observar o silêncio...
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Nós somos os outros.

Nós somos os outros.

 

Não somos iguais

De certo que não

Cada um traz consigo seu reflexo no espelho

Seu histórico em questão

Por isso convém guardar análise diante da contradição

Quanto menos julgamos

Mais espaço para amar

Nos sobra no coração.

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Pra não cansar o teu sorriso.



Quando o mundo ficar pesado.

Escreverei versos bobos resumidos

Pra espantar tua a dor

Pra não cansar o teu sorriso

De toda essa aflição existente

Da raiva, da truculência verbal

Do mal humor estridente

Dos embates mentais

Da necessidade de ter razão

Dos sonhos não realizados.

Vou fazer versos bobos e resumidos

Pra trazer paz

E descansar o teu sorriso

Até que a esperança volte a te tocar

E eu me cale feliz e resumido.
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A Foto.



 

Na cena que se apresenta

Pequeno detalhe vive

Ensinando o olhar.

O que se vê

Talvez não seja majestoso

Na sua forma de se apresentar

Mas está lá.

Basta perceber, sentir, observar

O que o olhar não enxerga

O coração há de elucubrar.
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O Cego e a Bailarina.

O Cego e a Bailarina.

 

Linda bailarina queria dançar

Mas o cego não sabia bailar

Tropeçava em seu pé

Faltava – lhe jeito para acompanhar

 

O Cego além de velho

Não sentia graça em si mesmo

Enquanto a bailarina ensaiava

Um novo passo em sua caminhada.

 

Ela de sapatilha

E ele de bengala

No salão das possibilidades

Onde qualquer coreografia é possível

Tentavam encontrar um modo

De dançar juntos

Sem se preocupar com o mundo

Sem olhar e pensar no futuro.

 

A.

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Comentários (1)

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dasilva
2019-12-02

Encantada.