Lista de Poemas
SÚPLICAS DO UMBRAL
OUÇO VOZES A IMPLORAR,
DO SUBMUNDO SOMBRIO ECOA
GEMIDOS, DORES A SUPLICAR,
SENHOR DEUS, ME PERDOA!
UNIVERSO PARALELO DA DEVASSIDÃO,
VALE DOS TORMENTOS E DAS CULPAS,
AMBIENTE DA DEPRESSÃO...
LÁ TODOS PEDEM DESCULPAS.
NÃO TEM FOGO. NÃO É O INFERNO.
SÓ TEM LODO E TRONCOS RETORCIDOS SEM FLOR.
O FRIO É INTENSO, PARECE INVERNO.
O SOL NÃO APARECE COM O SEU CALOR.
MORIBUNDOS, CONTORCIDOS POR AÇOITES
DILACERADOS, PARA UMA MÓRBIDA PLATÉIA,
LÁGRIMAS DE DORES QUE PERCORREM A NOITE,
FUGINDO DOS FELINOS FAMINTOS DA ALCATÉIA.
O VENTO ASSOVIA O UIVO DA DOR,
DESOLADOS POBRES DA INQUIETA MELANCOLIA.
FÚNEBRES CONVULSOS SUPLICAM AMOR,
TENTAM EXPELIR A ETERNA AGONIA.
VENDO TUDO ISSO, A DEUS IMPLORO;
QUE O CÉU SE ABRA PARA AS CLEMÊNCIAS,
QUE A LUZ DISSIPE A NEVOA E O CHORO,
QUE JESUS AFAGUE, ESTAS DOLÊNCIAS.
QUE AS CARAVANAS DO AMOR SE FORTALEÇA
E ALIVIE AS DORES DESTES IRMÃOS.
QUE O TRONCO DO UMBRAL TAMBÉM FLOREÇA,
POIS PARA TODO ERRO, EXISTE O PERDÃO.
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Melancolia
Ronda-me, povoando a mente,
Invade o peito melancolia,
Sem proposito presente,
Faz morada, com sinistra agonia.
De visão turva em desalinho,
Tonteia, deriva, oscila,
Atinge os pensamentos, como um torvelinho,
E na consciência se asila.
Melancolia te observo,
Continuo observando,
E observando me preservo,
E aos poucos me acalmando.
Melancolia, porque me rondas?
Não tens porque , nem como,
Na frieza, se fecundas,
Densa sufocante, como bromo.
Porque? Azarás minha sorte,
Se divertindo, com minha agonia,
Nem nesta vida e nem na morte,
Ti pertencerei, melancolia.
Invade o peito melancolia,
Sem proposito presente,
Faz morada, com sinistra agonia.
De visão turva em desalinho,
Tonteia, deriva, oscila,
Atinge os pensamentos, como um torvelinho,
E na consciência se asila.
Melancolia te observo,
Continuo observando,
E observando me preservo,
E aos poucos me acalmando.
Melancolia, porque me rondas?
Não tens porque , nem como,
Na frieza, se fecundas,
Densa sufocante, como bromo.
Porque? Azarás minha sorte,
Se divertindo, com minha agonia,
Nem nesta vida e nem na morte,
Ti pertencerei, melancolia.
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Não mais você
Meu sentimento está deserto,
Abatido pela descrença,
De longe eu fico perto,
Desta sua indiferença.
Não dilacere minha alma,
Com mentira e falsidade.
Não destrua minha calma,
Nem a minha felicidade.
Sua frieza é desumana,
Tal qual a da escória,
Já não mais, me engana,
Conheço sua história.
Vou tateando na agonia,
Recolhendo meus pedaços.
Te esquecerei, um dia
Acredite, eu me refaço.
Abatido pela descrença,
De longe eu fico perto,
Desta sua indiferença.
Não dilacere minha alma,
Com mentira e falsidade.
Não destrua minha calma,
Nem a minha felicidade.
Sua frieza é desumana,
Tal qual a da escória,
Já não mais, me engana,
Conheço sua história.
Vou tateando na agonia,
Recolhendo meus pedaços.
Te esquecerei, um dia
Acredite, eu me refaço.
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