Lista de Poemas

Café

Cafeína, teofilina ou paraxantina

De que é feito? Pouco importa, diria

Mas a sua mágica composição

É o que me faz manter vivo todos os dias

 

De manhã, vejo umas lindas meninas passarem

Os ventos atritarem,  e o sol? A iluminar meu recanto

Os cafés já traduzem os poemas e o que acontecerá no fim do dia

Já de noite, o brilho do luar, a foto da amada e algumas cartas perdidas

 

Ela foi-se embora e levou consigo

Meus cafés, meus sentimentos e meu seguro abrigo

Só sobrou um cafezinho final da chaleira

E é com ele que a cada dia eu vivo e sobrevivo.
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Integridade

Vamos nos permitir

Acreditar nos nossos sonhos

Dar-nos liberdade

Mantermos convicto

Dizer bom dia ao mundo e a natureza

E perguntar as pessoas como foi o seu dia

Viver um momento de cada vez, dia após dia

Amar as pessoas como se não houvesse o amanhã

Cuidar de animais, cicatrizar feridas

Manter o espírito íntegro, sorrir mais

Dizer para aos nossos pais o quão amamos

Viajar pelo mundo, falar mais o “eu te amo” e socializar

Além de, sobretudo, manter a esperança e a solidariedade

Amor, paz, prosperidade e integridade

Para que assim, o mundo se torne mais alegre e colorido

Como as belas cores de um lindo arco-íris.
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Canções noturnas

Canções noturnas

Bares cheios

Prostitutas, acompanhantes

Cervejas caras e almas vazias

Despejo nessa roda todas as raivas

Histórias fictícias, amores falsos e a luz do luar

Boiando nos interesses e na vida boémia

E algumas mulheres vazias

Vindo todo dia conversar sobre amor

Minha mente ta longe só volta amanhã

Eu nunca estou sóbrio, elas nunca tão sãs

Canções noturnas

Bares cheios

Prostitutas, acompanhantes
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Dia 36

Bem vindo à modernidade líquida
Amores perdidos, palavras falsas
E uma garrafa de bebida vazia
Como era bom a vida boêmia
As músicas à Guns n' Roses, Pearl Jam e Metallica
Dançava com todas as moças
Saía com todos os rapezes
E como de costume
A carteira se esvaziava ao fim do dia
E hoje é apenas o dia 36
Um dia lindo, mas sem muitas alegrias
Casa bagunçada, roupas sujas
E algumas contas oriundas do bar do Messias
Preciso encontrar alguém
Que construa comigo um sentido à vida
Porque esse estado, viu...
Só dura um curto tempo
Ou até chegar as cobranças no fim do dia...
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Karen e Pereira(Carta poema)

Carta poema

Isso não é uma carta

Mas também não é um poema

Amo-te e nem sei como expressar

O seu jeito, seu sorriso, seu olhar

A sua sutileza, sua postura, seu modo de pensar

Como pode você querer alguém como eu?

Os nossos mundos são diferentes

O seu principal sonho é se casar

Enquanto o meu é um dia se tornar um Jay-Z

Eu rimo na rua, como um ‘podrão’ e trabalho de bico

Já você, é rica, faz diversas faculdades e adora minhas punchlines

Amor, somos tão diferentes

Que o tempo se encarregou de nos juntar

Mas já que estamos juntos

É eu por você e você por mim

Até o tempo que temos de vida se esgotar

Carta poema

Isso não é uma carta

Mas também não é um poema.
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Só não me liga tarde

Não quero que você me ligue

Para me dizer que está com saudades

Que talvez ele não te ame

Ou tampouco não sinta mais vontade

Mas me ligue pra dizer

Que você quer correr o grande risco

Que você quer viver a vida comigo

Que você quer acordar do meu lado

E que às vezes, no silêncio da noite

Você fica imaginando nos dois

Só não me liga tarde

Talvez eu me apaixone por alguém

Talvez eu queira ficar sozinho de cá para frente

E se de repente alguém me ganha?

Só não me liga tarde.
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Alarme

Quatro e dez da manhã e o alarme assobia

‘Fiu fiu”, dia de abrir as janelas e ver o pôr do sol

Admirar a paisagem, pensar sobre a vida

Mas isso não acontece, confesso

Ando num pragmatismo

Mesclado por um ciclo, confuso e complexo

A cada expressão do alarme é um desafio

A vida, certamente não é difícil, é até simples

Mas fazer o simples que é ser difícil

Mas veja por um lado, veremos todos os nossos amigos

Até aqueles que não gostamos

E depois postaremos no Instagram as fotos

Para os outros verem e pensarem

“Nossa, ‘best’ deve viver bem a vida”

Talvez a expressão do alarme seja o começo

Dessa mesma rotina

Eu sei, mas não devia.
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Outrossim

Outrossim

Flores brancas, girassóis e jasmins

Frugal, Fleumático ou Incólume?

Não, não acho

Os pássaros que hoje cantam aqui

Já não cantavam desde lá

A mocinha que roubou meu coração

Hoje não se encontra mais acá

Como éramos felizes, diria!

Você jamais poderia imaginar!

Éramos como Rony e Hermione

Ela descrevia todas as constelações de noite

Falava sobre um tal de Romeu e Julieta

Enquanto eu, o quanto de peixes vendi nas feiras

Parecíamos tão distintos, com realidades diferentes

Eu era tão pobre que só tinha a imaginação e a melancolia

E ela tão rica, poeta, fazia de tudo para alegrar meus dias

Não sei ao certo, parecia até um deboche do destino dar-mos certos

E..., bem,  depois aconteceu algumas coisas

Jogamos fora os nossos sonhos

E partimos para rumos diferentes

Âmago, Odiento ou Veneta?

Não, não acho

Mas que há a saudade, há!

E você pode até não acreditar

Mas houve um tempo em que tínhamos um tempo

Sim, houve um tempo em que havia tempos.
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Circunstâncias das constâncias

Depois que o meu amor por ela morreu
Eu já não me sinto como antes
A solidão me dominava por completo
Vivia pensando, pensando e pensando
E por ironia do momento, continuava-me me amargurando, amargurando e amargurando
É como se, cada segundo fosse único
Vivia molhado de lágrimas e desencoberto da realidade
No mundo dela, ou meu mundo, sei lá, me sinto confuso, talvez até qualquer outro mundo
Vivo no consenso único, filosofando a cada hora por s e g u n d o
em que as vezes desacredito de mim mesmo e não consigo encontrar qual é o x da questão
Antes ela era minha única esperança pra tentar a encaixar em mim as qualidades que me faltava
E, rs, até os defeitos que até eu mesmo não enxergava, mas para ela eu n a d a
Engraçado, não é? As coisas acontecem tão arbitrariamente
Que as vezes nos perdemos nos nossos próprios medos, destruímos nossos sonhos e a cada dia, prometemos um novo c o m e ç o, que talvez nunca comece, mas a gente sempre diz, pra não desmotivar né?, rs, eu sei, mas não d e v i a.
Depois que o meu amor por ela morreu
O meu desejo subconsciente não se comporta como escravo iluso, às vezes
O arrependimento bate na nossa porta, entra sem ter permissão e nos pergunta: pronto, o que é que você irá fazer agora?
Mas eu não escuto nada, sou um rapaz comum, criado à modéstia do séc. XIX mas que sobrevive no séc.XXI, vivo-me as custas do meus poemas, cujo quase sempre consigo solucionar os meus enigmas, mas que se afoga num sentimento vago e frio, porque um dia, a mulher que lhe confiara e depositara todo o seu amor, por mais que seja pobre de materiais e coisas insignificantes que o dinheiro em demasia comprara era rico de alma e forte de esperança, que por ironia do destino, foi traído.
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Comentários (3)

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fernandoarroz
2020-05-18

sucesso na caminhada irmão, dá um trato no belo

Rebeca
Rebeca
2020-04-28

Parabéns! Continue no mundo da escrita ??

Ana
Ana
2020-04-27

Gostei muito parabéns