Circunstâncias das constâncias

Depois que o meu amor por ela morreu
Eu já não me sinto como antes
A solidão me dominava por completo
Vivia pensando, pensando e pensando
E por ironia do momento, continuava-me me amargurando, amargurando e amargurando
É como se, cada segundo fosse único
Vivia molhado de lágrimas e desencoberto da realidade
No mundo dela, ou meu mundo, sei lá, me sinto confuso, talvez até qualquer outro mundo
Vivo no consenso único, filosofando a cada hora por s e g u n d o
em que as vezes desacredito de mim mesmo e não consigo encontrar qual é o x da questão
Antes ela era minha única esperança pra tentar a encaixar em mim as qualidades que me faltava
E, rs, até os defeitos que até eu mesmo não enxergava, mas para ela eu n a d a
Engraçado, não é? As coisas acontecem tão arbitrariamente
Que as vezes nos perdemos nos nossos próprios medos, destruímos nossos sonhos e a cada dia, prometemos um novo c o m e ç o, que talvez nunca comece, mas a gente sempre diz, pra não desmotivar né?, rs, eu sei, mas não d e v i a.
Depois que o meu amor por ela morreu
O meu desejo subconsciente não se comporta como escravo iluso, às vezes
O arrependimento bate na nossa porta, entra sem ter permissão e nos pergunta: pronto, o que é que você irá fazer agora?
Mas eu não escuto nada, sou um rapaz comum, criado à modéstia do séc. XIX mas que sobrevive no séc.XXI, vivo-me as custas do meus poemas, cujo quase sempre consigo solucionar os meus enigmas, mas que se afoga num sentimento vago e frio, porque um dia, a mulher que lhe confiara e depositara todo o seu amor, por mais que seja pobre de materiais e coisas insignificantes que o dinheiro em demasia comprara era rico de alma e forte de esperança, que por ironia do destino, foi traído.
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