Biografia
escritor de poesias e textos de reflexão
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Amor sem Hífen
"Amor sem Hífen"
Nas vírgulas que a vida dá tem um hífen.
Nos pontos que o tempo oferece tem um hífen.
Na madrugada que cede a manhã tem o hífen.
Na luz que lava almas tem um hífen.
São os caminhos paralelos que se cruzam meio ao Outono.
Nas vielas da saudade no deserto da vontade o chuvoso tempo.
Na descida mais alta que o tempo.
Ao evaporar mentiras sem Hifen eu amo.
Amo a palma do mar que destila-se na correnteza um abraço sincero.
Amo a madrugada que na escuridão leva beijos de lábios imunes.
Amo o sol que não esconde quão lindo é a vida a qual me apego.
Amo o hífen que o amor não fez separar loucura e paixões.
Não preciso de traços e sim de palavras em silêncio.
Preciso caminhos curtos, porém longo de desejo.
Não preciso coragem para caminhar em teus peitos.
Preciso de amor para alimentar teu desejo.
Amor verdadeiro sem vírgulas nem reticências.
Te amar e fazer o vento pedir licença
Quando receber o nosso cheiro.
Na curva da minha alma Guardar teu olhos.
No andar da tua vida me apregoar como teus passos.
Amor Não precisa hífen
Precisa de amar Sem
Motivos para ter dor.
Ser verdadeiro.
Sim amor.
Só.
Autor: Análogo Mendes
Data:04.10.2019
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JULGAMENTO SEM DEFESA
" JULGAMENTO SEM DEFESA"
Senhor juiz confesso que não sei de nada.
Tudo que sei é que eu fiz! Nada.
Eu até conheci a malograda.
Mais as causas da morte eu sei nada.
Senhor juiz confesso que não sei de nada.
Tudo que sei é que eu fiz! Nada.
Eu até conheci a malograda.
Mais as causas da morte eu sei nada.
Então o que é que o Senhor se lembra.
O sol brilhava durante a noite, nem a lua sabia dizer.
Os nossos olhos se cruzavam enquanto sua voz a cozer
Minha memórias meliandras sem saber.
O ópio de suas lágrimas a mal dizer.
Lembro que estava entre nós o sorriso o último na esfera da felicidade.
Pena que nem eu sabia que era o ultimato.
Sabia eu que éramos felizes e isso me fez insensato.
Ter que ver morrer aquela beldade.
Em meus olhos o lacrimogéneo tapa o sol das aventuras.
Em minha mente um homogéneo grito de perguntas.
Meu corpo inerte ainda procurando - a.
Nas agulhas dos abraços, nas vielas dos beijos.
No desfazer do Alentejo e Algarve sorrir.
Quando falou que partiria eu só queria abraçar, abraço longos.
Que o acompanhariam ao sepulcro talvez.
Um longínquo querer que a fizesse ficar de vez.
Foi opcional a porta trancou, a sete chaves fechou o sorriso.
Confesso que não sou eu quem a matou.
Tão pouco quem permitiu que morresse.
Eu sou quem a amou.
E fiz um elogio fúnebre que aqui lesse.
Descansa em Paz nossa Paixão.
Porque se morreu num foi amor.
O amor é imortal.
Autor: Análogo
Inspiração : Passado
Data:04.06.2019
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