Lista de Poemas
Prometeu
Prometeu não se encontrou
envergonhado,
por se ter apossado
de nada menos, nem mais,
da chama da sagrada paixão
que ofereceu
aos comuns mortais.
Foi portanto julgado.
Amarrado de pé
em frente a Hélio,
(o astro-rei indagou)
eu confesso
que já não sei,
se de facto existes,
porque persistes,
se és apenas
um reduto da minha imaginação,
como pi, a perfeição,
ou a minha
mais louca fantasia
o próprio infinito!
Prometeu olhou o Deus de frente
(Posto isto? Porque sorria?)
Prometeu
que encarnou em Adão
que encarnou em Buda
que encarnou em Cristo
como em qualquer filho de Maria
apenas sorria.
Ao ver passar Madalena
porquanto ela se voltou,
a alma dele parecia serena
ela corou e se denunciou
Ele declarou-se culpado
- Não fora a alma tão pequena...
envergonhado,
por se ter apossado
de nada menos, nem mais,
da chama da sagrada paixão
que ofereceu
aos comuns mortais.
Foi portanto julgado.
Amarrado de pé
em frente a Hélio,
(o astro-rei indagou)
eu confesso
que já não sei,
se de facto existes,
porque persistes,
se és apenas
um reduto da minha imaginação,
como pi, a perfeição,
ou a minha
mais louca fantasia
o próprio infinito!
Prometeu olhou o Deus de frente
(Posto isto? Porque sorria?)
Prometeu
que encarnou em Adão
que encarnou em Buda
que encarnou em Cristo
como em qualquer filho de Maria
apenas sorria.
Ao ver passar Madalena
porquanto ela se voltou,
a alma dele parecia serena
ela corou e se denunciou
Ele declarou-se culpado
- Não fora a alma tão pequena...
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Não era eu
Não era eu
quem assomava com ares de princesa
do alto daquela torre de marfim.
Era a poesia que estava presa
Foi ela que me escolheu
para a salvar,
prendendo-me a mim
em seu lugar
quem assomava com ares de princesa
do alto daquela torre de marfim.
Era a poesia que estava presa
Foi ela que me escolheu
para a salvar,
prendendo-me a mim
em seu lugar
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Nada
Que fácil é ser nada
esse corpo
de beira de estrada
que finge sentir.
É pegar, largar e seguir
e depois? Nada.
Díficil
É o abraço adiado
à porta
sem saber como entrar
se ficar, se partir
sem o peito se partir.
esse corpo
de beira de estrada
que finge sentir.
É pegar, largar e seguir
e depois? Nada.
Díficil
É o abraço adiado
à porta
sem saber como entrar
se ficar, se partir
sem o peito se partir.
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Sem título
O banho morno
verte o calor e
sem meandros de pudor,
desenha insinuantes
meridianos,
fazendo escorrer as gotas de vapor
pelas coxas,
e restantes quadrantes.
Pétalas de desejo palpitantes
emergem subitamente
dos aromas inebriantes
desse desejo maior
mergulhado
em banhos de espuma.
A minha pele pele de sumaúma
antecipa o frio que irrompe,
das pontas dos teus dedos.
Em fios de açúcar mascavado, eles
vão tecendo, sem avisos, nem rodeios
o meu ponto de rebuçado.
verte o calor e
sem meandros de pudor,
desenha insinuantes
meridianos,
fazendo escorrer as gotas de vapor
pelas coxas,
e restantes quadrantes.
Pétalas de desejo palpitantes
emergem subitamente
dos aromas inebriantes
desse desejo maior
mergulhado
em banhos de espuma.
A minha pele pele de sumaúma
antecipa o frio que irrompe,
das pontas dos teus dedos.
Em fios de açúcar mascavado, eles
vão tecendo, sem avisos, nem rodeios
o meu ponto de rebuçado.
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