Escritas

Sem título

Ana Silva Rosa
O banho morno
verte  o calor e
sem meandros de pudor,
desenha insinuantes
meridianos
,
fazendo escorrer as gotas de vapor
pelas coxas,
e restantes quadrantes.

Pétalas de desejo palpitantes
emergem subitamente
dos aromas inebriantes
desse desejo  maior
mergulhado
em banhos de espuma.

 A minha pele pele de sumaúma
antecipa o frio que irrompe,
das pontas dos teus dedos.
Em fios de açúcar mascavado, eles
vão tecendo, sem avisos, nem rodeios
o meu ponto de rebuçado.



301 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.