Lista de Poemas
As tuas palavras
As tuas palavras são
Ferros em braza que ferem
O meu coração
Porque me pedes perdão
Porque dizes que me amas
Palavras ditas em vão
Palavras sem sentimento
Palavras ditas
Como ferros em braza
Que ferem o meu coração
Sinto um silêncio
Sinto um silêncio
Cheio de palavras
Entre nós
Sussurro as palavras
Caladas
Como se fossem faladas
Mas o silêncio
É cada vez maior
Não te vejo
Mas sinto-te
Porque oiço
As palavras que não dizes
Num silêncio que vale
Tantas e tantas palavras que
Ainda não dissemos
Mas que sentimos
Palavras que são amor
Que acordarão
Naquele mundo que
Sonhamos e desejamos
Esse dia chegará nas asas
Dum vento suave e morno
Como uma brisa do Paraíso
Desilusão
Desilusão
Hoje morri mas sem partir
Sinto uma dor no peito
Que nada m'a pode tirar
Desilusão é o nome dessa dor
Amei como ninguém
Talvez nem fosse amar
Mas adorar mais do que a ninguém
Mas hoje as tuas palavras
Feriram mais do que um cutelo
Que me me deixou depedaçada
"o tempo que perdi contigo"
Lágrimas rolaram dos meus olhos
O coração parou por momentos
E aqui estou eu sem saber o que fazer
Fugir? Nunca
Ficar ? Talvez
Amar ? Jamais ....
O inicio do nosso amor
Antes de te conhecer
Já estavas dentro de mim
Já te amava sem saber
Mas bastou um momento
Um olhar, uma palavra
E todas as recordações
Acordaram em mim
Disse que te amava
Duvidaste porque o amor
Em ti estava adormecido
Há muito tempo
Pelo tempo que demorei para chegar
Vou olhar as estrelas
Até que uma te guie a mim
Até que o luar me ilumine
E o meu rosto seja aquele
Que sempre conheceste e amaste
Até que o nosso amor
Não tenha fim
Os teus olhos
Perdi-me nos teus olhos
Como quem se perde
A olhar o horizonte do mar
Ou o azul do céu
Amor é mesmo assim
Perder-se em quem se ama
Mesmo que seja horizonte
Ou céu
O infinito está ali
Sem ter começo
Sem ter fim
Só quero sentir a plenitude
De uma felicidade eterna
Seja horizonte ou céu
Onde o teu olhar possa ser
Pleno e sem fim ...
Roses
Sometimes I say roses
Somestimes I say blue
Sometimes I say violets
Sometimes I say ...
I miss you ....
O meu coração
O meu coração ama-te
Desesperadamente
E deseperadamente quer
Ter-te junto a mim
Que fazer?
Partir?
Ficar?
Tantas perguntas
E sem uma resposta
Se quero partir
Não consigo esquecer-te
Se quero ficar
Não posso ter-te
Ajuda-me amor
Diz-me o que fazer
Porque se não posso
Viver sem ti
E contigo também não
Que desespero o meu
Sonhei contigo
Sempre sonhei contigo
Sem saber onde estavas
Porque partes agora
Agora que te encontrei
Dentro de mim ...
Brumas
Procuro-te naquelas brumas
Onde te perdi
Procuro chamando o teu nome
Não fujas não te afastes de mim
O amor é eterno
E para sempre te procurarei
Um pouco de sonho
Um novo acordar
E nas bruma onde
Fiquei adormecida
Nascerei
De novo te procuro
Basta um pouco, muito pouco
E num sopro de amor
Saberás quem sou
Para de novo voltares
Num amor sem fim
Amor
Amor, amor
Sussurro o teu nome
Nas noites mais frias
Nos dias de brumas
Sussurro e o vento
Leva-o
Para aquele lugar distante
Onde o mar e o vento
Apenas me dizem
Não sei onde está
Não sei do seu coração
Pede ao teu que o chame
Pede que lhe fale
A tua voz fraca
Morre na garganta
Daqueles que chamam
Morre nos braços
Dos que não alcançam
Mas renascerá no coração
Daquele que amas
Comentários (2)
Muito belo .... poetisa Ana Rafael - este poema do outro lado do espelho - e confessas o teu outro lado de ti... pois este amor é terno ... e sempre estarás neste espelho - de muito amor a sangrar. belo...belíssimo . deves continuar teus poemas mais íntimos de tua alma a canta-los em versos. em além mar .
É urgente ler poesia. Porque quando um homem sonha a obra nasce.
No ano passado
escrevi um poema
que começava assim:
"sinto a lâmina do teu ciúme no meu peito"
- era uma metáfora, claro.
E não suspeitei.
Agora,
que me espetaste a faca de descascar batatas entre as costelas,
único desfecho lógico para o nosso amor;
agora, que sinto a lâmina
e o sangue morno a alastrar-me na camisa,
sei, finalmente e tarde demais,
a fraca expressividade das metáforas.
Por isso,
se ainda gostares um bocado de mim,
pede para, na segunda edição,
alterarem o verso para:
"sinto o teu ciúme como uma lâmina no meu peito".
José Luís Peixoto
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