Lista de Poemas
Apenas o Amor
Não sejam as tuas
Lágrimas
Que o teu
Não seja
O meu silêncio
Que a minha
Não seja
A tua dor
Enfim
Que nada
De um
Seja do
Outro
Apenas o Amor…
Recordação
São coisas banais
Não os sinto
Não os vejo
Apenas os ignoro
Nas noites frias
Em que o Amor
É simplesmente
A recordação do que
Não sei
Não sei...
Porque tenho
Esta tristeza
Tão grande
Dentro de mim
Não sei…
Pergunto
A cada lágrima
Que choro
A cada soluço
Que se solta
Da minha garganta
A cada dor
No meu coração
Não sei...
Não sei...
Não sei...
Apenas pergunto
O quê
O porquê
Mas não sei...
De tão perto esta dor
Esta amargura
Que não se afasta
Apenas
Não sei...
O que chora
Dentro mim…
Morreste-me
Hoje morreste-me
Que fazer do teu corpo
Sem alma sem vida
Desta dor quer ficou dentro
De mim
Hoje morreste-me
E os mares estavam quietos
Os ventos parados
Mas as nuvens negras
Anunciavam
Que a morte estava
Prestes a chegar
Hoje morreste-me
E partiste sem que pudesse
Dizer-te mais uma vez
Beijando a tua boca que
Te amo
Hoje morreste-me
E fiquei neste silêncio profundo
Com o amargo e salgado
Sabor das minhas lágrimas
Por ti
Hoje morreste-me
Sem saber o que fazer
De mim ….
Só
No silêncio dos meus
Pensamentos
Que faço eu
Aqui
Que faço eu
De mim
Inquietude
E senti o Amor
O meu corpo estremeceu
A minha voz emudeceu
Quem és tu?
Para me fazeres
Sentir
Esta inquietude
Esta agitação…
Procuro
Esta sede insaciável
De te ver de te ter
Procuro-te
Onde o meu coração
Te busca
Onde os meus olhos
Te sentem
Mas apenas
A tua ausência
Me persegue
Sinto-te e
Por isso
Procuro-te
Vem meu amor
Vem saciar
Esta sede insaciável
De ti…
Se eu fosse
Se eu fosse luar
beijava-te
Se eu fosse mar embalava-te
Se eu fosse vento abraçava-te
Mas…
Se eu fosse eu amar-te-ia
Loucamente até ao infinito
Não até que o Amor durasse
Mas até que ele jamais acabasse
Os meus sonhos
Hoje morri
Quando mataste
Os nossos sonhos
Os sonhos que construimos
Num paraiso de amor
Tudo era belo e perfeito
Eu era feliz
E senti que a Felicidade
Fazia de parte de ti
Havia uma cumplicidade
Sem fim
Hoje estou morta
Porque sem ti
A vida não é possível
Nada faz sentido
Sem ti e sem sonhos
Sinto-me morta
Leva-me para o mar
E deixa que o meu corpo
Se misture com ele
Porque dele faço parte
Adeus amor ...
Não perguntes por mim
Não perguntes por mim
Quando eu for embora
Não perguntes por mim
Ao vento
Ele se calará
Não perguntes por min
às estrelas
Elas se apagaram
Não perguntes por mim
Ao mar
Ele nada saberá
Pergunta-me a mim
E eu te direi
Que deixei de te amar
Que parti e não volto mais
Porque a tua ausência
Matou o que tinhas
Mais belo de mim
O meu imenso e grande amor
Comentários (2)
Muito belo .... poetisa Ana Rafael - este poema do outro lado do espelho - e confessas o teu outro lado de ti... pois este amor é terno ... e sempre estarás neste espelho - de muito amor a sangrar. belo...belíssimo . deves continuar teus poemas mais íntimos de tua alma a canta-los em versos. em além mar .
É urgente ler poesia. Porque quando um homem sonha a obra nasce.
No ano passado
escrevi um poema
que começava assim:
"sinto a lâmina do teu ciúme no meu peito"
- era uma metáfora, claro.
E não suspeitei.
Agora,
que me espetaste a faca de descascar batatas entre as costelas,
único desfecho lógico para o nosso amor;
agora, que sinto a lâmina
e o sangue morno a alastrar-me na camisa,
sei, finalmente e tarde demais,
a fraca expressividade das metáforas.
Por isso,
se ainda gostares um bocado de mim,
pede para, na segunda edição,
alterarem o verso para:
"sinto o teu ciúme como uma lâmina no meu peito".
José Luís Peixoto
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