Lista de Poemas
Cartas para o meu amor #1
Se eu desaparecer,
irias procurar por mim?
Porque, no fundo,
planejo ser encontrada por ti.
Ave Maria...
Ave Maria bendita,
livrai-nos desta fome maldita,
livrai-nos deste frio da cita,
perdoe-nos pelas ações ilícitas.
Aceite a nossa crença,
receba as nossas oferendas de fé.
Ave Maria maldita,
dai-nos lugar para leito,
dai-nos comida para o peito.
Livrai-nos das oferendas oferecidas a vós,
que só nos fornecem fome.
Aceite as nossa súplicas.
receba os nossos corpos.
Onde está?
O meu amor partiu para bem longe,
para um lugar onde já não a posso alcançar.
Deixou-me para trás sem despedir-se.
Não levou nada; nem mesmo roupas,
nem calçados, e até a sua carteira deixou…
Ela foi-se muda,
quase invisível de tão súbita foi a partida.
Não deixou cartas
e nem bilhetes.
Apenas se foi…
E onde estará ela agora?
Ninguém sabe.
Uns dizem que foi conhecer os anjos nas nuvens,
e outros,
que dissipou-se em pó…
Eu não digo nada,
pois eu ainda a espero,
com o seu retrato,
e os nossos filhos segurados à mão.
O peso que sou
O peso que sou,
já não serve a ninguém.
Nem mesmo a mim.
Que incompetência a minha...
Que incompetência a minha ter nascido num berço de madeira.
Que incompetência a minha ter roubado do peito uma mamadeira.
Que incompetência a minha ter sido morrida de rasteira.
Que incompetência a minha não ter sido herdeira.
Ironia
Ironia,
que magia.
Sabrina, a velhinha.
Sabrina, menina,
Sonhava ser bailarina.
Mas a pobrezinha não sabia
Que, para ser dançarina,
Tinha de ser menininha.
Sabrina já era velhinha,
Quase já não valia.
Mas tinha a mania,
De querer ser miúdinha.
Sabrina, coitadinha,
Acreditava em magia,
Sem saber que, por ser velhinha,
Já não podia ser dançarina.
Sabrina era fininha,
Como papel em linha,
Mas tinha a mania
De que já agora nascia.
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